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    Lula diz na ONU que Brasil não cederá à pressão de multinacionais sobre o PIX

    Em discurso na ONU, Presidente Lula defende a preservação do PIX e alerta sobre a concentração da inteligência artificial no mercado. O post Lula diz na ONU que Brasil não cederá à pressão de multinacionais sobre o PIX apareceu primeiro em Olhar Digital .

    Olhar Digital
    22 de setembro de 2026 às 14:45
    Lula diz na ONU que Brasil não cederá à pressão de multinacionais sobre o PIX
    Foto: Olhar Digital

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o PIX nesta terça-feira (22), durante discurso na 81ª Assembleia Geral da ONU , em Nova York. Ele afirmou que o Brasil não vai ceder à pressão de multinacionais que, segundo sua declaração, querem privatizar o sistema de pagamentos .

    A menção ao PIX fez parte de um discurso que também abordou inteligência artificial e big techs. Lula defendeu regras internacionais para a tecnologia e afirmou que seu desenvolvimento não deve ficar concentrado em poucas empresas ou países.

    Ao falar sobre empresas e serviços digitais, Lula criticou modelos de negócio que, em sua avaliação, transferem responsabilidades para as famílias e exploram comportamentos prejudiciais.

    Lula levou à Assembleia Geral da ONU a posição brasileira sobre regras para IA, proteção de dados e direitos. – Imagem: Reprodução
    Lula levou à Assembleia Geral da ONU a posição brasileira sobre regras para IA, proteção de dados e direitos. – Imagem: Reprodução — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    “Empresas transferem para famílias a tarefa de enfrentar algoritmos . Bets transformam o vício em lucro que está destruindo lares. O Brasil não vai tolerar esse modelo de negócio. Aprovamos uma legislação para proteger crianças e mulheres”, afirmou.

    Em seguida, o presidente fez uma referência direta ao sistema brasileiro de pagamentos: “Não vamos ceder à pressão de multinacionais que querem privatizar o nosso PIX”.

    O Brasil tradicionalmente abre o debate geral da Assembleia Geral da ONU. Os Estados Unidos fazem o discurso seguinte. A reunião reúne representantes dos 193 países-membros da organização.

    Segundo Lula, a tecnologia deve contribuir para o desenvolvimento e a redução das desigualdades entre países. – Imagem: Reprodução
    Segundo Lula, a tecnologia deve contribuir para o desenvolvimento e a redução das desigualdades entre países. – Imagem: Reprodução — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    A defesa do sistema de pagamentos apareceu ao lado de uma cobrança por maior controle sobre tecnologias digitais. Lula afirmou que o desenvolvimento e o controle da inteligência artificial não devem ficar nas mãos de poucas empresas ou países.

    Na posição apresentada pelo Brasil, a tecnologia deve contribuir para o desenvolvimento e reduzir desigualdades, em vez de ampliar diferenças entre países ou alimentar conflitos.

    O governo brasileiro também defende regras internacionais para a inteligência artificial, com participação dos governos e mecanismos de proteção de direitos e dados pessoais.

    Presidente Lula
    Presidente Lula — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    A criação de normas para inteligência artificial já entrou na agenda de governos de diferentes países.

    Em 2023, representantes de 28 nações, incluindo Brasil, Estados Unidos e China, participaram da primeira Cúpula de Segurança da Inteligência Artificial, no Reino Unido. O encontro terminou com a “Declaração de Bletchley”, que reconhece riscos associados à IA e defende cooperação internacional.

    Em 2025, mais de 100 países estiveram na Cúpula de Ação sobre Inteligência Artificial, em Paris. Segurança, acesso à tecnologia e governança internacional estavam entre os temas discutidos.

    Presidente Lula
    Presidente Lula — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Em julho deste ano, a ONU realizou, em Genebra, o primeiro Diálogo Global sobre Governança da Inteligência Artificial. O encontro manteve os países reunidos para tratar de regras, riscos e cooperação internacional.

    A posição defendida pelo governo brasileiro inclui limites para o uso da IA, mecanismos de proteção e formas de responsabilização por crimes cometidos no ambiente digital. Também há a defesa de que os benefícios da tecnologia não fiquem restritos aos países mais ricos.

    No discurso, o PIX apareceu junto a uma agenda que inclui regulação tecnológica, proteção de direitos e governança internacional da inteligência artificial.

    Valdir Antonelli
    Valdir Antonelli — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

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    Lula levou à Assembleia Geral da ONU a posição brasileira sobre regras para IA, proteção de dados e direitos. – Imagem: Reprodução
    Lula levou à Assembleia Geral da ONU a posição brasileira sobre regras para IA, proteção de dados e direitos. – Imagem: Reprodução — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital
    Segundo Lula, a tecnologia deve contribuir para o desenvolvimento e a redução das desigualdades entre países. – Imagem: Reprodução
    Segundo Lula, a tecnologia deve contribuir para o desenvolvimento e a redução das desigualdades entre países. – Imagem: Reprodução — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Publicado originalmente por Olhar Digital. Leia a matéria completa em https://olhardigital.com.br/2026/09/22/pro/lula-diz-na-onu-que-brasil-nao-cedera-a-pressao-de-multinacionais-sobre-o-pix/.

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