Política

    Lula quer Camilo, Alckmin, Rui e Wagner na coordenação da campanha

    Presidente do PT afirma que é importante mais lideranças auxiliarem na “missão” de “percorrer o Brasil em 20 dias”

    Poder360
    6 de outubro de 2026 às 23:01
    Lula quer Camilo, Alckmin, Rui e Wagner na coordenação da campanha
    Foto: Poder360

    Presidente do PT afirma que é importante mais lideranças auxiliarem na “missão” de “percorrer o Brasil em 20 dias”

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quer reforçar a coordenação da campanha para o 2º turno com profissionais que atuaram nas disputas estaduais. Segundo o presidente do PT, Edinho Silva , nomes como Camilo Santana (PT-CE), Geraldo Alckmin (PSB), Rui Costa (PT-BA) e Jaques Wagner (PT-BA) são cotados.

    “Nós temos que ampliar, porque nós temos que percorrer o Brasil em 20 dias, e quanto mais lideranças nós tivermos para organizar essas ações no Brasil todo, eu penso que é mais gente ajudando a dar conta dessa missão” , afirmou Edinho a jornalistas nesta 3ª feira (6.out.2026), depois de uma reunião da executiva nacional da sigla, realizada na sede do PT em Brasília.

    Lula perdeu 3,4 milhões de votos em relação a 2022
    Lula perdeu 3,4 milhões de votos em relação a 2022 — Foto: Poder360 · Fonte: Poder360

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    Camilo, ex-ministro da Educação, por exemplo, participou da coordenação da campanha no Ceará. No Estado, o governador Elmano de Freitas (PT) foi reeleito no 1º turno.

    Já Wagner e Rui estavam fazendo campanha na Bahia. Ambos foram eleitos ao Senado pelo Estado.

    “Nós temos o Camilo, que fazia parte da coordenação, mas pediu afastamento para se dedicar à disputa no Ceará. Nós temos agora os nossos senadores eleitos, o Rui e o Jaques, que podem fazer parte de um grupo de coordenação. Eu tenho defendido que o vice-presidente Geraldo Alckmin também venha participar de forma mais efetiva da coordenação” , declarou Edinho.

    Lula se reuniu nesta 3ª feira (6.out), no Palácio da Alvorada, com Camilo, Rui, Jaques, Jerônimo Rodrigues (PT) e Otto Alencar (PSD-BA).

    O presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, já havia sinalizado que coordenadores regionais deveriam ser chamados para integrar a estrutura nacional.

    A movimentação considera que parte desses profissionais terá mais disponibilidade depois do encerramento das campanhas locais. Três integrantes da equipe do governador da Bahia, Jerônimo, devem ser incorporados à campanha presidencial, mas ainda não há nomes ou funções definidos.

    A comunicação também está entre as áreas que podem passar por mudanças. Sidônio Palmeira é alvo de críticas internas. Os problemas são citados na coordenação da comunicação, no desempenho nas redes sociais e por decisões de governo tomadas durante a campanha.

    Parte dos petistas atribui a Sidônio Palmeira, por exemplo, a extinção das bets às vésperas do 1º turno. Na avaliação desses aliados, a medida não teve boa repercussão, apesar de pesquisas encomendadas pela Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência) indicarem apoio da maioria da população a medidas mais duras contra o setor.

    Aliados discutem uma parceria com o publicitário Otávio Antunes, responsável pelos programas eleitorais de Fernando Haddad (PT) na disputa pelo governo de São Paulo. Ele criou, em 2025, a campanha da “taxação BBB” –bilionários, bancos e bets–, que defendia a tributação dos mais ricos e a isenção para os mais pobres. É visto como bastante exitoso.

    A possibilidade em discussão é de uma parceria com a equipe atual, sem a substituição de Sidônio, responsável pela comunicação da campanha.

    Além das mudanças na campanha, Lula tenta recompor relações com aliados estaduais. O presidente acionou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), para intermediar a reaproximação com a governadora reeleita de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD).

    A senadora eleita Marília Arraes (PDT-PE) já havia tentado fazer essa ponte. A iniciativa busca aproximar o presidente do grande eleitorado de Raquel e trazer mais votos no Nordeste.

    Na área econômica, aliados defendem uma sinalização fiscal ao mercado. Nesse contexto, circulou a hipótese de Lula anunciar o vice-presidente como futuro ministro da Fazenda. Não há, porém, movimento concreto nesse sentido.

    A possibilidade de reforçar a estrutura foi discutida na reunião com aliados realizada na noite de 2ª feira (5.out), em Brasília. O encontro marcou o início da nova etapa da campanha, com sugestões para os 20 dias até o 2º turno.

    Entre as propostas estão ampliar a presença de Lula nas ruas, intensificar a comunicação nas redes sociais e aumentar a participação do presidente em entrevistas de rádio e registros de selfies com apoiadores.

    Lula disse que pretende ampliar o contato direto com os eleitores e atribuiu à própria campanha a responsabilidade de convencer quem não votou no 1º turno a participar da nova etapa.

    A abstenção foi de 21,08% no 1º turno, o equivalente a 33,5 milhões de eleitores. Aliados avaliam que a estratégia precisa ser revista porque Flávio Bolsonaro (PL) concentrou esforços na disputa pelo voto útil, enquanto Lula priorizou a tentativa de reduzir a abstenção.

    Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-eleicoes-2026/lula-quer-camilo-alckmin-rui-e-wagner-na-coordenacao-da-campanha/.

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    Lula perdeu 3,4 milhões de votos em relação a 2022 — Foto: Poder360

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