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    Lula volta a defender investimento em defesa; 'não pode ser para quando sobrar dinheiro'

    O presidente Lula (PT) voltou a defender nesta terça-feira (25) prioridade ao investimento em defesa. Ele falou a jornalistas no fim de uma cerimônia militar em Brasília e fugiu de perguntas sobre os casos de seu filho Fábio Luís, o Lulinha , e sobre seu ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola. Leia mais (08/25/2026 - 13h41)

    Folha de S.Paulo
    25 de agosto de 2026 às 16:41
    Lula volta a defender investimento em defesa; 'não pode ser para quando sobrar dinheiro'
    Foto: Folha de S.Paulo

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    O presidente Lula (PT) voltou a defender nesta terça-feira (25) prioridade ao investimento em defesa. Ele falou a jornalistas no fim de uma cerimônia militar em Brasília e fugiu de perguntas sobre os casos de seu filho Fábio Luís, o Lulinha , e sobre seu ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola.

    O presidente Lula (PT) ao lado do comandante do Exército, general Tomás Paiva (E), e do ministro da Defesa, José Múcio (D), na cerimônia do dia do Soldado nesta terça (25). - Evaristo Sá/AFP · Evaristo Sá/AFP
    O presidente Lula (PT) ao lado do comandante do Exército, general Tomás Paiva (E), e do ministro da Defesa, José Múcio (D), na cerimônia do dia do Soldado nesta terça (25). - Evaristo Sá/AFP · Evaristo Sá/AFP — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    "A defesa não pode ser uma coisa para quando sobrar dinheiro. Temos que priorizar. Preparar o país não para a guerra, preparar esse país para a paz. Preparar esse país para defender o nosso território, a nossa riqueza e o nosso povo", afirmou o presidente da República.

    Lula deu a declaração ao final da cerimônia alusiva ao Dia do Soldado, em Brasília. Ele deixou o púlpito enquanto os jornalistas gritavam perguntas sobre as acusações que pesam sobre seu filho e seu ex-assessor.

    Vieram a público até o momento três inquéritos que miram Lulinha. O caso, amplificado pela divulgação de mensagens da empresária Roberta Luchsinger , colocou o tema do combate à corrupção no caminho da campanha eleitoral de Lula .

    Mulheres no Exército
    Mulheres no Exército — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Roberta teria tentado, através de Lulinha, abrir portas no governo para a venda de remédios à base de canabidiol. No caso de Marcola, a suspeita é que ele tenha recebido vantagens indevidas, inclusive financeiras, para auxiliar Luchsinger. As defesas dos envolvidos negam irregularidades.

    O presidente disse em declarações anteriores que seu governo não inibe investigações e que todos terão de responder por seus atos.

    A declaração de Lula vem em um momento de instabilidade global. Conflitos na Europa (entre Rússia e Ucrânia) e no Oriente Médio (entre Estados Unidos, Israel e Irã) envolvem algumas das principais potências militares do planeta.

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    O petista havia dado declaração com teor parecido em outros momentos. Por exemplo, em visita à fábrica da Avibras, que produz mísseis e foguetes.

    Além disso, o sistema de diplomacia multilateral, no qual o Brasil historicamente apostou para prevenir conflitos, tem sido enfraquecido por medidas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O americano também está promovendo uma política de tarifas de importação, inclusive contra países aliados, que tem influenciado as alianças globais.

    Os gastos mundiais com material bélico estão em um momento de alta. Pressionados por Trump, os países da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) concordaram em aumentar suas metas de gastos militares.

    BRASILIA, DF,  BRASIL,  05-07-2024, 12h00: Fachada do Congresso Nacional, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress, PODER)
    BRASILIA, DF, BRASIL, 05-07-2024, 12h00: Fachada do Congresso Nacional, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress, PODER) — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Ao mesmo tempo, Lula busca uma maior aproximação com os militares brasileiros e reavivar a indústria bélica local. Também tenta encaixar um discurso de soberania nacional para sua campanha de reeleição.

    Por outro lado, o engessamento do gasto militar no Brasil, com pouco espaço para investimentos, dificulta a concretização da promessa do petista.

    No mesmo pronunciamento, Lula celebrou a inclusão de mulheres no Exército, em um aceno ao eleitorado feminino –considerado chave para seu grupo político. O chefe do governo afirmou já ter participado de 11 desfiles em alusão a essa data, e que esta terça foi "um dia glorioso" por causa da inclusão das mulheres.

    "As primeiras mulheres soldados participando de um desfile militar, as primeiras recrutas do Exército, que entraram neste ano, e estão preparadas para mostrar que mulher pode estar em qualquer lugar, fazer qualquer coisa, desde que ela queria fazer", disse o presidente da República.

    "Eu vi a primeira general do Exército. Parece pouca coisa. Mas, para um país com uma cultura machista, para Forças Armadas com cultura machista, isso é uma revolução comportamental dos homens, que estão dizendo: vocês não devem nada a nós", disse o petista.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/08/lula-volta-a-defender-investimento-em-defesa-nao-pode-para-quando-sobrar-dinheiro.shtml.

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    O presidente Lula (PT) ao lado do comandante do Exército, general Tomás Paiva (E), e do ministro da Defesa, José Múcio (D), na cerimônia do dia do Soldado nesta terça (25). - Evaristo Sá/AFP · Evaristo Sá/AFP — Foto: Folha de S.Paulo

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