Lula não queria obedecer assessoria e falar em quebra de sigilo no STF
Presidente Lula ao lado do presidente do STF, ministro Edson Fachin. (Foto: Ricardo Stuckert). Foi com muito custo que a equipe de comunicação de Lula (PT) convenceu o petista a se manifestar sobre a grave crise envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Somente nesta quarta-feira (9), após outro desdobramento envolvendo Flávio Dino, Lula usou as redes sociais para pedir a quebra do sigilo. Adversários do presidente já defendem a transparência desde o início, quando André Mendonça pediu investigação contra o colega de Corte Alexandre de Moraes. Contaminação Na campanha petista, fo

Foi com muito custo que a equipe de comunicação de Lula (PT) convenceu o petista a se manifestar sobre a grave crise envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Somente nesta quarta-feira (9), após outro desdobramento envolvendo Flávio Dino, Lula usou as redes sociais para pedir a quebra do sigilo. Adversários do presidente já defendem a transparência desde o início, quando André Mendonça pediu investigação contra o colega de Corte Alexandre de Moraes.
Na campanha petista, foi captado desgaste após o escândalo no STF, agravado com o silêncio de Lula sobre a questão.
O medo de Lula tem nome, sobrenome, apelido e amiga: Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e a lobista Roberta Luchsinger.

Ao supostamente defender a quebra do sigilo “total”, Lula deixou claro ser o do caso Master, sem essa ideia de transparência no rolo do INSS.
Lulinha e a lobista têm ligações com Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, apontado pela PF como cabeça da falcatrua.
O ministro do STF Flávio Dino derrubou a decisão de André Mendonça, que havia afastado dirigentes da Polícia Federal, alegando que o autor da ação, o Partido Novo, não teria legitimidade para requerer cautelares de natureza penal. O mesmo Dino, porém, assumiu a relatoria de processo contra adversários, para barrar indicações ao Tribunal de Contas do Maranhão. A ação dos aliados do partido Solidariedade ganhou o reforço de uma advogada mineira, que caiu de paraquedas.

Dino barrou a advogada na ação, mas usou suas alegações, de pessoa física na ADI do Solidariedade, para abrir um inquérito na Polícia Federal.
Na sequência, afastou o presidente do TCE-MA, Daniel Brandão, que é sobrinho do governador Carlos Brandão. Ambos são seus adversários.
Os processos para preenchimento de duas vagas de conselheiro do TCE-MA permanecem suspensos há quase três anos.

Coisas muito estranhas têm acontecido no STF. É a primeira vez na História, segundo disse à coluna um veterano servidor do tribunal, em que o presidente cancelou dois dias de sessões deliberativas.
Enquanto o País vive a expectativa de que Fachin mostre que a Corte “não é casa de mãe Joana”, como pediu o editorial do Estadão, continua a saga de um crime grave no STF que se recusa a ser investigado.
O linguajar no STF já foi melhor. Depois do “Perdeu, mané” do ministro aposentado Luiz Barroso, o decano Gilmar Mendes pregou aviso sobre notícias que eventualmente o envolvam: “Ou você mata ou você morre”.

A oposição já se articula para criar a CPMI da PF Paralela. Rogério Marinho (RN), líder do PL no Senado, acusa parte da Polícia Federal de ter virado guarda pretoriana de alguns ministros do Supremo.
Deltan Dallagnol conseguiu êxito na empreitada que enfrentou no TRE do Paraná. Pedido de impugnação, apresentado pelo PT, deu em nada e o ex-deputado teve a candidatura ao Senado deferida.
“No Brasil de hoje, depois de Alexandre de Moraes, não existe mais lei”, conclusão de Rui Costa Pimenta, presidente do PCO, até ele, defende a saída do ministro como única forma de salvar a credibilidade do STF.
Os elásticos prazos determinados por Edson Fachin não acompanham a velocidade da crise no STF. Manifestações sobre as fraudes no INSS e o caso do Master têm até semana que vem para serem apresentadas.
Enquanto a sonolenta OAB Nacional cochila para assumir posição firme, a seccional do Distrito Federal já escancara que é preciso abrir impeachment dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, do STF.
Publicado originalmente por Gazeta de Alagoas. Leia a matéria completa em https://www.gazetaweb.com/blogs/claudiohumberto/lula-nao-queria-obedecer-assessoria-e-falar-em-quebra-de-sigilo-no-stf-934805.

Foto: Gazeta de Alagoas
Compartilhe
Espalhe essa notícia

