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    Magalu (MGLU3) segue como maior aposta? As varejistas com espaço para subir após rali

    Fonte: ri.magazineluiza.com.br " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Magazine-Luiza.jpg?fit=620%2C430&quality=70&strip=all" />Em vez de simplesmente procurar as ações mais sensíveis à queda dos juros, passou a ser necessário identificar onde ainda existe espaço para valorização The post Magalu (MGLU3) segue como maior aposta? As varejistas com espaço para subir após rali appeared first on InfoMoney .

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    8 de outubro de 2026 às 12:37
    Magalu (MGLU3) segue como maior aposta? As varejistas com espaço para subir após rali
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    O varejo tem sido um dos grandes protagonistas do rali da Bolsa brasileira após o primeiro turno das eleições, mas, depois de valorizações de dois dígitos em apenas algumas sessões, a questão entre investidores mudou: em vez de simplesmente procurar as ações mais sensíveis à queda dos juros, passou a ser necessário identificar onde ainda existe espaço para valorização.

    A leitura conjunta de Goldman Sachs, Itaú BBA e BTG Pactual sugere que o movimento pode ter novos capítulos, mas também que a seleção de ações ganha importância. Magazine Luiza ( MGLU3 ) e Assaí ( ASAI3 ) estão entre as empresas mais beneficiadas diretamente por juros menores, enquanto nomes como Pague Menos ( PGMN3 ), Smart Fit ( SMFT3 ), C&A ( CEAB3 ), Grupo SBF ( SBFG3 ) e Lojas Renner ( LREN3 ) aparecem entre as oportunidades destacadas nas análises.

    Na segunda-feira (5), primeiro pregão depois da votação , o Ibovespa disparou 7,70%, aos 206.911,89 pontos, maior alta diária desde março de 2020. Magazine Luiza liderou o índice com avanço de 24,18% , enquanto C&A chegou a registrar alta superior a 20% durante a sessão.

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    A reação refletiu a expectativa de investidores de um cenário fiscal mais favorável após Flávio Bolsonaro (PL) terminar o primeiro turno à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A percepção dos profissionais do mercado é de que uma virada no segundo turno, marcado para 25 de outubro, é pouco provável. Flávio é visto como um nome mais propenso a priorizar o ajuste das contas públicas , ainda que seus planos para a área não estejam claros, enquanto Lula enfrenta a desconfiança de uma parcela relevante do mercado.

    Foi justamente na manhã daquela segunda-feira, antes da abertura do mercado, que o Goldman Sachs publicou sua análise sobre quais varejistas poderiam se beneficiar mais de um cenário de juros menores. Portanto, as cotações e avaliações daquele relatório ainda não incorporavam a disparada ocorrida ao longo daquele pregão.

    O Goldman Sachs apontou Magazine Luiza ( MGLU3 ) e Assaí ( ASAI3 ) como as empresas de sua cobertura com maior sensibilidade aos juros. Na simulação do banco, uma redução de 1 ponto percentual na curva de juros aumentaria em cerca de 20% o lucro líquido projetado do Magalu para 2027 e em 6% o do Assaí, mantidas as demais variáveis.

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    Na tabela de sensibilidade do próprio relatório, que utiliza lucro por ação, o efeito calculado para MGLU3 chega a 22%, muito acima das demais varejistas analisadas.

    Isso ajuda a explicar por que MGLU3 respondeu de maneira tão violenta à queda dos juros futuros após o primeiro turno. Mas o Goldman Sachs mantém recomendação neutra para Magazine Luiza, enquanto Assaí recebe recomendação de compra. O banco também classifica C&A ( CEAB3 ), Vivara ( VIVA3 ), Lojas Renner ( LREN3 ), Azzas 2154 ( AZZA3 ), Smart Fit ( SMFT3 ), RD Saúde ( RADL3 ) e Totvs ( TOTS3 ) como compra.

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    A explicação está na diferença entre sensibilidade macroeconômica e preferência fundamental, já que um papel pode subir muito quando os juros caem sem necessariamente ser a ação favorita do banco para um horizonte mais longo.

    O Goldman Sachs ainda vê um ambiente difícil para o consumo, diante do nível recorde de endividamento e comprometimento da renda das famílias, enfraquecimento do mercado de trabalho e riscos de inflação de alimentos. Por isso, para além do “trade eleitoral”, prefere empresas com demanda relativamente defensiva: Assaí ( ASAI3 ), RD Saúde ( RADL3 ), Smart Fit ( SMFT3 ) e Totvs ( TOTS3 ).

    Em relatório de terça-feira (6), o Itaú BBA fez um teste de estresse utilizando três variáveis: queda de 300 pontos-base na curva de juros, potencialmente levando os juros reais para 6%; diferentes cenários de PIB; e normalização dos múltiplos em um ambiente de juros mais baixos.

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    O resultado apontou potencial de valorização superior a 40% para Pague Menos ( PGMN3 ), Smart Fit ( SMFT3 ), C&A ( CEAB3 ), Grupo SBF ( SBFG3 ), Magazine Luiza ( MGLU3 ), Lojas Quero-Quero ( LJQQ3 ) e Allied ( ALLD3 ).

    O Itaú BBA destaca que a normalização dos múltiplos pode ser um dos motores mais fortes nesse ambiente. Entre as ações da lista, Pague Menos negociava a 7,5 vezes o lucro estimado para 2027, Smart Fit a 11,5 vezes, C&A a 7,5 vezes, Grupo SBF a 5 vezes, Magazine Luiza a 9 vezes e Allied a apenas 3,5 vezes.

    Pague Menos, Magalu e Lojas Quero-Quero também se destacam pela alavancagem e, dessa forma, aparecem entre as empresas que mais poderiam se beneficiar diretamente de juros menores.

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    Em uma segunda faixa, RD Saúde ( RADL3 ), Vivara ( VIVA3 ), Lojas Renner ( LREN3 ) e Riachuelo ( RIAA3 ) aparecem com potencial de alta entre 30% e 40%. O banco avalia ainda que RD Saúde, Vivara e Renner podem se beneficiar de uma retomada do fluxo estrangeiro em um cenário de taxas mais baixas.

    Os analistas também olham ações para as quais a forte valorização recente já reduziu a assimetria. O Itaú BBA cita especificamente Assaí ( ASAI3 ), Natura ( NATU3 ) e Vulcabras ( VULC3 ) entre os casos com potencial restante mais limitado em seu exercício.

    No Assaí, a questão não é uma deterioração da tese. O banco ainda enxerga a empresa como candidata relevante a receber fluxo estrangeiro e beneficiária clara de juros menores. O problema é o preço depois da disparada: no momento do relatório, a ação já havia acumulado alta de 51% no mês e 56% nos 30 dias anteriores.

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    Na Natura ( NATU3 ), revisões para baixo nos lucros aproximaram o papel do valuation que o banco considera normalizado. Já a Vulcabras enfrenta um cenário de curto prazo considerado mais complicado.

    Enquanto isso, os analistas do BTG Pactual apontam que o rali do varejo pode ter três atos e apenas o primeiro começou a ser precificado.

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    Desde o fim da semana anterior ao relatório, o setor havia avançado aproximadamente 12%. O múltiplo mediano passou de cerca de 8 vezes o lucro esperado para 2027 antes da eleição para 9 vezes. Mas, segundo o BTG, o principal motor não foi uma revisão das perspectivas de lucro. Foi a redução da percepção de risco macroeconômico e político, que diminuiu o retorno exigido pelos investidores para carregar as ações.

    O banco estima que o movimento observado seja compatível com uma redução entre 100 e 150 pontos-base no custo de capital próprio. Em seu exercício, uma queda de 100 pontos-base nessa variável elevaria em aproximadamente 14%, na média, o valor das empresas cobertas.

    A segunda etapa viria da própria queda dos juros atingindo os resultados financeiros das companhias. E a terceira, mais adiante, ocorreria caso condições financeiras melhores passassem a estimular crédito, acessibilidade ao consumo, vendas e alavancagem operacional. Na avaliação do BTG Pactual, essas duas últimas etapas ainda estão “largamente à frente”.

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    Nesse ponto, os cálculos do BTG Pactual reforçam o protagonismo do Magazine Luiza. Para cada corte de 1 ponto percentual na Selic, o banco estima aumento de aproximadamente 19% no lucro do Magalu. O efeito seria de 9,9% no Assaí, 5,7% na Pague Menos e 5,1% no Grupo SBF.

    Azzas teria impacto estimado de 3,5%; Smart Fit, de 2,4%; Natura, de 1,9%; Grupo Mateus, de 1,8%; Panvel, de 1,6%; e C&A e RD Saúde, de 1,3% cada.

    Mas o BTG Pactual alerta que juros menores, sozinhos, não garantem uma retomada forte do consumo. O endividamento das famílias está em aproximadamente 49,8% da renda disponível e o comprometimento da renda com dívidas continua elevado. Assim, parte da renda liberada pela queda dos juros pode inicialmente ser utilizada para desalavancagem, e não para compras.

    O crédito passa a ser uma peça fundamental já que, na base histórica analisada pelo banco entre 2006 e 2025, há correlação de aproximadamente 0,51 entre o crescimento do volume do varejo e a variação anual do crédito às famílias como proporção do PIB. Para confirmar uma segunda etapa mais fundamental do rali, o BTG recomenda acompanhar concessões, índices de aprovação, limites dos cartões e padrões de crédito.

    O BTG Pactual também coloca um freio em uma das teses mais otimistas para o setor: a ideia de que uma grande queda dos juros automaticamente levaria as varejistas de volta aos valuations históricos.

    Nos últimos 15 anos, o varejo brasileiro negociou a uma mediana de aproximadamente 15,4 vezes o lucro futuro. O banco, contudo, não considera adequado simplesmente utilizar esse múltiplo como objetivo para o novo ciclo.

    O comércio eletrônico brasileiro passou de R$ 65 bilhões em 2016 para cerca de R$ 390 bilhões em 2025, ou R$ 476 bilhões incluindo o comércio transfronteiriço. Sua fatia equivalente das vendas totais do varejo subiu de 4% para 12,4%. Ao mesmo tempo, Mercado Livre, Shopee e Amazon concentram aproximadamente 84,5% do tráfego consolidado de marketplaces.

    Isso significa competição maior, transparência de preços e barreiras geográficas menores. Assim, na visão do BTG, o múltiplo estrutural do varejo deve permanecer inferior ao observado em ciclos anteriores, aumentando a importância de empresas com vantagens reais de marca, escala, rede ou execução.

    Assim, para os analistas, Magazine Luiza ( MGLU3 ) é praticamente o “puro-sangue” do trade de queda dos juros. Goldman Sachs e BTG Pactual calculam impactos próximos de 20% nos resultados diante de uma redução de 1 ponto percentual nos juros, enquanto o Itaú BBA ainda encontra mais de 40% de potencial em seu cenário normalizado. O contraponto é que o Goldman segue neutro na ação.

    Pague Menos ( PGMN3 ) chama a atenção pela combinação entre valuation e sensibilidade financeira: está no grupo com mais de 40% de potencial calculado pelo Itaú BBA e teria alta de 5,7% nos lucros para cada 100 pontos-base de queda da Selic, segundo o BTG Pactual.

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    C&A ( CEAB3 ), Smart Fit ( SMFT3 ) e Grupo SBF ( SBFG3 ) também aparecem no grupo de mais de 40% de upside do Itaú BBA. A C&A ainda recebe recomendação de compra do Goldman Sachs, assim como Smart Fit.

    RD Saúde ( RADL3 ), Lojas Renner ( LREN3 ) e Vivara ( VIVA3 ) oferecem uma combinação diferente: menor benefício direto sobre os lucros vindo dos juros, mas potencial relevante de reprecificação e, segundo o Itaú BBA, entre 30% e 40% de upside no cenário analisado. As três têm recomendação de compra do Goldman Sachs.

    Já Assaí ( ASAI3 ) ilustra o dilema criado pelo próprio rali: é um dos maiores beneficiários de juros menores e continua entre as preferências defensivas do Goldman Sachs, mas o Itaú BBA entende que a valorização recente já reduziu significativamente o potencial restante.

    Após o rali, a tese deixou de ser só “juros caem, varejo sobe” uma vez que o primeiro movimento foi uma queda do prêmio de risco e uma expansão dos múltiplos mas, para haver um segundo impulso, os juros precisarão chegar aos lucros e, posteriormente, melhorar efetivamente o crédito e o consumo.

    Publicado originalmente por InfoMoney. Leia a matéria completa em https://www.infomoney.com.br/mercados/magalu-mglu3-segue-como-maior-aposta-as-varejistas-com-espaco-para-subir-apos-rali/.

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