Lula restringe núcleo de campanha e planeja reforço após se queixar de resultados
Candidato à reeleição, o presidente Lula ( PT ) tem reclamado da estagnação dos índices de aprovação de seu governo , segundo confidenciam auxiliares. Embora lidere as pesquisas, Lula viu frustrada a expectativa de melhora na avaliação de seu trabalho após o início da propaganda eleitoral. Leia mais (09/04/2026 - 23h00)

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Candidato à reeleição, o presidente Lula ( PT ) tem reclamado da estagnação dos índices de aprovação de seu governo , segundo confidenciam auxiliares. Embora lidere as pesquisas, Lula viu frustrada a expectativa de melhora na avaliação de seu trabalho após o início da propaganda eleitoral.

Esse cenário de calcificação do eleitorado, além de vazamentos da tática discutida em reuniões semanais de uma coordenação ampliada, fez com que Lula restringisse o núcleo de sua campanha a quatro pessoas.
Fazem parte desse grupo os ministros Sidônio Palmeira (Secom) e Guilherme Boulos (Secretaria-Geral da Presidência); o presidente do PT, Edinho Silva; e o petista Paulo Okamotto, seu amigo próximo –este com participações esporádicas.
A equipe de comunicação da campanha e ministros da confiança de Lula, como José Guimarães (Relações Institucionais), são chamados de acordo com a pauta das reuniões.

Ainda segundo colaboradores, o presidente planeja reforçar o comando da campanha com a convocação de nomes como o do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante , que se licenciaria do cargo para se integrar ao time.
Segundo a mais recente pesquisa Datafolha, seu governo é considerado ruim ou péssimo por 42% dos eleitores. Outros 31% o avaliam como ótimo ou bom, enquanto 25% dizem achá-lo regular.
A pesquisa aponta que ele tem 38% das intenções de voto no primeiro turno , ante 33% de Flávio Bolsonaro ( PL ), seu principal adversário. Para o segundo turno, os dois aparecem em empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. O petista tem 46% contra 44% do rival.

Com a possível entrada de Mercadante e a presença de Sidônio, cogitou-se a reedição da vitoriosa equipe de 2022. Mas a ex-ministra e deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) e o deputado Rui Falcão (PT-SP) dificilmente poderão ser reintegrados.
Gleisi não poderia viajar a Brasília porque enfrenta uma dura disputa pelo Senado no Paraná. Já o nome de Falcão enfrentaria forte resistência de Edinho, com quem travou disputa pela presidência do PT em 2025.
Além do engessamento dos níveis de aprovação do governo, o atraso na distribuição de material é apontado como um dos entraves da campanha do presidente. Aliados também observam que o petista fez poucos comícios e eventos semelhantes nos estados até o momento.

A insatisfação não é exclusividade do presidente. Sob reserva, aliados também têm suas críticas. Um dos exemplos está na resistência de Lula a seguir o rito definido para eventos importantes, como a convenção do partido, quando abandonou o discurso escrito e falou por cerca de uma hora e 20 minutos.
Outra improvisação foi a entrega do microfone para que a primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja , discursasse. Desde então, Janja não só discursa nos atos como canta em parceria de um pastor evangélico.
Petistas e aliados de Lula também relataram à reportagem não terem entendido o motivo de Lula não ter defendido o fim da escala de seis dias de trabalho por um de descanso no lançamento de sua candidatura, em São Bernardo do Campo.
A proposta tem apoio majoritário da população e é um dos principais motes da campanha petista. Além disso, o evento de São Bernardo revisitou a trajetória de Lula como sindicalista, o que é diretamente relacionado à redução da jornada de trabalho. O petista, porém, falou de improviso novamente naquela ocasião.
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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/09/lula-restringe-nucleo-de-campanha-e-planeja-reforco-apos-se-queixar-de-resultados.shtml.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante cerimônia no Palácio do Planalto - Pedro Ladeira - 31.ago.26/Folhapress · Pedro Ladeira - 31.ago.26/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo
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