Lula diz que Lulinha será punido se for culpado: ‘Só ele sabe a verdade, eu não sei’
3 de julho de 2026 – Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Cerimônia de Entregas Simultâneas do Governo Federal para Moradia, Saúde e Educação, no Palácio do Planalto, Brasília-DF. Foto: Ricardo Stuckert / PR " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2026/07/55372840605_65dcda5446_k.jpg?fit=1280%2C853&quality=70&strip=all" />Presidente afirma que orientou advogados a não pedirem encerramento das investigações The post Lula diz que Lulinha será punido se for culpado: ‘Só ele sabe a verdade, eu não sei’ appeared first on InfoMoney .

3 de julho de 2026 – Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Cerimônia de Entregas Simultâneas do Governo Federal para Moradia, Saúde e Educação, no Palácio do Planalto, Brasília-DF. Foto: Ricardo Stuckert / PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira que seu filho mais velho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, será responsabilizado caso fique comprovada a culpa nas investigações a que ele responde.
— Se meu filho tiver culpa, ele pagará. Ele já foi acusado de muitas coisas, toda eleição aparece meu filho. Só ele (Lulinha) sabe a verdade, eu não sei. Se ele fez ou não fez… Ele jura que não fez, então brigue — afirmou Lula em entrevista ao podcast Não Inviabilize.

Ao tratar do tema, Lula revelou que pediu aos advogados de Lulinha que não peçam o fechamento dos processos que investigam seu filho mais velho:
— Ele jura por tudo que é sagrado que não tem nada, e eu acredito nele, mas eu já disse para aos advogados: “Ninguém vai pedir fechamento de processo do meu filho”. Quer fazer inquérito, faça. Quero que seja investigado, como eu fui.
Lula, no entanto, se esquivou de comentar a atuação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator de parte das investigações que miram Lulinha, além do caso Master:

— É difícil para um presidente da República dizer como ele está vendo uma investigação. Quando eu disser alguma coisa, estarei fazendo juízo de valor, e isso pode não ser bom. Sei da guerra entre Congresso e STF. Sei da ameaça de impeachment de ministros… Não vou dar meu parecer.
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Há dez dias, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a instauração de mais um inquérito para apurar suspeitas de tráfico de influência envolvendo Lulinha. O procedimento foi o terceiro pedido pela Polícia Federal para investigar a atuação do filho de Lula. Dino também determinou que haja uma apuração sobre o vazamento dessas solicitações feitas pela corporação.

Diferentemente desse inquérito, as outras duas apurações foram distribuídas, por sorteio, para relatoria do ministro André Mendonça, responsável também pelos inquéritos do Banco Master e das fraudes ao INSS. Em nota, a defesa de Lulinha se disse “tranquila” com a abertura do novo inquérito e indicou que o empresário vai “comprovar que não tem relação com qualquer tipo de irregularidade”.
Os dois primeiros inquéritos apuram a relação do empresário com pessoas que buscavam contratos no Ministério da Saúde e no Dataprev, empresa pública de tecnologia responsável pela base de dados do INSS. Entre esses interlocutores estava Antônio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, empresário suspeito de operacionalizar o desvio de recursos de aposentados e pensionistas.
O terceiro procedimento, sob relatoria de Dino, também tem como objetivo apurar suspeitas sobre tráfico de influência do filho do presidente em setores do governo federal.

Durante a investigação sobre as fraudes no INSS, a PF levantou informações de que Lulinha fez uma viagem à Europa bancada por Antunes no fim de 2024. Na ocasião, Antunes era dono de uma empresa que fornecia medicamentos à base de cannabis, a World Cannabis, e tinha interesse em fechar contratos com o poder público. Os investigadores levantaram provas do relacionamento entre os dois, mas não viram conexões com o caso do INSS e, por isso, pediram uma apuração à parte.
Em meio às investigações sobre tráfico de influências de Lulinha, a PF apura também uma transferência financeira feita pela empresária Roberta Luchsinger, apontada como lobista e amiga de Fábio Luís Lula da Silva, ao ex-chefe do Gabinete Pessoal da Presidência da República Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, que deixou o cargo há duas semanas. Procurado, Marcola negou qualquer ilícito no pagamento. Ele diz que recebeu os valores, sem especificar quanto, na forma de um empréstimo, posteriormente quitado.
Roberta é investigada pela PF em casos que envolvem Lulinha, como é conhecido o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O primogênito do petista é alvo de três inquéritos abertos desde a semana passada por suspeita de cometer o crime de tráfico de influência.

O pagamento a Marcola foi revelado pelo Poder360 e confirmado pelo GLOBO. Oficialmente, o auxiliar de Lula deixou o cargo no Palácio do Planalto para dedicar-se à campanha à reeleição do petista.
Procurada, a defesa de Roberta Luchsinger não se manifestou.
Lulinha é suspeito de ter atuado com Roberta junto ao Ministério da Saúde e ao gabinete presidencial com o objetivo de ser beneficiado no ramo da cannabis medicinal.

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Foto: InfoMoney
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