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    Lula tem 2ª pior avaliação de um candidato à reeleição, analisa Arko Advice

    Levantamento da Arko Advice com dados do Datafolha aponta que Lula registra 33% de ótimo/bom em agosto, à frente apenas de Bolsonaro em 2022; Lucas de Aragão, sócio da Arko, comenta o resultado ao Hora H

    CNN Brasil
    26 de agosto de 2026 às 00:00
    Lula tem 2ª pior avaliação de um candidato à reeleição, analisa Arko Advice
    Foto: CNN Brasil

    Um levantamento realizado pela Arko Advice, com base em pesquisas do Datafolha no mês de agosto desde 1998, revela que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) possui a segunda pior avaliação positiva entre todos os presidentes brasileiros que disputaram a reeleição após a redemocratização. O analista político e sócio da Arko Advice, Lucas de Aragão, comenta o levantamento ao Hora H .

    Com 33% de avaliação ótima ou boa, o atual mandatário fica à frente apenas de Jair Bolsonaro, que registrou 24% no mesmo período em 2022 — e acabou derrotado nas urnas.

    O mês de agosto foi escolhido como referência por marcar o início das campanhas eleitorais, sendo considerado um termômetro relevante da aprovação dos governos. Os dados históricos traçam um panorama detalhado do desempenho de cada presidente no momento em que buscava um novo mandato.

    Datafolha: 38% avaliam governo Lula como ruim ou péssimo; 32%, ótimo ou bom
    Datafolha: 38% avaliam governo Lula como ruim ou péssimo; 32%, ótimo ou bom — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Em 1998, Fernando Henrique Cardoso, o primeiro candidato à reeleição após a redemocratização, registrava 39% de ótimo/bom, 40% de regular e 18% de ruim/péssimo. Em 2006, o próprio Lula , em sua primeira busca pela reeleição, apresentava 52% de ótimo/bom, 31% de regular e 16% de ruim/péssimo.

    Já Dilma Rousseff, em agosto de 2014, marcava 38% de ótimo/bom, 38% de regular e 23% de ruim/péssimo.

    Jair Bolsonaro, em 2022, registrou os piores índices da série histórica: apenas 24% de ótimo/bom, 24% de regular e 51% de ruim/péssimo. Foi o único presidente da série que não conseguiu se reeleger.

    Futura/Apex: Lula é rejeitado por 47,4% e Flávio, 43,8%
    Futura/Apex: Lula é rejeitado por 47,4% e Flávio, 43,8% — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Agora, em agosto de 2024, Lula aparece com 33% de ótimo/bom, 26% de regular e 41% de ruim/péssimo — configurando a segunda pior avaliação do levantamento.

    Lucas de Aragão, analista político e sócio da Arko Advice, avalia que o fenômeno não é exclusivo do Brasil. "A gente tem visto hoje no Brasil, e não é só aqui, no mundo inteiro, uma crise dos incumbentes", afirmou.

    Ele citou exemplos como o presidente americano, Donald Trump , que nos primeiros 100 dias do governo marcava aprovação em torno de 45%, além de casos na América do Sul, como o presidente Daniel Noboa, no Equador.

    Atlas: governo Lula tem 51,3% de avaliação negativa e 42% de positiva
    Atlas: governo Lula tem 51,3% de avaliação negativa e 42% de positiva — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Para Lucas de Aragão, a polarização política faz com que candidatos já iniciem seus mandatos amplamente rejeitados por parcelas relevantes do eleitorado.

    "Hoje a gente tem um cenário que os candidatos, por conta da polarização, eles já nascem como presidentes amplamente rejeitados por uma parcela muito relevante do eleitorado", disse. Nesse contexto, o espaço para debater propostas e temas estruturais se estreita consideravelmente.

    O analista destacou ainda que tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro apresentam graus elevadíssimos de rejeição junto ao eleitorado geral. Segundo ele, diante desse cenário, os candidatos tendem a adotar uma estratégia centrada em ataques mútuos, em vez de buscar conquistar novos eleitores por meio de propostas.

    Datafolha: 38% avaliam governo Lula como ruim ou péssimo; 32%, ótimo ou bom
    Datafolha: 38% avaliam governo Lula como ruim ou péssimo; 32%, ótimo ou bom — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    "O que resta é explorar a rejeição do outro", afirmou Lucas de Aragão.

    Na avaliação do analista, a eleição deverá ser definida por erros dos candidatos e por eventuais vazamentos de escândalos, especialmente na reta final da disputa.

    "De novo, como em 2022, essa eleição vai ser definida muito no erro", disse, lembrando que, naquele ciclo, episódios envolvendo o entorno de Jair Bolsonaro contribuíram para o resultado final.

    Atlas: governo Lula tem 51,3% de avaliação negativa e 42% de positiva
    Atlas: governo Lula tem 51,3% de avaliação negativa e 42% de positiva — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Questionado sobre as chamadas "máximas" da política brasileira — como a de que nenhum candidato vence a presidência sem ganhar em Minas Gerais —, Lucas de Aragão ponderou que elas servem como referência, mas não como regras absolutas.

    Em 2022, Lula venceu Minas Gerais por apenas 0,7 ponto percentual, margem que, segundo ele, coloca essa máxima "à beira de não acontecer".

    "Essas máximas valem até não valer mais, até algo acontecer de diferente", afirmou o analista.

    Futura/Apex: Lula é rejeitado por 47,4% e Flávio, 43,8%
    Futura/Apex: Lula é rejeitado por 47,4% e Flávio, 43,8% — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Ele também mencionou que, há menos de seis meses, o Senado Federal rejeitou uma indicação para a Suprema Corte — algo que não ocorria desde 1894 —, como exemplo das novidades que têm marcado o ciclo político brasileiro.

    Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/lula-tem-2a-pior-avaliacao-de-um-candidato-a-reeleicao-analisa-arko-advice/.

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