Luigi Mangione admite que matou CEO da UnitedHealthcare e que premeditou crime
Luigi Mangione admitiu em juízo nesta sexta-feira (14) que assassinou Brian Thompson, CEO da UnitedHealthcare , e declarou-se culpado de duas acusações federais de persegui-lo com a intenção de matá-lo. Leia mais (08/14/2026 - 14h30)

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Luigi Mangione admitiu em juízo nesta sexta-feira (14) que assassinou Brian Thompson, CEO da UnitedHealthcare , e declarou-se culpado de duas acusações federais de persegui-lo com a intenção de matá-lo.

"Eu atirei no sr. Thompson em Manhattan, e ele morreu", afirmou Mangione em um tribunal de Manhattan.
A admissão de culpa evitará um julgamento federal no caso , que vem sendo acompanhado de perto, sobre o assassinato do executivo, crime que se tornou emblemático da frustração dos norte-americanos com as práticas do setor de seguros de saúde . A decisão também poderá permitir que ele tente obter a anulação das acusações estaduais de homicídio e evite o julgamento que se aproxima nesse processo.
A juíza distrital dos Estados Unidos Margaret Garnett disse a Mangione que, caso se declarasse culpado, poderia receber pena máxima de prisão perpétua por cada acusação. Garnett marcou a sentença de Mangione para 18 de dezembro.

Jamie McDonald, procurador federal em Manhattan, afirmou que seu gabinete pedirá uma pena de prisão perpétua.
Thompson comandava a divisão de seguros do UnitedHealth Group, antes de ser morto a tiros na madrugada de 4 de dezembro de 2024, em frente a um hotel onde ocorria uma conferência de investidores. A viúva de Thompson sentou-se na primeira fila da galeria com outros familiares.
Mangione, de 28 anos, disse em juízo que pesquisou detalhes da conferência anual de investidores da UnitedHealthcare após sofrer uma fratura na coluna e ter de lidar com o sistema de seguros de saúde.

Ele afirmou que, em seguida, usou uma impressora 3D para fabricar parte de uma arma e viajou a Nova York com a intenção de matar Thompson.
A família de Thompson afirmou, em comunicado, que a admissão de culpa representava um "passo importante rumo à justiça". "Esperamos que o tribunal garanta que a sentença reflita a gravidade deste crime", comunicou a família de Thompson.
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Imagens das câmeras de segurança do assassinato e uma caçada de cinco dias ao suspeito fizeram do caso presença constante na mídia e uma sensação nas redes sociais. Mangione foi preso na Pensilvânia.
Ele havia se declarado inocente, em abril de 2025, das acusações de homicídio, porte de armas e perseguição apresentadas por promotores federais de Manhattan.
Em uma decisão surpreendente, em janeiro de 2026, Garnett rejeitou as acusações de homicídio e porte de armas por questões técnicas de ordem jurídica. A decisão eliminou a possibilidade de Mangione enfrentar a pena de morte no processo federal.
Separadamente, Mangione declarou-se inocente, em dezembro de 2024, das acusações estaduais de terrorismo, homicídio, porte de armas e falsificação apresentadas pelo promotor distrital de Manhattan, Alvin Bragg. As acusações de terrorismo foram rejeitadas por um juiz em setembro de 2025.
O julgamento desse processo está marcado para 8 de setembro, perante o juiz Gregory Carro, em Manhattan. Mangione poderá ser condenado a uma pena de 25 anos à prisão perpétua se for considerado culpado de homicídio em segundo grau.
Após a audiência, a advogada de Mangione, Karen Friedman Agnifilo, disse a jornalistas que apresentou uma moção para anular a acusação de homicídio com base na lei de Nova York contra dupla incriminação, que protege as pessoas de serem processadas duas vezes pela mesma conduta.
O gabinete de Bragg poderá se opor ao pedido, argumentando que a acusação de homicídio é juridicamente distinta das acusações federais. O gabinete não respondeu de imediato a um pedido de comentário. A parte derrotada provavelmente apresentará um recurso de emergência.
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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/luigi-mangione-admite-que-matou-ceo-da-unitedhealth-e-que-premeditou-crime.shtml.

Luigi Mangione participa de julgamento em tribunal de Nova York - David Dee Delgado/Reuters · David Dee Delgado/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo
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