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    Lula chama Marco Rubio de 'antilatino-americano' e diz que secretário de Trump odeia o Brasil

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a atacar o chefe da diplomacia dos Estados Unidos , Marco Rubio , nesta sexta-feira (7), chamado o secretário de Estado de 'antilatino-americano'. Em evento em São José dos Campos (SP) para divulgar os dados da queda do desmatamento no Brasil, o petista citou a crise diplomática que o país vive com o governo Donald Trump . Leia mais (08/07/2026 - 18h29)

    Folha de S.Paulo
    7 de agosto de 2026 às 21:29
    Lula chama Marco Rubio de 'antilatino-americano' e diz que secretário de Trump odeia o Brasil
    O presidente Lula participa de evento no Palácio do Planalto, em Brasília - Pedro Ladeira - 6.ago.26/Folhapress · Pedro Ladeira - 6.ago.26/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo

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    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a atacar o chefe da diplomacia dos Estados Unidos , Marco Rubio , nesta sexta-feira (7), chamado o secretário de Estado de 'antilatino-americano'. Em evento em São José dos Campos (SP) para divulgar os dados da queda do desmatamento no Brasil, o petista citou a crise diplomática que o país vive com o governo Donald Trump .

    Lula e Trump na Casa Branca
    Lula e Trump na Casa Branca — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Falando sobre o uso que o governo Trump fez da destruição da Amazônia como justificativa para impor novas tarifas contra o Brasil, Lula disse: "Depois vou pedir para colocarem os números [de redução do desmatamento] de novo. Quero tirar uma fotografia para mandar para o Trump", acrescentou Lula, afirmando que as reuniões que teve até hoje com o republicano foram muito boas.

    "Agora, ele tem um cidadão que não gosta do Brasil, que não gosta da América Latina e que é um bolsonarista , que é o secretário de Estado, Marco Rubio", prosseguiu o presidente. "Ele é um antilatino-americano, ou um latino-americano frustrado, porque ele foi embora de Cuba —o avô, o bisavô dele é de lá, mas ele nunca morou em Cuba, é de Miami."

    Na verdade, Rubio é filho de cubanos: seus pais imigraram para os EUA em 1956, poucos anos antes da chegada de Fidel Castro ao poder. Eles tentavam escapar da crise econômica que assolava a ilha nos últimos anos da ditadura de Fulgêncio Batista. Segundo o republicano, sua família não tinha posses —seu pai era garçom, e a mãe, caixa de supermercado.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Já o avô de Rubio fugiu do regime comunista em 1962. Ele entrou no território americano sem visto válido, foi preso e chegou a receber uma ordem de deportação que nunca foi cumprida. Em 1966, como todos os cubanos nos EUA na época, seu status imigratório foi legalizado pelo governo Lyndon Johnson , que abriu as portas do país para dissidentes e imigrantes que deixaram o país após a vitória de Fidel.

    Nesta sexta, Lula disse que Rubio "odeia Cuba, odeia a Colômbia , odeia o Brasil". "Ele faz coisas diferentes daquilo que a gente conversa com Trump", afirmou o presidente, acrescentando: "O Brasil não tem veto aos EUA, não tem preferência pela China , nem pela França . O Brasil quer trabalhar com todos em posição de igualdade. O que nós não queremos é que o Brasil vire um mero exportador de uma riqueza que não é nossa, é do povo."

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    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background.
Foto:  Mario / adobe stock
    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background. Foto: Mario / adobe stock — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    As duas maiores economias do continente americano vivem uma crise diplomática sem precedentes na história recente das relações bilaterais. Acusando Brasília de protelar o aval a Daniel Perez, indicado de Trump para a embaixada americana, Washington revogou nesta terça (4) o visto da embaixadora brasileira nos EUA , Maria Luiza Viotti.

    Perez foi aprovado nesta sexta (7) pelo Senado dos EUA como embaixador ao Brasil. Entretanto, ao contrário do usual no rito diplomático , seu nome foi anunciado e apresentado ao Legislativo antes que o Brasil concedesse o agrément, isto é, sua concordância com o indicado. Normalmente, esse processo, que é sigiloso, precede o anúncio público da pessoa escolhida.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/08/lula-chama-marco-rubio-de-antilatinoamericano-e-diz-que-secretario-de-trump-nao-gosta-do-brasil.shtml.

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