Lula busca desgastar Flávio Bolsonaro e diz que oposição tentou travar fim da 6x1 na CCJ do Senado
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usou a aprovação do fim da escala de seis dias de trabalho por um de descanso na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado para tentar desgastar seu principal adversário na eleição presidencial, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Leia mais (09/03/2026 - 10h37)

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usou a aprovação do fim da escala de seis dias de trabalho por um de descanso na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado para tentar desgastar seu principal adversário na eleição presidencial, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

O petista mencionou, em publicação feita nesta quinta-feira (3) o fato de integrantes do grupo político bolsonarista terem agido para atrasar a votação no colegiado e tentado alterar o projeto, o que faria o texto precisar de nova análise pela Câmara.
O petista mencionou, sem citar o nome diretamente, o senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro. Em maio, pesquisa Datafolha mostrou que o fim da escala 6x1 tem apoio de 7 em cada 10 brasileiros . O projeto é uma das principais apostas de Lula para aumentar a própria popularidade e fortalecer a candidatura de reeleição.
"Ontem o Brasil testemunhou, mais uma vez, quem é quem no Congresso Nacional. Enquanto tentávamos avançar com a PEC que acaba com a jornada 6x1 no Senado, a oposição, capitaneada pelo coordenador da campanha do meu opositor nessa corrida presidencial, atuava para impedir o avanço da pauta", afirmou o petista em seu perfil no X, antigo Twitter.

"É importante que o Brasil saiba quem está trabalhando para avançar com essa mudança e quem está tentando impedir uma conquista que pode garantir um dia a mais de descanso sem redução de salário", afirmou o petista.
Lula rebateu as críticas ao projeto baseadas em projeções de danos econômicos, e afirmou que esses argumentos já foram usados para se contrapor a outras pautas trabalhistas no passado, como o direito a férias e o décimo terceiro salário.
"O que quebra de verdade é a saúde mental do trabalhador com essa escala. O que quebra qualquer família é a sensação de não poder acompanhar os filhos crescerem. Viver para trabalhar, e não ter vida além do trabalho. Desmotiva. Mina a produtividade", disse Lula.

A PEC (proposta de emenda à Constituição) que acaba com a escala 6x1 foi aprovada pela Câmara em maio . Depois, o projeto ficou travado no Senado enquanto Lula e Alcolumbre estavam com relações rompidas. Em agosto, os dois presidentes de Poder se acertaram , e Alcolumbre enviou a PEC para a CCJ.
A comissão aprovou a proposta na quarta-feira (2), abrindo caminho para uma deliberação em plenário que só deve vir depois do primeiro turno da eleição presidencial .
Durante a deliberação na CCJ, os senadores Rogério Marinho (PL-RN), Jaime Bagattoli (PL-RO), Hamilton Mourão (Republicanos-RS) e Tereza Cristina (PP-MS) registraram posicionamento contrário ao tema.]
O relator, Omar Aziz (PSD-AM), aliado de Lula e candidato a governador do Amazonas, rejeitou as emendas e recomendou a aprovação do texto já deliberado pela Câmara –isso acelera a tramitação, porque se houver mudanças na proposta ela precisa ser votada de novo pelos deputados.
A maioria das emendas foi apresentada pela oposição. Eram tentativas de evitar a redução na jornada semanal, evitar a concessão de dois dias de folga para que apenas um fosse remunerado e de aumentar o período de transição. Um destaque do líder da oposição, senador Rogério Marinho, que buscava acabar com o descanso semanal remunerado, também foi recusado na comissão.
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A oposição pediu vista na discussão, o que levou a reunião da CCJ a ser suspensa por uma hora, como parte da estratégia para conter a votação. Mas governistas insistiram na análise e, após o prazo, o chefe da comissão, Otto Alencar (PSD-BA), da base do governo, levou a proposta à votação.
Marinho disse que a redução da jornada vai encarecer o trabalho, obrigando empresários a aumentar preços. "É óbvio, é ululante, é claro, é transparente, é cristalino e quem diz o contrário ou tem má-fé ou é burro", afirmou.Rogério Marinho, Tereza Cristina, Hamilton Mourão e Jaime Bagattoli têm mais quatro anos de mandato e não precisam concorrer à reeleição neste ano.
O grupo político bolsonarista escalou senadores em meio de mandato para fazer o enfrentamento ao governo nesse tema para reduzir o risco de desgaste eleitoral .
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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/09/lula-busca-desgastar-flavio-bolsonaro-e-diz-que-oposicao-tentou-travar-fim-da-6x1-na-ccj-do-senado.shtml.

Lula (PT) em cerimônia do programa Brasil Soberano, que ajuda empresas afetadas pelo tarifaço dos EUA - Pedro Ladeira - 30.jul.26/Folhapress · Pedro Ladeira - 30.jul.26/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo
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