Lula diz que só ele e Bolsonaro são líderes nacionais e cobra que aliados se projetem
Petista cita Camilo Santana, Rui Costa, Rafael Fonteles, João Campos, Boulos e Haddad

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O presidente Lula ( PT ) disse nesta sexta-feira (14) que só ele mesmo e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) são líderes nacionais e cobrou que integrantes de seu grupo político viagem o país para se projetarem fora de seus próprios estados.

O petista disse que existe "muita gente boa" para assumir a liderança de seu grupo político a partir de 2030, citando seis aliados como pessoas com potencial.
Lula falou sobre o assunto em entrevista ao podcast Não Inviabilize, quando respondeu a uma pergunta sobre quem poderia ser o líder do campo político da esquerda a partir de 2030. Lula concorre à reeleição neste ano, que deverá marcar sua despedida das disputas eleitorais. Ele citou os seguintes nomes:
Camilo Santana (PT-CE) – senador, ex-ministro da Educação e ex-governador do Ceará;

Rui Costa (PT-BA) – candidato a senador, ex-ministro da Casa Civil e ex-governador da Bahia;
Rafael Fonteles (PT-PI) – governador do Piauí candidato à reeleição;
João Campos (PSB-PE) – candidato a governador de Pernambuco, ex-prefeito do Recife e ex-deputado;

Guilherme Boulos ( PSOL -SP) – ministro da Secretaria-Geral;
Fernando Haddad (PT-SP) – candidato a governador de São Paulo, ex-ministro da Fazenda e da Educação e ex-prefeito de São Paulo.
O presidente mencionou os primeiros cinco nomes antes. Depois, citou Haddad. No início de agosto, na convenção partidária que oficializou a candidatura à reeleição, Lula indicou que o ex-ministro da Fazenda poderá ser seu sucessor.

Lula disse que o Brasil tem uma tradição de produzir líderes locais. "Quem foi liderança nacional mais recente? Eu e o Bolsonaro", disse ele.
Ele afirmou que "tem muita gente boa" surgindo em seu campo, quando mencionou Camilo, Rui Costa, Fonteles, João Campos e Boulos. Nesse momento, Lula contou que costuma dizer a esses aliados que eles precisam nacionalizar seus nomes. Em seguida, contou uma história pessoal.
"Eu, para me tornar líder, saía de São Paulo, pegava um voo da Transbrasil, andava quatro horas para chegar no Acre para fazer reunião com 40 pessoas no meio do sol. E me esgoelava como se tivesse 1 milhão me ouvindo", declarou. "Liderança você precisa criar. Os quadros, nós temos", declarou.
Depois, uma das entrevistadoras mencionou o fato de Lula ter citado Haddad como possível sucessor na convenção partidária.
"Tem muita gente boa. O Haddad é uma delas. O Haddad é um companheiro com um potencial de crescimento extraordinário. Agora, para ser líder, tem que ter um pouco mais disso. Para ser líder tem que ser o primeiro chegar no lugar, tem que ser o último a sair", afirmou Lula.
O presidente da República também criticou pessoas que ganham relevância política nas redes sociais.
"É que o Brasil é muito grande e nós precisamos nacionalizar essas pessoas, porque se a gente não nacionalizar essas pessoas… o que está acontecendo? A internet está criando os falsos líderes, os especialistas em falar bobagem", declarou.
O petista relativizou a necessidade de carisma para a ascensão de um novo líder. Deu como exemplo os líderes dos grupos de metalúrgicos que eram escolhidos para representar os trabalhadores nas reuniões sindicais presididas por ele entre os anos 1970 e 1980.
Segundo Lula, normalmente os escolhidos eram pessoas mais tranquilas que inspiravam confiança. "Nenhum companheiro que achava que era vanguarda e que achava que seria escolhido era escolhido", disse ele.
O petista disputou as eleições presidenciais de 1989, 1994 e 1998 antes de vencer pela primeira vez em 2002. Depois, foi reeleito em 2006 e participou das campanhas vitoriosas de Dilma Rousseff (PT) em 2010 e 2014.
Lula estava preso em 2018, mas registrou uma candidatura presidencial mesmo assim –que foi barrada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Quatro anos depois, em 2022, voltou a ganhar a eleição para o Palácio do Planalto e, agora, disputará um quarto mandato como presidente.
A disputa deste ano deve ser a última da carreira política de Lula. Assim, 2030 deverá ser a primeira eleição presidencial desde a redemocratização em que ele não aparece como algum tipo de protagonismo no campo político da esquerda.
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Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/08/lula-diz-que-so-ele-e-bolsonaro-sao-lideres-nacionais-e-cobra-que-aliados-se-projetem.shtml.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante cerimônia no Palácio do Planalto - Pedro Ladeira - 6.ago.26/Folhapress · Pedro Ladeira - 6.ago.26/Folhapress — Foto: UOL
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