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    Lula foi alvo de 1 em cada 4 conteúdos com IA publicados na pré-campanha, diz levantamento

    O presidente Lula (PT) foi o principal alvo de conteúdos com uso de inteligência artificial durante a pré-campanha, aponta levantamento do Observatório IA nas Eleições . Ao todo, foram 112 casos identificados com reprodução artificial da imagem ou voz do presidente. Leia mais (09/18/2026 - 13h00)

    Folha de S.Paulo
    18 de setembro de 2026 às 16:00
    Lula foi alvo de 1 em cada 4 conteúdos com IA publicados na pré-campanha, diz levantamento
    Homem idoso animado com barba branca e sobrancelhas espessas, usando chapéu bege com faixa preta e camisa azul, sentado em cadeira diante de cortinas marrons. — Foto: Folha de S.Paulo

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    O presidente Lula (PT) foi o principal alvo de conteúdos com uso de inteligência artificial durante a pré-campanha, aponta levantamento do Observatório IA nas Eleições . Ao todo, foram 112 casos identificados com reprodução artificial da imagem ou voz do presidente.

    Imagem do presidente Lula feita com uso de inteligência artificial - Reprodução / Romeu Zema no Instagram · Reprodução / Romeu Zema no Instagram
    Imagem do presidente Lula feita com uso de inteligência artificial - Reprodução / Romeu Zema no Instagram · Reprodução / Romeu Zema no Instagram — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Adversário de Lula na disputa presidencial, o senador Flávio Bolsonaro ( PL ) foi o segundo principal alvo de conteúdos sintéticos, com 57 casos. Na sequência, aparecem Jair Bolsonaro (PL), o ministro Alexandre de Moraes , do STF (Supremo Tribunal Federal), e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL).

    O levantamento identificou 413 casos de uso político da tecnologia nas redes sociais, uma média de 1,8 caso por dia, no período entre 1º de janeiro e 15 de agosto.

    O observatório é uma iniciativa conjunta da Data Privacy, entidade que atua com privacidade e proteção de dados, e do Aláfia Lab, laboratório de pesquisa em internet e política.

    IA invade campanhas eleitorais
    IA invade campanhas eleitorais — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Em relatório divulgado nesta segunda-feira (14), o observatório apontou que 81% dos conteúdos de inteligência artificial identificados no período da pré-campanha eram deepfakes, ou seja, tinham manipulação de imagens ou falas de figuras públicas.

    A pesquisa também indicou que 63% das publicações com uso de inteligência artificial identificadas neste período não as identificavam como conteúdos sintéticos.

    Nos dois casos, o conteúdo vai na contramão das regras estabelecidas pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para o uso de inteligência artificial nas eleições.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Em resolução publicada em março, a Justiça Eleitoral determinou que as candidaturas informem de maneira explícita, destacada e acessível quando um conteúdo tiver sido fabricado ou manipulado, além de informar qual tecnologia foi usada.

    A corte também estabelece restrições específicas aos chamados deepfakes, quando áudios e vídeos são manipulados digitalmente para criar, substituir ou alterar a imagem ou a voz de uma pessoa. O uso deste tipo de conteúdo é vetado seja para prejudicar, seja para favorecer uma candidatura.

    Um dos casos mais emblemáticos foi a transmissão de um conteúdo que simulava um discurso do ex-presidente Jair Bolsonaro , que cumpre prisão domiciliar, na convenção partidária que referendou a candidatura à Presidência do senador Flávio Bolsonaro.

    BRASILIA, DF,  BRASIL,  05-07-2024, 12h00: Fachada do Congresso Nacional, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress, PODER)
    BRASILIA, DF, BRASIL, 05-07-2024, 12h00: Fachada do Congresso Nacional, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress, PODER) — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Na época, o TSE estabeleceu que este tipo de conteúdo poderia ser considerado ilícito eleitoral se fosse usado para propaganda ao público externo. Como a sua divulgação foi no âmbito de uma convenção, voltada para o público interno do partido, não houve punição.

    A maioria dos conteúdos com inteligência artificial foi publicado por pessoas anônimas, mas ao menos 35% vieram de agentes políticos, sendo 92 publicações feitas por políticos e 53 por partidos.

    O político que mais publicou conteúdos sintéticos neste período foi Flávio Bolsonaro, com 13 casos. Na sequência, aparecem o deputado federal Mário Frias (PL-SP), o ex-governador Romeu Zema (Novo-MG), o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

    Entre os partidos, o PL aparece com 28 publicações, seguido por PT, com quatro, e PSDB, com duas. Republicanos, União Brasil, PSOL e MDB também tiveram ao menos uma publicação identificada.

    O levantamento ainda aponta que 60% dos conteúdos sintéticos que circularam na pré-campanha eram de sátira ou humor, enquanto 40% foram classificados como desinformação.

    Ao todo, 64% dos conteúdos eram críticas ou ataques políticos, enquanto 34% eram usados para elogiar ou endossar políticos e causas. Em seis casos, imagens de políticos foram utilizadas para aplicar golpes virtuais.

    Entre os casos considerados mais graves no relatório estão manipulações usadas em ataques contra mulheres. O observatório identificou imagens adulteradas da deputada Érika Hilton (PSOL-SP) e um deepfake da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF).

    A principal plataforma de circulação dos conteúdos foi o Instagram, com 50% dos casos. O TikTok aparece em seguida, com 21%, e o X, com 16%. Também foram registrados casos, em menor número, no Facebook, YouTube e Kwai.

    Além das imagens e vídeos manipulados, o observatório testou o comportamento de ferramentas de inteligência artificial generativa diante das regras eleitorais.

    Entre abril e agosto, cinco chatbots gratuitos disponíveis no Brasil —ChatGPT, Gemini, Grok, DeepSeek e Meta AI— foram submetidos mensalmente a 11 perguntas idênticas. O objetivo era verificar se as ferramentas atuaram para ranquear, traçar perfis e recomendar pré-candidatos à Presidência.

    A pesquisa apontou que as empresas não seguiram as novas regras do TSE, fornecendo informações, orientações ou indicações que, segundo o observatório, poderiam influenciar o debate público e a escolha do voto.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/09/lula-foi-alvo-de-1-em-cada-4-conteudos-com-ia-publicados-na-pre-campanha-diz-levantamento.shtml.

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    Imagem do presidente Lula feita com uso de inteligência artificial - Reprodução / Romeu Zema no Instagram · Reprodução / Romeu Zema no Instagram — Foto: Folha de S.Paulo

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