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    Mais da metade dos jogadores e dirigentes recebeu mensagem abusiva durante a Copa

    Mais da metade dos jogadores e dos dirigentes envolvidos com a Copa do Mundo de 2026 na América do Norte recebeu ao menos uma mensagem de caráter abusivo ao longo do torneio, que aconteceu entre 11 de junho e 19 de julho, segundo levantamento divulgado nesta sexta-feira (9) pela Fifa (Federação Internacional do Futebol ). Leia mais (10/09/2026 - 12h29)

    Folha de S.Paulo
    9 de outubro de 2026 às 15:29
    Mais da metade dos jogadores e dirigentes recebeu mensagem abusiva durante a Copa
    Estádio moderno com teto de vidro e arquibancadas lotadas. No telão central, a mensagem 'STOP HATE PROTECT FOOTBALL FIFA' em destaque. Jogadores estão posicionados no campo antes do início da partida. — Foto: Folha de S.Paulo

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    Mais da metade dos jogadores e dos dirigentes envolvidos com a Copa do Mundo de 2026 na América do Norte recebeu ao menos uma mensagem de caráter abusivo ao longo do torneio, que aconteceu entre 11 de junho e 19 de julho, segundo levantamento divulgado nesta sexta-feira (9) pela Fifa (Federação Internacional do Futebol ).

    Telão exibe a frase 'stop hate: protect football' (parem o ódio: protejam o futebol), durante a Copa do Mundo, em Los Angeles - Richard Heathcote - 18.jun.26/Getty Images via AFP · Richard Heathcote - 18.jun.26/Getty Images via AFP
    Telão exibe a frase 'stop hate: protect football' (parem o ódio: protejam o futebol), durante a Copa do Mundo, em Los Angeles - Richard Heathcote - 18.jun.26/Getty Images via AFP · Richard Heathcote - 18.jun.26/Getty Images via AFP — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    De acordo com a entidade máxima do futebol, foram analisadas mais de 17 milhões de publicações e comentários nas redes sociais relacionados ao Mundial. Desse total, 477 mil foram encaminhados para avaliação humana, e 240 mil foram confirmados como abusivos.

    Além disso, o percentual de comentários abusivos classificados como racista aumento gradualmente ao longo da competição —foi de cerca de 11% durante a fase de grupos, e chegou à marca de 20% quando considerada também a fase eliminatória. Ameças de violência foram registradas em 14% dos casos.

    Um total de 2.905 contas atingiu o patamar necessário para uma possível investigação criminal, das quais 786 foram encaminhadas às autoridades policiais para avaliação.

    Relembre casos de racismo no futebol
    Relembre casos de racismo no futebol — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Dessas contas, constatou-se que 232 haviam publicado conteúdo extremamente grave e ameaçador, capaz de representar um risco real à segurança, e elas tiveram prioridade nas investigações.

    "Precisamos nos unir para combater esse comportamento abominável, que causa sofrimento e afeta o bem-estar emocional", afirmou o presidente da Fifa, Gianni Infantino .

    "Reforçamos o compromisso da Fifa de proteger a comunidade do futebol contra o ódio on-line por meio de tecnologia otimizada, que combate não apenas conteúdo criado manualmente, mas também imagens geradas por IA", acrescentou o dirigente.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Durante a Copa, a Fifa se valeu de seu braço chamado SPMPS (Serviço de Proteção nas Redes Sociais) para fazer a análise automática de 60,7 milhões de manifestações de usuários nas plataformas oficiais da entidade e nos canais das associações-membro participantes.

    Desse total, 9,2 milhões de mensagens, equivalentes a 15% de todas as interações, foram bloqueadas antes de se tornarem visíveis ao público em geral.

    O conteúdo filtrado pela ferramenta incluiu publicações de usuários identificadas como claramente fraudulentas —por apresentarem comportamento típico de robôs ou spam— ou prejudiciais.

    Ilustração para Comparador de Jogadores da Copa do Mundo 2026
    Ilustração para Comparador de Jogadores da Copa do Mundo 2026 — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Conforme a entidade, as conclusão do levantamento evidenciam "o impacto pessoal do abuso on-line sobre jogadores, treinadores, árbitros e outros representantes das equipes, assim como sobre seus familiares."

    A Fifa disse também ter adotado medidas para proteger os árbitros durante o Mundial de ataques cibernéticos. O SMPS interveio para defendê-los do doxing, prática que consiste em divulgar informações privadas e pessoais de alguém, incitando ataques de terceiros.

    "Nosso objetivo é garantir que nossos árbitros possam se concentrar plenamente no que acontece em campo, sem se preocupar com o que está sendo publicado a respeito deles nas redes sociais", afirmou o diretor de arbitragem da Fifa, Pierluigi Collina.

    "Os ataques direcionados aos árbitros na internet podem ser vistos por todos, inclusive por seus amigos e familiares. Ninguém merece sofrer abusos no local de trabalho —então por que deveríamos aceitá-los contra árbitros, treinadores e jogadores?", acrescentou Collina.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2026/10/mais-da-metade-dos-jogadores-e-dirigentes-recebeu-mensagem-abusiva-durante-a-copa.shtml.

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    Telão exibe a frase 'stop hate: protect football' (parem o ódio: protejam o futebol), durante a Copa do Mundo, em Los Angeles - Richard Heathcote - 18.jun.26/Getty Images via AFP · Richard Heathcote - 18.jun.26/Getty Images via AFP — Foto: Folha de S.Paulo

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