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    Luto pet: para o cérebro, perder um animal é como perder um familiar

    A perda de um pet pode paralisar a rotina do tutor, exigindo ajuda terapêutica para que ele consiga retomar as atividades diárias

    Metrópoles
    16 de agosto de 2026 às 05:00
    Luto pet: para o cérebro, perder um animal é como perder um familiar
    Foto: Metrópoles

    Para enfrentar o luto pela perda de um animal , o tutor precisa legitimar a dor por meio de rituais de despedida e buscar uma rede de apoio acolhedora. O psicólogo Leandro Freitas alerta que o acompanhamento profissional é necessário quando a tristeza paralisa a rotina, o trabalho e o sono . O profissional explica que a dor é intensa porque o cérebro não diferencia o amor por humanos do afeto por bichos .

    Durante esse processo, o apoio sincero é essencial para a adaptação . Os amigos devem evitar minimizar a dor com frases como “era só um cachorro ” e focar apenas em ouvir as boas histórias para validar o sentimento de quem sofre.

    Os cães podem expressar afeto de diferentes formas

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    Getty Images — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    A relação de proximidade entre tutor e pet influencia o bem-estar de ambos

    A conexão mútua ocorre pelo olhar – adoção

    Os animais de estimação desempenham um papel importante para a família

    Imagem colorida de cão e gato juntos
    Imagem colorida de cão e gato juntos — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    O luto por um animal de estimação é real e legítimo porque o cérebro humano não faz distinção entre o vínculo afetivo criado com pessoas ou com bichos. A dor é intensificada por gatilhos diários. O cérebro foi programado pela repetição e continua esperando o barulho das patas ou a hora do passeio.

    A quem tem filhos, dizer que o pet “foi dormir” ou “foi embora” atrapalha o luto infantil e gera fobias e ansiedade. O correto é usar palavras simples e sinceras para explicar que o bichinho morreu. Ele pontua que se há crianças vivendo esse momento, a regra é ser simples: honestidade em primeiro lugar.

    Adoção, por sua vez, não é substituição. O sinal verde para receber um novo bicho durante o luto aparece quando surge o desejo de criar um laço inédito, e não apenas o desespero para preencher o vazio deixado.

    O luto de quem perdeu um bichinho é doloroso
    O luto de quem perdeu um bichinho é doloroso — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    As cerimônias de despedida, como a cremação, escrever cartas ou montar murais de fotos, são importantes em qualquer idade. O cérebro precisa de rituais concretos para entender o fim do ciclo físico e parar de esperar que o animal apareça pela porta de casa.

    Esse ato não tem a função de prolongar a tristeza, mas de reconhecer que aquele vínculo existiu. O especialista ressalta que as homenagens servem para transformar a perda abstrata em realidade e “tornar isso um campo mais palpável até para o seu cérebro entendê-lo.”

    O estado clínico do luto vira sinal de alerta quando a dor não diminui e traz prejuízos para as relações sociais e para a alimentação do tutor. Diante dessa incapacidade prolongada de retomar as atividades diárias, a terapia psicológica é indispensável.

    Homenagens visuais e cerimônias são ferramentas que ajudam a mente a aceitar fisicamente a dor do luto
    Homenagens visuais e cerimônias são ferramentas que ajudam a mente a aceitar fisicamente a dor do luto — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Após a fase crítica, pode surgir a vontade de adotar outro companheiro. A única condição saudável é não usar o novo bicho como substituto do anterior.

    “Um bom indicador é quando surge o desejo de construir um novo vínculo, e não apenas a necessidade urgente de preenchimento de vazio”, conclui Leandro Freitas, professor da Universidade Católica de Brasília (UCB).

    A incapacidade de manter a própria saúde em dia e o isolamento extremo são os maiores indicativos de um luto não saudável
    A incapacidade de manter a própria saúde em dia e o isolamento extremo são os maiores indicativos de um luto não saudável — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles
    Luto pet: para o cérebro, perder um animal é como perder um familiar - destaque galeria
    Luto pet: para o cérebro, perder um animal é como perder um familiar - destaque galeria — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles
    A relação de proximidade entre tutor e pet influencia o bem-estar de ambos
    A relação de proximidade entre tutor e pet influencia o bem-estar de ambos — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles
    A conexão mútua ocorre pelo olhar – adoção
    A conexão mútua ocorre pelo olhar – adoção — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles
    Os animais de estimação desempenham um papel importante para a família
    Os animais de estimação desempenham um papel importante para a família — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/colunas/e-o-bicho/luto-pet-para-o-cerebro-perder-um-animal-e-como-perder-um-familiar.

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