Política

    Lula aumenta Bolsa Família para R$ 691 a 17 dias do 1º turno

    Moretti afirmou que a atualização foi autorizada pela legislação e será feita dentro do espaço fiscal do governo

    Poder360
    17 de setembro de 2026 às 13:47
    Lula aumenta Bolsa Família para R$ 691 a 17 dias do 1º turno
    Foto: Poder360

    Moretti afirmou que a atualização foi autorizada pela legislação e será feita dentro do espaço fiscal do governo

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reajustou nesta 5ª feira (17.set.2026) os benefícios do Bolsa Família em 15,04%, a 17 dias do 1º turno das eleições, marcado para 4 de outubro. O piso mensal do programa passará de R$ 600 para R$ 691. O benefício médio subirá de R$ 675 para R$ 777 –alta nominal de cerca de R$ 100. O novo valor será aplicado a partir da folha de outubro.

    O reajuste corresponde à reposição de 15,04% do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) acumulado desde o início do programa, em 2023, até agosto de 2026.

    O reajuste proposto pelo governo Lula foi feito na reta final do 1º turno das eleições de 2026
    O reajuste proposto pelo governo Lula foi feito na reta final do 1º turno das eleições de 2026 — Foto: Poder360 · Fonte: Poder360

    Lula participou do anúncio no Palácio do Planalto ao lado de Moretti, do ministro da Fazenda, Dario Durigan, da ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, e do ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias.

    Segundo Durigan, o custo da medida será de R$ 5,8 bilhões neste ano, a partir da folha de outubro, e de cerca de R$ 22 bilhões em 2027. O governo vai ajustar o projeto de lei orçamentária de 2027, já enviado ao Congresso, para acomodar a despesa extra.

    O ministro afirmou que parte do espaço fiscal usado para bancar o reajuste vem da zeragem da fila do INSS, que teria gerado sobra de recursos. Segundo ele, a medida não altera a despesa total do governo nem exige créditos fora do orçamento já previsto.

    Wellington Dias reforçou esse ponto ao citar formas de comparação com gestões anteriores. Segundo ele, o custo do reajuste será absorvido dentro do orçamento deste ano, sem a edição de créditos extraordinários. O ministro afirma que isso seria o contrário do que classificou como práticas usadas no passado, caso da chamada “PEC Kamikaze”. Para 2027, o impacto de R$ 22 bilhões será incorporado à proposta orçamentária ainda em tramitação no Congresso.

    Dario Durigan classificou o reajuste como uma medida de “justiça social” feita dentro do espaço fiscal do governo. Wellington Dias reforçou que a correção é uma exigência legal e beneficia a população mais vulnerável.

    Bruno Moretti disse que a recomposição, mesmo diante de uma inflação considerada baixa, é uma previsão da lei do Bolsa Família e um compromisso do governo com quem mais precisa.

    O governo também associou o reajuste a mudanças na cobrança do Imposto de Renda: hoje isentam-se do imposto quem ganha até R$ 5 mil por mês e há desconto para quem ganha até R$ 7.350.

    Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-governo/lula-aumenta-bolsa-familia-para-r-691-a-17-dias-do-1o-turno/.

    Imagem 1

    O reajuste proposto pelo governo Lula foi feito na reta final do 1º turno das eleições de 2026 — Foto: Poder360

    Compartilhe

    Espalhe essa notícia

    Comentários(0)