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    Lula tinha 14 pontos de vantagem para Bolsonaro em 2022 a 10 dias da eleição

    Petista liderava corrida contra ex-presidente, segundo Datafolha, mas disputa foi ao segundo turno e terminou acirrada

    UOL
    25 de setembro de 2026 às 02:00
    Lula tinha 14 pontos de vantagem para Bolsonaro em 2022 a 10 dias da eleição
    Dois homens aparecem em retratos lado a lado. O da esquerda é idoso, com cabelo e barba grisalhos, veste terno escuro, camisa branca e gravata vermelha. O da direita é homem de meia-idade, com cabelo escuro e óculos, veste terno escuro, cam — Foto: UOL

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    A dez dias do primeiro turno das eleições , o presidente Lula ( PT ) registra quatro pontos de vantagem sobre o principal rival , o senador Flávio Bolsonaro ( PL ), segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (24).

    O presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidatos ao Palácio do Planalto - Victor Moriyama e Evaristo Sa/The New York e AFP · Victor Moriyama e Evaristo Sa/The New York e AFP
    O presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidatos ao Palácio do Planalto - Victor Moriyama e Evaristo Sa/The New York e AFP · Victor Moriyama e Evaristo Sa/The New York e AFP — Foto: UOL · Fonte: UOL

    O dado contrasta com o levantamento realizado a dez dias do primeiro turno de 2022, quando Lula tinha uma dianteira de 14 pontos sobre o então presidente Jair Bolsonaro (PL) e marcou 47% das intenções de voto —o então presidente, 33%.

    A margem de erro, nos dois levantamentos do Datafolha, é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

    Há quatro anos, Lula vivia a expectativa de liquidar a eleição já na primeira votação. No cálculo dos votos válidos, que excluem os nulos, em branco e os eleitores indecisos, o petista tinha 50% das intenções, segundo o instituto.

    Jair Bolsonaro na campanha eleitoral de 2018
    Jair Bolsonaro na campanha eleitoral de 2018 — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Nas urnas, ele obteve 48,4% dos votos válidos, ante 43,2% de Bolsonaro, e a decisão foi para a segunda rodada. Lula acabaria eleito com 50,9% dos votos válidos, contra 49,1% do rival, com a menor diferença proporcional desde a redemocratização.

    O movimento da base de apoiadores do presidente é similar, hoje, ao visto na eleição passada: diante da possibilidade de um eventual segundo turno muito concorrido, eleitores de Lula têm intensificado o apelo pelo voto útil já no próximo dia 4 de outubro .

    Nas redes sociais, o apelo é direcionado aos eleitores de Samara (UP) e Rui Costa Pimenta (PCO), candidatos de esquerda.

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    Foto: UOL · Fonte: UOL

    Há oito anos, quando Bolsonaro se elegeu presidente, o quadro a dez dias do primeiro turno era de vantagem e ascensão do então deputado federal do PSL.

    O então candidato do PSL se recuperava de uma facada sofrida em um evento de campanha em Juiz de Fora (MG) e liderava o levantamento do Datafolha com 28% das intenções de votos totais, contra 22% de Fernando Haddad (PT), o segundo colocado.

    Ciro Gomes (então no PDT) e Geraldo Alckmin (à época no PSDB) estavam tecnicamente empatados no terceiro posto, com 11% e 10%, respectivamente. A margem de erro também era de dois pontos percentuais.

    TSE faz demonstração de como votar na urna eletrônica na Rodoviária de Brasília
    TSE faz demonstração de como votar na urna eletrônica na Rodoviária de Brasília — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Havia uma diferença importante, no entanto: as pesquisas mostravam Bolsonaro em desvantagem em simulações de segundo turno. Haddad marcava 45% ante 39% do rival —também em intenções de votos totais.

    Nas urnas, o então candidato do PSL obteve 46% dos votos válidos na primeira votação, contra 29,3% do petista. Na segunda rodada, se elegeu presidente com 55,1% dos votos válidos.

    Especialistas ouvidos pela Folha avaliam que a chance de esta eleição presidencial terminar no primeiro turno é baixa.

    "O ambiente lembra 2018, quando crises como a Lava Jato e o impeachment de Dilma abriram espaço para candidaturas disruptivas. A crise do STF [Supremo Tribunal Federal], hoje, cumpre papel parecido", diz Renato Dorgan Filho, cientista político e especialista em pesquisas qualitativas e quantitativas.

    A comparação do desempenho de Lula em pesquisas eleitorais de 2022 com o de 2026 indica um enfraquecimento das principais bases eleitorais, mas não um quadro de reversão.

    Embora reduzida, a força do petista segue residindo nos mais pobres. Entre aqueles que ganham até 2 salários mínimos, Lula marca, hoje, 46% das intenções de voto, contra 32% de Flávio. Na eleição passada, ele tinha 57%, contra 24% de Jair Bolsonaro.

    Na faixa de renda de 2 a 5 mínimos, Lula se mantém aquém do principal rival: marcava 36% das intenções de voto na campanha passada ante 43% de Bolsonaro; agora, tem 33% e Flávio, 41%.

    Entre mulheres, o atual presidente segue na dianteira: tinha 49% das intenções de voto, e agora tem 42%. Bolsonaro tinha 29%, e Flávio tem 33%.

    Já em rejeição, a fotografia também era mais vantajosa para Lula em 2022 do que é em 2026. À época, 39% diziam não votar de jeito nenhum no petista; hoje, o patamar é de 45%, o mesmo de Flávio . Bolsonaro registrava 52% há quatro anos.

    Em aprovação de governo, 40% consideram a gestão Lula 3 ruim ou péssima , ante 34% que a qualificam como ótima ou boa. Bolsonaro em 2022 registrou 44% e 32% nessas amostras, respectivamente.

    A defesa do voto útil tem ocorrido também na base bolsonarista. "O eleitor tem adiantado para o primeiro turno uma escolha que normalmente só faz no segundo. Isso ocorre mais na direita, onde os candidatos menores já mostram uma pequena queda nas pesquisas, mas não o suficiente para que a eleição termine na primeira votação", diz Beto Vasques, diretor de relações institucionais do Instituto Democracia em Xeque.

    Nesta rodada, o Datafolha ouviu 2.002 eleitores, na terça (22) e na quarta (23), em 125 municípios. O trabalho, encomendado pela Folha e pela TV Globo, está registrado na Justiça Eleitoral sob o código BR-00304/2026.

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    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/09/lula-tinha-14-pontos-de-vantagem-para-bolsonaro-em-2022-a-10-dias-da-eleicao.shtml.

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    O presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidatos ao Palácio do Planalto - Victor Moriyama e Evaristo Sa/The New York e AFP · Victor Moriyama e Evaristo Sa/The New York e AFP — Foto: UOL

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