Lula discursa pela 10ª vez na ONU; relembre as falas anteriores e veja o que esperar de 2026
Lula discursa na ONU em 23 de setembro de 2025 AL DRAGO/Reuters O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participa nesta terça-feira (22), pela décima vez, da abertura do debate geral da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York. Lula já fez o discurso de abertura da Assembleia Geral da ONU em outras nove ocasiões: 2003, 2004, 2006, 2007, 2008, 2009, 2023, 2024 e 2025. Por tradição, o Brasil é o primeiro país a discursar, seguido pelos Estados Unidos, representados neste ano pelo presidente Donald Trump. A tradição começou em 1955, quando o Brasil se voluntariou para abrir os deb
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Lula discursa na ONU em 23 de setembro de 2025 — Foto: AL DRAGO/Reuters
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participa nesta terça-feira (22), pela décima vez, da abertura do debate geral da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York.
Lula já fez o discurso de abertura da Assembleia Geral da ONU em outras nove ocasiões: 2003, 2004, 2006, 2007, 2008, 2009, 2023, 2024 e 2025.

Por tradição, o Brasil é o primeiro país a discursar, seguido pelos Estados Unidos, representados neste ano pelo presidente Donald Trump.
A tradição começou em 1955, quando o Brasil se voluntariou para abrir os debates da Assembleia Geral da ONU e acabou consolidando o costume diplomático.
A posição é considerada estratégica porque garante ao Brasil um dos momentos de maior atenção da sessão, com todos os países ainda reunidos no plenário para acompanhar o início dos trabalhos.
Após a abertura do Brasil, também é de praxe, que o próximo país com a palavra seja o anfitrião, que é o Estados Unidos.
O que esperar do discurso de Lula neste ano
O discurso de 2026 deve enfatizar a defesa da soberania nacional e dos demais países, além do princípio da não interferência externa nos processos eleitorais. Lula também deve fazer referências à a democracia no mundo.
A fala do presidente deve trazer recados a outros países que, na avaliação de Lula, tentam influenciar o processo eleitoral brasileiro, como por exemplo, Argentina, Israel e os Estados Unidos. Lula, no entanto, não deve evitar citar nominalmente chefes de estado e os próprios países.
O combate ao crime organizado também deve aparecer no discurso. Lula deve mencionar medidas adotadas pelo Brasil contra o crime organizado transnacional, incluindo acordos bilaterais de cooperação com países vizinhos e também com os Estados Unidos.
Outros temas, como os conflitos internacionais e a inteligência artificial, também podem aparecer na participação do presidente brasileiro.
A previsão é que Lula fale por cerca de 20 minutos. O texto, no entanto, ainda pode passar por ajustes, cortes e mudanças até segunda-feira (21), véspera.
Segundo auxiliares do presidente, o “grande desafio” desses discursos em fóruns internacionais é equilibrar os recados que Lula pretende dar com a polidez necessária para evitar embates com outros chefes de Estado.
Conforme diplomatas a par da elaboração do discurso de Lula, ao fazer menção à soberania brasileira, por exemplo, a comunidade internacional presente ao debate geral consegue entender que é uma menção a ações americanas, ainda que Lula não mencione o nome de Trump ou de algum auxiliar direto.
Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/09/19/lula-discursa-pela-10a-vez-na-onu-relembre-as-falas-anteriores-e-veja-o-que-esperar-de-2026.ghtml.

Por que o Brasil é sempre o primeiro país a falar na Assembleia Geral da ONU? — Foto: G1
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