Economia

    Lula e Flávio evitam debates: o que explica a estratégia dos líderes

    Imagem combinada mostra o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (à esquerda), em cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília, Brasil, em 8 de agosto de 2026, e o senador Flávio Bolsonaro (à direita), candidato do Partido Liberal (PL) à presidência do Brasil, durante evento de anúncio de Alfredo Gaspar como seu vice na chapa, em Brasília, Brasil, em 5 de agosto de 2026. REUTERS/Adriano Machado/Foto de Arquivo " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2026/09/2026-08-26T090003Z_1030496109_RC233NAIN4O1_RTRMADP_3_BRAZIL-ELECTION-MARKETS.jpg?fit=1280%2C943&quali

    InfoMoney
    23 de setembro de 2026 às 19:20
    Lula e Flávio evitam debates: o que explica a estratégia dos líderes
    Foto: InfoMoney

    Imagem combinada mostra o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (à esquerda), em cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília, Brasil, em 8 de agosto de 2026, e o senador Flávio Bolsonaro (à direita), candidato do Partido Liberal (PL) à presidência do Brasil, durante evento de anúncio de Alfredo Gaspar como seu vice na chapa, em Brasília, Brasil, em 5 de agosto de 2026. REUTERS/Adriano Machado/Foto de Arquivo

    A Record cancelou o debate presidencial previsto para domingo (27) depois que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) decidiram não participar. A ausência dos dois líderes das pesquisas reforça uma estratégia recorrente entre candidatos de evitar confrontos quando o risco de desgaste parece maior que o ganho de exposição.

    Como a participação não é obrigatória, as campanhas fazem uma conta simples de risco. Quem já tem eleitorado consolidado pode preferir preservar a vantagem, enquanto candidatos menores usam o debate para ganhar visibilidade e atacar os favoritos.

    Imagem da matéria
    Foto: InfoMoney · Fonte: InfoMoney

    A história eleitoral brasileira mostra que essa estratégia não é nova. Fernando Collor faltou a debates no primeiro turno em 1989. Fernando Henrique Cardoso evitou confrontos em 1998. Lula fez o mesmo em 2006, quando sua ausência no debate da Globo virou um dos principais assuntos da campanha.

    Sem citar Trump, Lula afirmou em discurso que o momento pede que optemos por “soberania ou subordinação”

    Os dois chegam ao debate com riscos diferentes. Lula é presidente e tende a ser cobrado pela economia, pelo governo e por crises recentes, como o caso Banco Master e os embates no STF. Flávio, por sua vez, ainda precisa ampliar conhecimento e consolidar sua imagem fora do eleitorado bolsonarista, mas também pode virar alvo de candidatos da própria direita.

    Imagem da matéria
    Foto: InfoMoney · Fonte: InfoMoney

    No debate da Band , em agosto, os dois faltaram e continuaram no centro dos ataques. Renan Santos, Ronaldo Caiado e outros participantes concentraram críticas justamente em Lula e Flávio.

    Flávio também passou a condicionar sua presença à participação de Lula, reduzindo o incentivo para comparecer sozinho a um palco em que seria o principal alvo.

    O debate oferece pouco controle sobre o ambiente. Uma resposta ruim, uma acusação inesperada ou uma gafe pode virar o principal assunto da campanha e circular por dias nas redes sociais. Para candidatos já conhecidos e bem posicionados, esse risco pode superar o benefício de algumas horas de exposição na TV.

    Imagem da matéria
    Foto: InfoMoney · Fonte: InfoMoney

    Para nomes menores, ocorre o contrário. O debate oferece uma das poucas oportunidades de falar para o eleitorado dos adversários e gerar cortes com grande circulação digital.

    Esse efeito ficou mais forte com as redes sociais. Hoje, um momento de poucos segundos pode alcançar milhões de pessoas que nem assistiram ao programa completo.

    Faltar, porém, não elimina o desgaste. Em 2006, Lula deixou de ir ao debate da Globo e teve sua cadeira mantida no cenário. Geraldo Alckmin, então adversário, passou a chamá-lo de “fujão”.

    Imagem da matéria
    Foto: InfoMoney · Fonte: InfoMoney

    A diferença é que campanhas líderes costumam considerar esse custo administrável quando comparado à possibilidade de sofrer danos ao vivo.

    Em 2026, Lula e Flávio também contam com alternativas para falar diretamente ao eleitor. Redes sociais, entrevistas, podcasts, comícios e vídeos próprios permitem escolher ambiente, duração e interlocutor sem dividir o espaço com adversários.

    A decisão da Record não foi isolada. Outros debates deste ciclo já foram cancelados ou esvaziados após desistências dos principais candidatos.

    Imagem da matéria
    Foto: InfoMoney · Fonte: InfoMoney

    O movimento também apareceu nas disputas estaduais. Em São Paulo, Tarcísio de Freitas deixou de participar de um debate da Record contra Fernando Haddad, e a emissora transformou o espaço em entrevista com o petista.

    A estratégia é semelhante. Candidatos em posição confortável têm menos incentivo para entrar em situações imprevisíveis.

    The post Lula e Flávio evitam debates: o que explica a estratégia dos líderes appeared first on InfoMoney .

    Imagem da matéria
    Foto: InfoMoney · Fonte: InfoMoney

    Publicado originalmente por InfoMoney. Leia a matéria completa em https://www.infomoney.com.br/politica/lula-e-flavio-evitam-debates-o-que-explica-a-estrategia-dos-lideres/.

    Imagem 1
    1 / 6

    Foto: InfoMoney

    Compartilhe

    Espalhe essa notícia

    Comentários(0)