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    Magistrado ganhou 13 anos de salário sem trabalhar e enriqueceu R$ 4,5 mi em propinas

    Sede do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) (Foto: Reprodução) " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2024/12/tjsp.jpg?fit=790%2C514&quality=70&strip=all" />A cassação da aposentadoria do magistrado foi decretada pelo presidente do tribunal, desembargador Francisco Eduardo Loureiro The post Magistrado ganhou 13 anos de salário sem trabalhar e enriqueceu R$ 4,5 mi em propinas appeared first on InfoMoney .

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    27 de agosto de 2026 às 20:56
    Magistrado ganhou 13 anos de salário sem trabalhar e enriqueceu R$ 4,5 mi em propinas
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    Sede do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) (Foto: Reprodução)

    O desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo, Arthur Del Guércio Filho, que teve a aposentadoria cassada após passar 13 anos recebendo salários sem trabalhar, foi condenado a pagar R$ 9 milhões no âmbito de uma ação de improbidade administrativa. Ele foi acusado de exigir dinheiro de advogados em troca de votos favoráveis em processos sob sua alçada. O valor da indenização a ser bancada por Del Guércio foi calculado em duas partes: R$ 4,5 milhões referentes ao que a Justiça considerou ter sido incorporado ilicitamente ao seu patrimônio e R$ 4,5 milhões a título de multa, conforme previsão na Lei de Improbidade.

    O Estadão busca contato com Del Guércio. O espaço está aberto.

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    A cassação da aposentadoria do magistrado foi decretada pelo presidente do tribunal, desembargador Francisco Eduardo Loureiro, amparado no acórdão da ação de improbidade que tirou Del Guércio definitivamente da carreira e confiscou seus salários.

    Mesmo afastado das funções havia treze anos, o desembargador continuava recebendo subsídios normalmente. Em julho, ele recebeu R$ 44 mil líquido.

    O magistrado, hoje com 71 anos, foi suspenso dos quadros da 15.ª Câmara de Direito Público do tribunal em abril de 2013 após ser alvo de denúncias de que teria cobrado R$ 35 mil dos advogados Nagashi Furukawa, juiz de Direito aposentado, e Fabiane Furukawa para dar um voto favorável a um vereador de Bragança Paulista (interior de São Paulo), cliente deles, que havia sido sancionado pelo Tribunal de Contas do Estado.

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    Del Guércio ingressou na magistratura paulista em 1983. Ele chegou ao Tribunal de Justiça em 2005, quando assumiu a cadeira de desembargador.

    “Contavam que ele (Del Guércio) os procurava para simplesmente pedir dinheiro sob o pretexto de que estava em dificuldades financeiras, que não sabia o que fazer, que agradecia e acabava levando R$ 20 mil, R$ 30 mil”, narrou o desembargador. “Chegavam notícias alarmantes de que ele comprometia a própria Câmara.”

    O advogado Clito Fornaciari Júnior contou, na época em que surgiram as denúncias, que Del Guércio teria procurado um cliente dele, a quem mostrou ‘o voto que ia dar no caso (um inventário)’. O desembargador teria dito que outros magistrados queriam R$ 120 mil. “Tudo a sugerir um verdadeiro padrão de comportamento desbordante da mais comezinha postura expectável de um magistrado”, assinalou o então presidente do TJ.

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    Del Guércio recebeu em seu gabinete a advogada Fabiane. Segundo ela narrou, na época, ‘ele começou a falar que passava por situação financeira complicada, que precisava de R$ 35 mil para saldar empréstimo que fez para reforma na residência dele’.

    Em dezembro de 2013, então na presidência do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça, o ministro Joaquim Barbosa, determinou ao TJ de São Paulo que retomasse o pagamento dos salários do desembargador afastado por suspeita de corrupção e alvo de procedimento administrativo disciplinar.

    No entendimento de Barbosa, que acolheu uma reclamação da defesa de Del Guércio, ‘apenas a instauração do processo administrativo disciplinar não legitima a supressão de quaisquer verbas na remuneração dos magistrados’.

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    Com a conclusão do processo de natureza disciplinar e a ação de improbidade, a decisão do atual presidente do tribunal paulista, desembargador Francisco Loureiro, implica também no confisco dos subsídios de Del Guércio.

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    Publicado originalmente por InfoMoney. Leia a matéria completa em https://www.infomoney.com.br/politica/magistrado-ganhou-13-anos-de-salario-sem-trabalhar-e-enriqueceu-r-45-mi-em-propinas/.

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