Lula, Caiado e Augusto Cury assinam carta contra trabalho escravo
Os presidenciáveis Luiz Inácio Lula da Silva ( PT ), Ronaldo Caiado ( PSD ) e Augusto Cury ( Avante ) estão entre os candidatos que se comprometem a, caso eleitos, combater o trabalho análogo à escravidão . Eles fazem parte de um grupo de políticos que assinaram a Carta-Compromisso contra o Trabalho Escravo, da Conatrae (Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo). Leia mais (09/30/2026 - 19h08)

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Os presidenciáveis Luiz Inácio Lula da Silva ( PT ), Ronaldo Caiado ( PSD ) e Augusto Cury ( Avante ) estão entre os candidatos que se comprometem a, caso eleitos, combater o trabalho análogo à escravidão . Eles fazem parte de um grupo de políticos que assinaram a Carta-Compromisso contra o Trabalho Escravo, da Conatrae (Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo).

Flávio Bolsonaro ( PL ), Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo) e os outros candidatos foram convidados a aderir, segundo a comissão, vinculada ao Ministério dos Direitos Humanos, mas não quiseram ou não responderam até a data-limite, nesta segunda-feira (28).
A organização reúne desde 2003 organizações da sociedade civil e do Estado no combate ao trabalho escravo e, desde 2006, apresenta a carta-compromisso a todos os candidatos a cargos no Poder Executivo, seja para os governos estadual, municipal ou o Executivo Federal.
Dentre os compromissos aos quais os candidatos se tornam signatários está o de não contratar ou promover de alguma forma empresas que tenham utilizado mão de obra escrava ou infantil. Por outro lado, deve-se apoiar aquelas que combatem esse crime.

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Há ainda a responsabilidade de implantar atendimento jurídico e social aos migrantes brasileiros e estrangeiros e apoiar umas políticas de atendimento aos trabalhadores resgatados com ações específicas de identificação de trabalho escravo, voltadas à assistência social e psicológica, à educação básica e profissionalizante e à reintegração econômica e social.
Candidatos ao governo de alguns estados também assinaram. As assinaturas podem ser conferidas na página da comissão no Instagram, neste link . Segundo o órgão, desde 1995, mais de 70 mil pessoas foram resgatadas no Brasil em trabalho análogo à escravidão.

O último caso que chamou atenção no Brasil foi o de duas idosas, de 90 e 65 anos, resgatadas em condições análogas às de trabalho escravo doméstico em uma casa em Belo Horizonte , segundo o MPT-MG ( Ministério Público do Trabalho em Minas Gerais ).
Segundo o órgão, as mulheres trabalhavam para a mesma família havia gerações, vivendo em más condições e sem acesso a salário e direitos trabalhistas . O resgate ocorreu no fim de agosto, em ação conjunta entre o MPT, a Polícia Federal e fiscais da Superintendência Regional do Trabalho de Minas Gerais, vinculada ao MTE (Ministério do Trabalho e Emprego).
A idosa de 90 anos trabalhava para a mesma família desde a adolescência e há 75 anos sem registro formal ou direitos como férias . No local também vivia uma mulher de 65 anos, que morava com a família desde os cinco anos.

Trabalho escravo contemporâneo no Brasil
A Lei Áurea aboliu a escravidão formal em maio de 1888, o que significou que o Estado brasileiro não mais reconhece que alguém seja dono de outra pessoa. Persistiram, contudo, situações que transformam pessoas em instrumentos descartáveis de trabalho, negando a elas sua liberdade e dignidade. Desde a década de 1940, a legislação brasileira prevê a punição para esse crime.
A essas formas dá-se o nome de trabalho escravo contemporâneo, escravidão contemporânea, condições análogas às de escravo.
Conforme o artigo 149 do Código Penal, quatro elementos podem definir escravidão contemporânea por aqui: trabalho forçado (que envolve cerceamento do direito de ir e vir), servidão por dívida (um cativeiro atrelado a dívidas, muitas vezes fraudulentas), condições degradantes (trabalho que nega a dignidade humana, colocando em risco a saúde e a vida) ou jornada exaustiva (levar o trabalhador ao completo esgotamento, dada a intensidade da exploração, também colocando em risco sua saúde e vida).
Desde 1995, mais de 70 mil trabalhadores foram resgatados em fazendas de gado, soja, algodão, café, frutas, erva-mate, batatas, cebola, sisal, na derrubada de mata nativa, na produção de carvão para a siderurgia, na extração de caulim e de minérios, na construção civil, em oficinas de costura, em bordéis, entre outras atividades, como o trabalho doméstico.
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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/09/lula-caiado-e-augusto-cury-assinam-carta-contra-trabalho-escravo.shtml.

Comissão tem carta-compromisso contra trabalho escravo, mas só 3 presidenciáveis assinaram: Lula, Caiado e Cury - Gabriel Cabral/Folhapress · Gabriel Cabral/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo
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