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    Lula diz que Trump demonstra que não interferirá nas eleições brasileiras

    O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, observa ao chegar para uma sessão de trabalho com líderes do G7 e parceiros convidados sobre a promoção do crescimento econômico, durante a Cúpula do G7 em Evian-les-Bains, França. Foto: REUTERS/Christian Hartmann " data-image-caption=" (Foto: REUTERS/Christian Hartmann) " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2026/06/presidente-lula-politica-pt.jpg?fit=1100%2C700&quality=70&strip=all" />Lula, porém, afirmou que o Brasil já identificou "alguns indícios de interferência" por meio do uso de inteligência artificial The

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    21 de setembro de 2026 às 19:57
    Lula diz que Trump demonstra que não interferirá nas eleições brasileiras
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    O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, observa ao chegar para uma sessão de trabalho com líderes do G7 e parceiros convidados sobre a promoção do crescimento econômico, durante a Cúpula do G7 em Evian-les-Bains, França. Foto: REUTERS/Christian Hartmann

    O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse em entrevista para a CNN Internacional nesta segunda-feira (21) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que não irá interferir nas eleições brasileiras para interlocutores. Lula classificou a postura como “boa” e declarou que o pleito é um assunto local que não deve ter ingerência da Casa Branca.

    “Ele já disse a muitas pessoas que não interferirá nas eleições brasileiras. E é bom que ele tenha dito isso. É bom que ele aja assim. Esse é o papel que espero de um presidente”, disse Lula em entrevista para a jornalista Christiane Amanpour, em Nova York.

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    Presidente também se reúne com Yamandú Orsi e concentra compromissos antes de abrir a Assembleia Geral nesta terça-feira

    A entrevista foi gravada pela manhã e exibida durante a tarde desta segunda-feira.

    Lula, porém, afirmou que o Brasil já identificou “alguns indícios de interferência” por meio do uso de inteligência artificial, mas sem detalhar os casos.

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    “Não quero que os EUA tenham qualquer tipo de interferência. Há alguns indícios de interferência, de uso de inteligência artificial”, declarou Lula.

    Ao falar sobre o pleito, Lula disse que o senador e candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), representa o “negacionismo”. Ao falar sobre si, ele se classificou como um governante que busca cuidar dos mais pobres.

    “O negacionismo no Brasil pode vencer as próximas eleições. O negacionismo não pode dar certo em nenhuma parte do mundo. O que dá certo é cuidar da política. Uma política voltada para cuidar das pessoas. Não para os governos, mas para cuidar das pessoas. E isso nós sabemos fazer com muita sabedoria e talento”, declarou Lula.

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    O presidente da República levou para o noticiário internacional o discurso adotado nos palanques de comícios pela sua reeleição de que a eleição será sobre “a democracia ou a barbárie”.

    “A verdade é que o que está em jogo hoje no Brasil não é uma escolha entre pessoas ou partidos. O que está em jogo hoje é uma escolha entre ter democracia ou barbárie. Ou temos uma política de preservação da natureza ou o desmatamento; uma política de inclusão social ou o abandono dos pobres; o fortalecimento da cultura ou o fim da cultura. É isso que está em jogo agora”, disse Lula.

    Certeza da vitória, mas preocupação com o pleito

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    Ao ser questionado sobre a disputa apertada contra Flávio, identificada pelas pesquisas de intenção de voto, o presidente disse ter certeza de que sairá vitorioso. Apesar disso, ele admitiu estar preocupado com o pleito.

    “Tenho certeza de que vou vencer as eleições, porque o Brasil precisa de democracia. E é por isso que vou vencer as eleições: porque fizemos tudo o que precisava ser feito em termos de políticas de inclusão social, educação e saúde. Ninguém fez mais do que nós nessa área. Portanto, agora cabe ao povo escolher”, disse o presidente.

    Ele também elogiou o processo eletrônico de votação adotado no Brasil.

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    “Nenhum outro país consegue fazer isso. Não há contestação do resultado eleitoral”, declarou o presidente brasileiro.

    Na mesma entrevista, Lula afirmou que Trump “age como um imperador” ao adotar práticas comerciais unilaterais. Ele defendeu o “multilateralismo” como forma de manter a “harmonia” nas relações comerciais entre os países.

    “O comportamento do presidente Trump tem um viés muito forte em favor do unilateralismo”, disse o presidente brasileiro. “Isso é muito perigoso”, afirmou.

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    Em seguida, Lula disse que essa prática favorece uma relação de “quem é mais forte” e “quem tem mais armas” entre as nações.

    “O comércio tem que ser uma coisa equilibrada”, defendeu Lula.

    Perguntado se mantém a posição de que Trump age como um imperador, o presidente brasileiro afirmou, com um sorriso, em tom de brincadeira: “Ele age como um imperador”.

    Em seguida, mais sério, declarou: “Veja, o jeito de governar que eu não concordo”. Lula acrescentou: “É um jeito de governar que diz ‘eu sou o mais forte'”.

    Critica ao ‘tarifaço’ e foco na busca de novos parceiros

    Durante a entrevista, Lula afirmou que o Brasil foca em encontrar novos parceiros comerciais e criticou o “tarifaço”.

    O presidente também declarou que pretende continuar negociando com os Estados Unidos, ao tratar da possibilidade de aplicar a Lei de Reciprocidade.

    Ele afirmou que é muito cauteloso ao tratar do estabelecimento dessa legislação e que não pretende aplicá-la enquanto houver negociações.

    Também destacou que não há intenção de confrontar ou desafiar Trump, nem de interferir em questões domésticas do seu país, mas que o governo norte-americano não pode governar outros países. “Eu gosto de respeitar e de ser respeitado”, disse.

    Lula chegou em Nova York, nos Estados Unidos, no domingo, 20. O presidente da República fará o tradicional discurso do Brasil na abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas, nesta terça-feira, 22. Não há confirmação de que ele terá um encontro bilateral com Trump.

    Os Estados Unidos mantêm a vigência de um “tarifaço” de 25% sobre os produtos brasileiros. O governo norte-americano aplicou a medida em 22 de julho, como forma de “punição” por práticas comerciais consideradas desleais, após uma investigação que envolveu temas como o Pix, etanol e desmatamento na Amazônia.

    Em 24 de julho, Trump estabeleceu uma sobretaxa de 12,5% como “resposta” a uma investigação do Escritório do Representante do Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) sobre a importação de produtos fabricados com trabalho forçado.

    O governo brasileiro disse à Organização Mundial do Comércio (OMC) que as medidas aplicadas pelos Estados Unidos são incompatíveis com as regras do comércio internacional. O Brasil também questiona a consistência das investigações que dão suporte às tarifas.

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