Economia

    Lula e Flávio chegam à última semana com eleitorado ainda em movimento

    Uma imagem composta mostra o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (à esquerda), reagindo durante uma cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília (Brasil), em 4 de setembro de 2026, e o candidato à presidência e senador brasileiro Flávio Bolsonaro (à direita) participando de um evento de campanha para a eleição presidencial de 2026, na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro (Brasil), em 16 de agosto de 2026. REUTERS/Adriano Machado e Pilar Olivares " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2026/09/2026-09-08T153031Z_609678555_RC23FNAS1I0A_RTRMADP_3_BRAZIL-E

    InfoMoney
    27 de setembro de 2026 às 12:45
    Lula e Flávio chegam à última semana com eleitorado ainda em movimento
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    Uma imagem composta mostra o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (à esquerda), reagindo durante uma cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília (Brasil), em 4 de setembro de 2026, e o candidato à presidência e senador brasileiro Flávio Bolsonaro (à direita) participando de um evento de campanha para a eleição presidencial de 2026, na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro (Brasil), em 16 de agosto de 2026. REUTERS/Adriano Machado e Pilar Olivares

    Lula e Flávio Bolsonaro chegam à última semana no mesmo patamar de intenção de voto de abril. A leitura mais fácil é a de que nada mudou.

    Mas ela esconde o que realmente importa: o eleitor que não está calcificado se moveu ao longo da campanha, e ainda pode se mover até 4 de outubro.

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    Dizer que o quadro de hoje é igual ao de abril exige supor que ninguém mudou de ideia nesse período. Não é o que o filme das pesquisas mostra.

    Os números agregados se mantiveram, mas por baixo deles houve fluxos de vaivém entre candidatos, indecisos e voto nulo.

    Num cenário de calcificação, quase todo o movimento acontece entre os cerca de 10% de eleitores que não pertencem a nenhum dos dois polos. São eles que decidem a eleição.

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    Quantos desses independentes, que não torcem por lado nenhum, já não terão trocado de camisa ao longo da campanha?

    A estabilidade do agregado não é sinal de imobilidade. É o saldo de movimentos que se compensaram, e que podem deixar de se compensar na reta final.

    O percentual de eleitores que ainda admitem mudar de voto a esta altura mostra que há, e houve, dinâmica.

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    Nas recomendações de gestoras, bancos e consultores ouvidos, consenso é evitar grandes apostas, diversificar e entrar aos poucos

    Na pergunta espontânea, em que o entrevistado responde sem ver a lista de candidatos, cerca de um terço do eleitorado ainda não sabe em quem vai votar para presidente.

    Na estimulada, a indecisão é menor, mas varia muito entre os estados.

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    A indecisão é mais baixa no Nordeste, onde Lula lidera com folga, e quase dobra no Sudeste e no Sul. É no Sudeste, principal campo de batalha desta eleição, que o voto está menos cristalizado.

    Num quadro calcificado, é um erro tratar esses números como pequenos.

    Os 7% de “decididos indecisos” representam mais de 10 milhões de eleitores. Os 9% que dizem que a crise do STF pode mudar seu voto somam cerca de 14 milhões.

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    Com um terço do eleitorado sem candidato na espontânea, três eventos devem pesar na reta final.

    O primeiro é o pacote do governo voltado às mulheres, que reúne medidas contra as bets, a favor do acesso às canetas emagrecedoras e o aumento do Bolsa Família.

    É uma aposta direta no eleitorado feminino, onde está boa parte de quem ainda não escolheu.

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    Nesta segunda, teremos a primeira medida concreta medindo o efeito dessas medidas na pesquisa Quaest contratada pelo jornal O Globo e pela TV Globo.

    Parte dos eleitores de Cury, Caiado, Renan e Zema tende a migrar para Lula ou Flávio para evitar a vitória de quem mais teme.

    Em Goiás, estado de Caiado, os outros candidatos somam 27% das intenções de voto, o que dá a dimensão do que ainda está em jogo.

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    Já há sinais de voto útil nas últimas duas rodadas da pesquisa Quaest, mas ainda há espaço para mudança de voto.

    Entre eleitores de Cury, 41% dizem que podem mudar de voto; 52% do eleitor do Caiado e 51% do eleitor de Renan dizem o mesmo.

    Campanha quer concentrar eleitores da direita, explorar força de aliados regionais e ampliar presença em São Paulo e Minas Gerais antes do primeiro turno

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    Transmitido em horário nobre, no lugar da novela, ele deve ter audiência recorde e finalmente mobilizar o eleitor desinteressado com a campanha.

    O Brasil deve parar para assistir algo inédito: o primeiro embate direto nesta campanha entre Lula e Flávio.

    Vale lembrar que o horário deste debate, 21h, é aquele em que mulheres com mais de 60 anos e de menor escolaridade, um dos públicos assíduos das novelas, tende a estar ligado na TV.

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    Isso importa porque são elas as que decidem por último, que estão mais indecisas e as que mais se abstêm historicamente.

    A eleição está empatada, mas não está parada.

    O que se decide na última semana é para onde vai o eleitor que já se moveu algumas vezes e ainda pode se mover de novo.

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