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    Lula pode reajustar o Bolsa Família perto das eleições? Entenda o que diz a lei

    Brazil’s President Luiz Inacio Lula da Silva attends a ceremony at the Planalto Palace in Brasilia, Brazil, September 14, 2026. REUTERS/Adriano Machado " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2026/09/2026-09-14T210751Z_119836162_RC27JNAF5PWV_RTRMADP_3_BRAZIL-ELECTION-LULA.jpg?fit=1280%2C853&quality=70&strip=all" />O advogado Vitor Goulart Nery, especialista em direito eleitoral ouvido pelo InfoMoney, destaca o que é permitido pela lei e o que é vedado em ano de eleição The post Lula pode reajustar o Bolsa Família perto das eleições? Entenda o que diz a lei appeared f

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    18 de setembro de 2026 às 19:12
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    Brazil’s President Luiz Inacio Lula da Silva attends a ceremony at the Planalto Palace in Brasilia, Brazil, September 14, 2026. REUTERS/Adriano Machado

    A 17 dias do primeiro turno das eleições, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou o reajuste de 15,04% no programa do Bolsa Família . O aumento no beneficio social é válido ou fere a legislação eleitoral?

    A lei eleitoral proíbe a distribuição de valores financeiros ou bens, assim como a criação de benefícios sociais no ano eleitoral. As exceções são em casos de calamidade pública ou na manutenção de programas sociais existentes já previstos na execução orçamentária.

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    No entanto, especialista aponta que a medida anunciada pelo governo, que reajusta o benefício social, não se enquadra nas restrições do defeso eleitoral.

    Para o advogado especialista em direito eleitoral e membro da ABRADEP (Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político), Vitor Goulart Nery, a medida é válida no momento em que se trata de um reajuste para a recomposição do valor do programa diante a inflação.

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    “A resolução 23.735, do Tribunal Superior Eleitoral, que foi atualizado em março desse ano estabelece as exceções a regra. E uma delas envolve, justamente, programas sociais autorizados e leis que já estão em execução orçamentária do ano anterior”, justifica.

    Outro ponto destacado por Nery é a diferença entre o reajuste proposto pelo Planalto neste ano e a mudança temporária proposta pelo ex-presidente Jair Bolsonaro durante a disputa eleitoral de 2022, quando alterou o valor do benefício de R$ 400 para R$ 600, o equivalente a um aumento de 50%.

    “O próprio Bolsonaro, no ano que tentava a reeleição fez um aumento do Bolsa Família com prazo para finalizar. É importante colocar esse comparativo, foi um aumento de R$ 200 reais, e podemos considerar aumento mesmo, fora do reajuste, e mesmo naquele momento ele não estava agindo em desacordo com a lei”, complementa.

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    O especialista pontua que, o que não poderia ter sido realizado por nenhum dos governos citados é a antecipação do calendário de pagamentos ou a ampliação do programa para novas famílias fora de um escopo já planejado no orçamento do ano anterior.

    O especialista ainda pontua sobre o momento em que o reajuste foi anunciado. Nery destacou a importância de se ater a como Lula e o Partido dos Trabalhadores divulgaram o aumento nesta semana.

    O anúncio foi feito pelo governo federal e por seus ministros, mas não teve ampla participação do presidente da República, candidato à reeleição.

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    “É muito importante que nos três meses anteriores ao pleito fique vedada a publicidade institucional. Isso sim é vedado. Agora, falar em campanha, quem pode é o partido e o candidato, o que não pode ter ministério e secretária fazendo essa propaganda institucional”, explica.

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    Ao falar em penalizações à candidatura de Lula por uma possível irregularidade na forma como a medida será compartilhada, Nery também destaca que os danos para a campanha eleitoral dificilmente chegariam à cassação da chapa.

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    “A cassação exige a demonstração de uma extrema gravidade. O dano às campanhas está mais ligado às sanções e multas, que variam hoje de R$ 5 mil à R$ 106 mil”, acrescenta.

    Nery destaca que, no caso específico do Bolsa Família, o que poderia infringir em risco ao governo é a responsabilidade fiscal da medida anunciada.

    “Existe o limite eleitoral, mas também existe o limite da responsabilidade fiscal. E eu acho que nisso o Lula tá dentro e não terá o que se falar, porque, como citado anteriormente, não é um aumento, é um ajuste seguindo a própria inflação”, conclui.

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    Publicado originalmente por InfoMoney. Leia a matéria completa em https://www.infomoney.com.br/politica/lula-pode-reajustar-o-bolsa-familia-perto-das-eleicoes-entenda-o-que-diz-a-lei/.

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