Política

    Lulinha tinha “comunhão de interesses econômicos” com lobista, diz PF

    Polícia Federal apontou uma "sociedade oculta" em documento ligado a um dos inquéritos contra filho do presidente Lula

    Poder360
    21 de agosto de 2026 às 10:10
    Lulinha tinha “comunhão de interesses econômicos” com lobista, diz PF
    Foto: Poder360

    Polícia Federal apontou uma “sociedade oculta” em documento ligado a um dos inquéritos contra filho do presidente Lula

    A Polícia Federal declarou em representação que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, tinha “comunhão de interesses econômicos” com a lobista Roberta Luchsinger . Segundo a PF, ele conduzia negócios em conjunto com a empresária, que tentava obter contratos com o governo federal.

    O documento enviado ao Supremo Tribunal Federal levou à abertura de um dos inquéritos contra o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por suspeita de tráfico de influência . O documento está sob sigilo e foi obtido pelo jornal Folha de S.Paulo , que o divulgou na 5ª feira (20.ago.2026).

    Roberta Luchsinger e Lulinha, envolvidos em esquema de tráfico de influência investigado pela Polícia Federal
    Roberta Luchsinger e Lulinha, envolvidos em esquema de tráfico de influência investigado pela Polícia Federal — Foto: Poder360 · Fonte: Poder360

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    Na representação, segundo o jornal, a PF indicou a suspeita de que Lulinha, Roberta e Fernando Bittar —empresário que era um dos donos do sítio de Atibaia (SP), investigado na operação Lava Jato— mantiveram uma “sociedade oculta” em negócios relacionados à cannabis medicinal que tentaram vender ao Ministério da Saúde.

    Delegados da PF afirmaram que a atuação de Lulinha, Roberta e Bittar não se limitava a lobby ou à representação de interesses perante a administração pública.

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    Foto: Poder360 · Fonte: Poder360

    Segundo o documento obtido pela Folha , a PF apontou que as condutas atribuídas ao trio “extrapolam significativamente os limites éticos e legais inerentes a essa atividade” , porque visam “à facilitação da obtenção de contratos públicos, à promoção de alterações legislativas em benefício de interesses privados específicos e à realização de pagamentos a agentes públicos ocupantes de cargos de elevada hierarquia” .

    “Os elementos reunidos indicam que Roberta atuou de forma sistemática na interlocução de interesses relacionados ao mercado do canabidiol junto a integrantes do Ministério da Saúde e do gabinete presidencial, tendo Fábio Luís Lula da Silva aparentemente acompanhado ou impulsionado determinadas tratativas” , diz o texto.

    O documento da PF obtido pela Folha diz que, apesar de Roberta participar formalmente de “diversas pessoas jurídicas” , não há identificação de vínculos societários formais com Lulinha.

    Eles “mantinham estrutura informal de atuação voltada à captação, gestão e execução de demandas de interesse privado perante agentes públicos, com expectativa de obtenção de vantagens econômicas decorrentes dessas intervenções” , segundo o órgão.

    “A conclusão decorre não apenas da frequência dos contatos identificados [entre os sócios] , mas principalmente do conteúdo das conversas mantidas por seus integrantes, as quais evidenciam vínculo associativo estável, comunhão de interesses econômicos e atuação conjunta na condução de negócios” , diz a representação.

    O inquérito da PF ligado a esse documento trata de suspeitas dos crimes de corrupção e tráfico de influência nas tentativas de obter autorização para a comercialização de cannabis medicinal no Ministério da Saúde e está sob relatoria do ministro André Mendonça, do STF. Lulinha é alvo de outros 2 inquéritos.

    Na 5ª feira (20.ago.2026), a defesa de Lulinha disse ao Poder360 que existe uma motivação política por trás das investigações da PF. Afirmou que espera uma responsabilização pelos vazamentos seletivos.

    Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-justica/lulinha-tinha-comunhao-de-interesses-economicos-com-lobista-diz-pf/.

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    Roberta Luchsinger e Lulinha, envolvidos em esquema de tráfico de influência investigado pela Polícia Federal — Foto: Poder360

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