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    Mãe que perdeu filho em parto de risco será indenizada pelo governo de RR

    De acordo com a advogada da mãe, não havia sequer um médico obstetra na maternidade na hora do parto considerado de alto risco

    Metrópoles
    21 de agosto de 2026 às 22:44
    Mãe que perdeu filho em parto de risco será indenizada pelo governo de RR
    Foto: Metrópoles

    O Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR) reconheceu a responsabilidade do estado pela morte de um recém-nascido , após complicações em um parto de alto risco, feito na Maternidade Nossa Senhora de Nazaréth, em Boa Vista (RR).

    A Câmara Cível do TJRR reconheceu falha na prestação do serviço público de saúde, resultando na responsabilização civil do estado de Roraima, que foi condenado a pagar R$ 75 mil de indenização à mãe , que não teve o nome divulgado.

    De acordo com o processo, durante a primeira gravidez da paciente, ela fez o acompanhamento pré-natal no sistema público de saúde. Embora o caso exigisse cuidados especiais por ser de alto risco, a estrutura médica no momento do parto era insuficiente. A mãe relatou que a demora dos profissionais em intervir gerou privação de oxigênio no bebê, causando sua morte.

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    Reprodução — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    A Corte reverteu a sentença proferida na primeira instância, que havia negado indenização por danos morais à mãe, que perdeu o primeiro filho. Ela então entrou com recurso contra a decisão.

    De acordo com a advogado da vítima, Pamella Oliveira, a decisão chama atenção para a prestação de um serviço essencial: a saúde. “A Justiça reconheceu falhas na assistência obstétrica prestada durante um parto de alto risco, incluindo a ausência de demonstração da presença de médico obstetra no momento crítico e a não comprovação da adoção de todas as medidas técnicas necessárias diante da evolução desfavorável do parto ”, afirmou, nas redes sociais.

    Segundo a especialista em direito da família, não havia médico obstetra presente. Oliveira ainda alegou que a prova pericial foi clara ao apontar que, diante da dificuldade na descida fetal, deveriam ter sido avaliadas medidas obstétricas específicas para a evolução do parto. “Entre as possibilidades mencionadas estavam a utilização de instrumentos como fórceps ou vácuo extrator, além de outras intervenções compatíveis com o quadro clínico apresentado” , disse.

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    Saúde Parto e prazer — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    “A questão central não foi simplesmente a ocorrência de uma complicação durante o parto, mas a forma como essa complicação foi conduzida pela equipe responsável pela assistência”, reiterou.

    A Justiça concluiu, portanto, que a morte do bebê não pode ser atribuída a um evento inevitável ou ao risco inerente ao parto, uma vez que a prova técnica evidenciou deficiência na condução do atendimento, inconsistências nos registros médicos e ausência de demonstração de que todas as medidas exigidas diante da evolução desfavorável do parto haviam sido adotadas.

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    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/brasil/mae-que-perdeu-filho-em-parto-de-risco-sera-indenizada-pelo-governo-de-rr.

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