Lucro operacional das empresas de planos de saúde recua 11% no 2º trimestre, diz ANS
As operadoras de planos de saúde registraram lucro operacional de R$ 5,6 bilhões no Brasil no segundo trimestre deste ano, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (16) pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). O resultado representa uma queda de 11% em relação ao mesmo período de 2025. Leia mais (09/16/2026 - 16h55)

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São Paulo As operadoras de planos de saúde registraram lucro operacional de R$ 5,6 bilhões no Brasil no segundo trimestre deste ano, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (16) pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). O resultado representa uma queda de 11% em relação ao mesmo período de 2025.

Já o lucro líquido registrado no período foi de R$ 10,9 bilhões no Brasil, queda de 12% em relação ao mesmo intervalo de 2025. A receita do setor foi de R$ 201,9 bilhões, alta de 8,3% na mesma base de comparação.
A ANS informou que a sinistralidade agregada do período atingiu 81,9%, 0,8 ponto percentual acima do registrado do mesmo período do ano anterior. Esse indicador mede os custos das operadoras com a utilização dos planos frente ao valor total arrecadado com as mensalidades ou apólices.
Segundo a agência, a sinistralidade para o período foi fortemente influenciada por "fatores atípicos, como o reconhecimento de provisão técnica voluntária por uma das maiores operadoras do setor".

Em um cenário de juros elevados, as aplicações financeiras das operadoras médico-hospitalares totalizaram R$ 142,4 bilhões ao fim de junho de 2026. Trata-se de uma fonte relevante de receita adicional, que contribui fortemente para o lucro final, diz a ANS.
O resultado financeiro do setor no trimestre foi de R$ 7,5 bilhões, o maior da série histórica em termos nominais.
A agência informou que, ao se analisar o segmento de operadoras exclusivamente odontológicas, houve forte variação no patrimônio líquido e nos resultados, o que se deu devido à reorganização societária ocorrida em operadoras de um grande grupo econômico do setor.

As operadoras com melhor resultado líquido no período foram Bradesco (R$ 2 bilhões); Amil (R$ 960 milhões); Postal Saúde, operadora que cuida da assistência médica dos funcionários dos Correios (R$ 875 milhões); Unimed Seguros (R$ 419 milhões); MedSênior (R$ 387 milhões) e Porto Seguro (R$ 380 milhões).

Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://c-level.folha.uol.com.br/negocios/2026/09/lucro-operacional-das-empresas-de-planos-de-saude-recua-11-no-2o-trimestre-diz-ans.shtml.

Lucro operacional de planos de saúde tem queda no segundo trimestre - Marcelo Casal Jr./Agência Brasil · Marcelo Casal Jr./Agência Brasil — Foto: Folha de S.Paulo
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