Brasil

    Mãe de alagoano morto na guerra da Ucrânia faz apelo para trazer corpo ao Brasil: 'Está doendo muito'

    Mãe de alagoano morto na guerra da Ucrânia faz apelo para trazer corpo ao Brasil Waldynha Sonny Syllva, mãe do alagoano Fabrício Duarte, 25, natural da cidade de Olivença, no Sertão do estado, morto no sábado (10), na guerra da Ucrânia, como combatente estrangeiro, fez um apelo emocionado para conseguir trazer o corpo do filho de volta ao Brasil. Em um vídeo, ela agradeceu às pessoas que enviaram mensagens de apoio e falou sobre a dor da perda. Segundo o relato da mãe, o útimo contato que teve com o filho foi na quinta-feira (8), quando ele enviou áudio via redes sociais dizendo que voltaria p

    G1
    12 de outubro de 2026 às 18:19
    Mãe de alagoano morto na guerra da Ucrânia faz apelo para trazer corpo ao Brasil: 'Está doendo muito'
    Foto: G1

    Por que a guerra começou? A Ucrânia fez parte da União Soviética até sua dissolução, em 1991, quando se tornou um país independente. Nos anos seguintes, o país passou a estreitar relações com a União Europeia e a manifestar interesse em se aproximar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), aliança militar liderada pelos Estados Unidos e que inclui vários países europeus. O governo russo considera a expansão da Otan em direção ao seu território uma ameaça à sua segurança e busca manter influência política sobre a Ucrânia. Já o governo ucraniano defende o direito de escolher suas próprias alianças e de preservar a soberania nacional. O que aconteceu em 2014? Em 2014, a Rússia anexou a Crimeia, península que fazia parte da Ucrânia. A anexação não é reconhecida pela Ucrânia nem pela maior parte da comunidade internacional. Naquele mesmo ano, começaram confrontos entre forças ucranianas e separatistas apoiados pela Rússia nas regiões de Donetsk e Luhansk, no leste ucraniano, conhecidas como Donbas. Esse período é considerado um antecedente direto da invasão de 2022. A invasão de 2022 Em fevereiro de 2022, o presidente russo, Vladimir Putin, ordenou uma invasão em larga escala da Ucrânia. O governo russo apresentou justificativas relacionadas à segurança nacional e à proteção das populações russófonas, mas a ofensiva foi amplamente condenada internacionalmente. As forças russas atacaram diferentes regiões do país, inclusive a capital, Kiev. A resistência ucraniana impediu a tomada da capital, e o conflito passou a se concentrar, em grande parte, no leste e no sul da Ucrânia, embora ataques também tenham atingido outras áreas. Qual é o papel de outros países? A guerra ganhou dimensão internacional. Os Estados Unidos e países europeus passaram a fornecer ajuda financeira, humanitária e militar à Ucrânia, além de impor sanções econômicas à Rússia. A Otan reforçou sua presença militar em países aliados, mas não entrou oficialmente na guerra como força combatente contra a Rússia. Moscou, por sua vez, manteve a ofensiva e buscou apoio e relações econômicas com outros países. Quais são as consequências para a população? O conflito provocou mortes, feridos, destruição de cidades e deslocamento de milhões de pessoas. Hospitais, escolas, residências e instalações de energia foram atingidos, prejudicando serviços essenciais. A Organização das Nações Unidas (ONU) também documentou violações de direitos humanos e impactos graves sobre crianças e famílias. Qual é a situação atual da guerra? A guerra continua, com combates no leste da Ucrânia e ataques aéreos contra diferentes regiões do país. Os dois lados também têm realizado ataques contra infraestruturas estratégicas. Nos últimos dias, houve novas tentativas de discutir uma trégua para interromper ataques a instalações de energia. Entretanto, a iniciativa anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enfrenta incertezas, enquanto a Ucrânia acusa a Rússia de continuar os bombardeios. Não há um acordo de paz duradouro em vigor

    Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/al/alagoas/noticia/2026/10/12/mae-de-alagoano-morto-na-guerra-da-ucrania-faz-apelo-para-trazer-corpo-ao-brasil-esta-doendo-muito.ghtml.

    Compartilhe

    Espalhe essa notícia

    Comentários(0)