Política

    Lula sanciona política para atrair data centers ao Brasil

    Redata concede benefícios fiscais para empresas que implantarem centros de processamento de dados no país

    Poder360
    15 de setembro de 2026 às 16:09
    Lula sanciona política para atrair data centers ao Brasil
    Foto: Poder360

    Redata concede benefícios fiscais para empresas que implantarem centros de processamento de dados no país

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta 3ª feira (15.set) o projeto de lei que institui o Redata (Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter), aprovado pelo Congresso em 1º de setembro.

    O programa concede incentivos fiscais, como a isenção de impostos, para empresas que implantarem ou ampliarem data centers no Brasil. A sanção foi assinada em cerimônia no Palácio do Planalto, com a presença de 7 ministros do governo.

    Presidente Lula assina sanção do projeto de lei que institui o Redata
    Presidente Lula assina sanção do projeto de lei que institui o Redata — Foto: Poder360 · Fonte: Poder360

    O texto estabelece a suspensão do pagamento de tributos federais incidentes sobre a aquisição, no mercado interno ou por importação, de equipamentos e componentes de tecnologia da informação e comunicação destinados aos data centers.

    Entre os tributos contemplados estão o Imposto de Importação, o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), a Contribuição para o PIS/Pasep e a Cofins, inclusive nas operações de importação.

    Na prática, esses incentivos reduzem significativamente o custo inicial de implantação dos data centers, que hoje representa uma das principais barreiras à instalação dessas infraestruturas no país.

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    Foto: Poder360 · Fonte: Poder360

    O impacto estimado no projeto é de R$ 5,2 bilhões em 2026, R$ 1 bilhão em 2027 e R$ 1,05 bilhão em 2028. A projeção foi feita pela Secretaria Especial da Receita Federal em fevereiro. Os valores já foram incorporados às projeções que acompanharam o PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) de 2026.

    Segundo o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) a lei deve atrair de R$ 500 bilhões a R$ 1 trilhão em investimentos. “A lei vai trazer previsibilidade. O Brasil tem todas as condições para ser o campeão nessa área” .

    A criação do Redata foi inicialmente proposta pelo governo na MP (Medida Provisória) 1.318 de 2025. A medida perdeu a validade em fevereiro de 2026 sem ser votada pelo Congresso.

    Para preservar o programa, a Câmara aprovou em fevereiro o PL 278 de 2026, que reproduziu o conteúdo do regime. A proposta ficou parada por cerca de 6 meses no Senado. O texto foi de autoria do ministro das Relações Institucionais, José Guimarães. À época, ele era líder do Governo na Câmara.

    Na cerimônia desta 3ª feira (15.set), o ministro afirmou que o Redata “é uma vitória do nosso país, é uma vitória do governo”. Segundo ele, apesar dos jabutis , o governo “fez o melhor” .

    O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, declarou que o Redata auxilia o Brasil a reverter um “deficit significativo” na exportação de serviços. “É uma política estruturante, que beneficia toda a cadeia produtiva” .

    Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-governo/lula-sanciona-politica-para-atrair-data-centers-ao-brasil/.

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