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    Lula assume operação para estancar crise no STF e atua para tentar isolar Mendonça

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entrou em campo, na noite de terça-feira (8), para tentar debelar a crise sem precedentes que se instalou na cúpula do Judiciário, após a avaliação de assessores de que uma disputa sem fim no STF (Supremo Tribunal Federal) prejudica seriamente sua campanha pela reeleição. Leia mais (09/09/2026 - 15h19)

    Folha de S.Paulo
    9 de setembro de 2026 às 18:19
    Lula assume operação para estancar crise no STF e atua para tentar isolar Mendonça
    Homem idoso com cabelo branco e barba grisalha veste camisa azul clara e paletó escuro, sentado em ambiente interno com fundo desfocado. — Foto: Folha de S.Paulo

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    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entrou em campo, na noite de terça-feira (8), para tentar debelar a crise sem precedentes que se instalou na cúpula do Judiciário, após a avaliação de assessores de que uma disputa sem fim no STF (Supremo Tribunal Federal) prejudica seriamente sua campanha pela reeleição.

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva - Sergio Lima - 8.set.26/AFP · Sergio Lima - 8.set.26/AFP
    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva - Sergio Lima - 8.set.26/AFP · Sergio Lima - 8.set.26/AFP — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    De acordo com auxiliares, Lula avaliou que é urgente recompor uma maioria no Supremo capaz de isolar o ministro André Mendonça —relator dos inquéritos do Master e do INSS— na corte.

    Sob a orientação de Lula, ministros do governo, magistrados da ala próxima ao Planalto no STF e parlamentares se articularam nas últimas horas para debater uma reação à decisão de Mendonça que, na terça, afastou do cargo o diretor-geral da Polícia Federal , Andrei Rodrigues .

    Na manhã desta quarta (9), o ministro Flávio Dino, do STF, determinou a reincorporação de Andrei ao comando da PF e fez diversas críticas a Mendonça. De acordo com interlocutores, muitos dos argumentos expressos por Dino na decisão são partilhados por Lula.

    Conheça os 5 últimos diretores-gerais da Polícia Federal
    Conheça os 5 últimos diretores-gerais da Polícia Federal — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Segundo pessoas a par das tratativas, partiu da articulação de Lula com aliados a decisão de que Andrei protocolaria um pedido de reabilitação em uma investigação sob a relatoria de Dino. Trata-se de uma ação sobre as suspeitas de irregularidades em emendas relacionadas à produção do filme " Dark Horse ", sobre Jair Bolsonaro ( PL ).

    Um dos diagnósticos durante as conversas das últimas horas foi o de que as tentativas de diálogo com Mendonça em busca de neutralidade do STF na campanha eleitoral fracassaram —o ministro Jorge Messias , da AGU (Advocacia-Geral da União), vinha atuando para estabelecer uma ponte com o magistrado.

    Antes aconselhado a insistir nesses canais com Mendonça, Lula foi convencido por aliados de que o ex-ministro de Bolsonaro atua para prejudicar sua candidatura à reeleição e para blindar seu principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL).

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Nesse sentido, Lula deu aval para uma ofensiva contra Mendonça. O próprio presidente criticou, no X, o que chamou de "vazamentos seletivos que impactam a disputa eleitoral" e defendeu o fim de sigilos do caso Master.

    A campanha oficial do petista, por sua vez, publicou vídeo em que diz haver tentativa de interferência nas eleições. "O ministro que toca as investigações do Banco Master parece querer proteger Flávio Bolsonaro e não abre o sigilo do seu processo", diz um texto da página.

    Outra avaliação que surgiu na conversa entre Lula e aliados, vinda principalmente de uma ala do STF crítica a Mendonça, é a de que o presidente do Supremo, Edson Fachin , perdeu o senso de urgência da crise e tem sido omisso. Nesse sentido, dizem, a decisão de Dino desta quarta teve como objetivo estancar uma sangria que ameaçava se estender pelos próximos dias.

    BRASILIA, DF,  BRASIL,  05-07-2024, 12h00: Fachada do Congresso Nacional, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress, PODER)
    BRASILIA, DF, BRASIL, 05-07-2024, 12h00: Fachada do Congresso Nacional, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress, PODER) — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Apesar dessa avaliação, Lula entende que Fachin terá papel importante no esforço de pacificação do Supremo. Por não integrar os grupos rivais do tribunal, seja o pró-Mendonça ou o pró-Alexandre de Mores, sua participação imprime respeitabilidade a um eventual rearranjo interno, com a redistribuição de inquéritos dentro da corte.

    Lula se encontrou na terça com Messias e com o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva. Na ocasião, ele avisou que não aceitaria o afastamento de Andrei.

    Existe a preocupação no entorno de Lula sobre como explicar para o eleitor a decisão do governo de se envolver diretamente na crise —revertendo a estratégia que o petista vinha tentando implementar, de argumentar que o tema estava restrito ao Judiciário.

    Uma das ideias é argumentar que Mendonça, um ministro indicado por Bolsonaro, agiu para afastar o diretor-geral da PF em cuja gestão o ex-banqueiro Daniel Vorcaro foi preso.

    Interlocutores admitem que existe a preocupação de que a defesa de Andrei possa ser interpretada como um apoio ao ministro Alexandre Moraes, hoje o principal antagonista de Mendonça no tribunal e odiado por bolsonaristas. A ideia é que o presidente repise o discurso de que todos devem ser investigados.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/09/lula-assume-operacao-para-estancar-crise-no-stf-e-atua-para-tentar-isolar-mendonca.shtml.

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    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva - Sergio Lima - 8.set.26/AFP · Sergio Lima - 8.set.26/AFP — Foto: Folha de S.Paulo

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