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    Lucas Pavanato diz que vai lutar pelo impeachment de Alexandre de Moraes

    Eleito deputado federal com mais de 3 milhões de votos, o vereador paulistano Lucas Pavanato (PL) diz que sua prioridade ao assumir será trabalhar pelo impeachment de Alexandre de Moraes , do Supremo Tribunal Federal, além de libertar o ex-presidente Jair Bolsonaro. Leia mais (10/05/2026 - 17h18)

    Folha de S.Paulo
    5 de outubro de 2026 às 20:18
    Lucas Pavanato diz que vai lutar pelo impeachment de Alexandre de Moraes
    Homem jovem com cabelo castanho curto veste terno escuro, camisa branca e gravata azul. Ele está em ambiente interno com parede bege ao fundo, olhando para o lado direito da imagem. — Foto: Folha de S.Paulo

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    Eleito deputado federal com mais de 3 milhões de votos, o vereador paulistano Lucas Pavanato (PL) diz que sua prioridade ao assumir será trabalhar pelo impeachment de Alexandre de Moraes , do Supremo Tribunal Federal, além de libertar o ex-presidente Jair Bolsonaro.

    O vereador Lucas Pavanato (PL), eleito para a Câmara dos Deputados - Rafaela Araújo/Folhapress · Rafaela Araújo/Folhapress
    O vereador Lucas Pavanato (PL), eleito para a Câmara dos Deputados - Rafaela Araújo/Folhapress · Rafaela Araújo/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Só quem pode aprovar o impeachment de um ministro é o Senado, mas o recém-eleito deputado diz que pretende manter diálogos com a Casa para que isso ocorra.

    "A gente precisa limitar os abusos do STF ", diz o político de 28 anos, um dos principais nomes da direita entre o público da geração Z. Sua apadrinhada política, Eduarda Campopiano, também teve votação expressiva e se tornou a pessoa mais votada para a Assembleia Legislativa paulista.

    "O recado do eleitor foi: nós não concordamos com a agenda identitária. Então a agenda identitária tem que ser extirpada das instituições", afirma, em entrevista à Folha . Ele diz que também pretende atuar pela redução da maioridade penal para adolescentes de 14 anos.

    Veja quem são os deputados federais puxadores de voto em 2022
    Veja quem são os deputados federais puxadores de voto em 2022 — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Por que a direita foi tão bem nessas eleições ? Porque as pessoas não são bobas e perceberam os abusos do Supremo Tribunal Federal nos últimos anos e ficaram indignadas com isso. Chegou ao ponto de até a Rede Globo ser censurada. No começo eram veículos de direita que eram censurados. Agora mídia tradicional é censurada. E as pessoas enxergaram isso e não concordam com isso. Então a resposta foi eleger uma bancada conservadora gigante nas urnas.

    A sua apadrinhada, Eduarda Campopiano , também foi muito bem votada para a Assembleia Legislativa de São Paulo . Vocês esperavam essa votação? Eu esperava que ela ia fazer uma boa quantidade de votos, mas não que a gente ia fazer tanto. Então, como eu fiz muito voto, ela também fez em proporção.

    Qual vai ser a sua prioridade na Câmara dos Deputados? Primeiro é trabalhar pelo impeachment do Alexandre de Moraes, trabalhar com senadores, me posicionar. A gente precisa limitar os abusos do Supremo. E libertar os presos políticos do 8 de Janeiro , Jair Bolsonaro.

    Montagem com os deputados eleitos Lucas Pavanato e Nikolas Ferreira - Allison Sales/Folhapress · Allison Sales/Folhapress
    Montagem com os deputados eleitos Lucas Pavanato e Nikolas Ferreira - Allison Sales/Folhapress · Allison Sales/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O senhor tem algum primeiro projeto para sair em mente? Vou propor um projeto mais amplo sobre a redução da maioridade penal. A pauta deveria ser mais abrangente do que o projeto que tramita hoje. A maioridade penal tinha que ser de 14 anos para crimes comuns e que, para crimes hediondos, [a punição] deveria ser definida pela jurisprudência. Um jovem, um adolescente, que mata uma pessoa, que estupra, que comete um crime grave, eu não acho que ele deva ter uma punição menor só porque ele é mais novo. Isso tem que ser definido pela prática dos nossos juízes.

    Vou propor também revogação de algumas leis feministas identitárias, usadas para perseguir pessoas. O recado do eleitor foi: nós não concordamos com a agenda identitária. Então a agenda identitária tem que ser extirpada das instituições.

    O senhor tem alguma proposta para a questão da crise climática? Ainda não, mas tenho uma visão conservadora sobre como a gente deve trabalhar esses temas ambientais. É a [mesma visão] do Roger Scruton , que tem um livro chamado "Filosofia Verde", no qual defende que a abordagem sobre problemas ambientais deve ser baseada na oikofilia, o amor ao lar.

    Flávio Bolsonaro
    Flávio Bolsonaro — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Não adianta você propor para a sociedade soluções globais tipo "vamos salvar o mundo, vamos salvar o planeta", porque isso não engaja. As pessoas não vão amar a Amazônia, que está distante. As pessoas amam as árvores que estão no bairro delas, a natureza com que elas convivem. Então a gente tem que trabalhar propostas que não venham de cima para baixo, mas que venham de baixo para cima. A gente tem que ir para uma vertente mais localizada, menos estatista e menos global.

    O senhor tem alguma proposta para a saúde? Hoje não existe uma transparência sobre os médicos, sobre os funcionários que estão em atendimento, sobre o horário em que eles estão trabalhando ou não. Meu projeto vai ser mais voltado para a gente trazer transparência no sistema de saúde.

    Os serviços estatais têm que caminhar para uma descentralização e para maiores parcerias com a iniciativa privada. Temos leitos ociosos na iniciativa privada e espaço para exames na iniciativa privada, enquanto a gente tem fila no setor público.

    À esquerda, jovem com camiseta preta e bandeira colorida nos ombros, com pessoas ao fundo. À direita, jovem com camiseta amarela segurando microfone, falando em evento ao ar livre.
    À esquerda, jovem com camiseta preta e bandeira colorida nos ombros, com pessoas ao fundo. À direita, jovem com camiseta amarela segurando microfone, falando em evento ao ar livre. — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    E para a educação? Nós somos um dos países que mais gastam ncom educação, mas, ao mesmo tempo temos péssimos resultados, porque hoje ela é focada no ensino superior.

    Só que não adianta nada você gastar com ensino superior, sendo que o jovem no ensino básico não teve uma formação adequada, e só quem vai chegar ao ensino superior quem já teve uma condição de vida um pouco melhor,. Então a gente precisa primeiro dar uma educação básica de qualidade.

    Hoje, 60% dos jovens no Brasil não têm capacidade de interpretar um texto. Se a gente não resolver primeiro esse problema, que deve ser o foco, alfabetização bem feita, não adianta.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Segundo ponto, inverter a pirâmide de gastos. A gente gasta e aloca o recurso de uma forma errada. Algumas soluções mais liberais são úteis, como o voucher, como o charter school. Por que não dar o recurso na mão dos pais a partir de um voucher para que eles escolham o tipo de escola que eles querem para os próprios filhos?

    Por que o MEC tem que limitar tanto os critérios e como uma escola vai definir a sua diretriz de educação? Um cristão que queira matricular o filho numa escola cristã e que queira dar uma educação mais religiosa para o seu filho, ele tem que ter esse direito, da mesma forma que um pai progressista.

    Com uma descentralização na educação, com vouchers e com uma educação que seja mais plural, a gente vai atender melhor as demandas do Brasil e vai trazer mais liberdade.

    Hoje um pai não pode educar um filho dentro de casa. Home schooling é proibido, por isso eu sou a favor também da gente liberalizar nossa educação nesse sentido.

    Como vê as análises que relacionam sua vitória apenas aos vídeos curtos que faz nas redes sociais? Vão tentar reduzir a minha vitória de todas as formas, mas os números não mentem. Eu fiz um trabalho aqui na cidade de São Paulo de estar ao lado do trabalhador. Isso com certeza me fez crescer na cidade.

    Além disso, não é só vídeo curto, porque eu participei de diversos debates. Não existe político que tenha se exposto mais ao contraditório e a tantos debates quanto eu. Eu tenho conteúdos mais sérios, tenho conteúdo de humor, conteúdo mais extrovertido. Tenho fiscalização, tenho críticas em faculdades. É o combo de todo esse trabalho que eu tentei fazer.

    Acha que em algum momento houve excessos da sua campanha por parte dessa divulgação em redes sociais? Zero. Houve excessos da Justiça censurando vídeos meus. A Justiça foi usada por pessoas de esquerda para me censurar.

    Ontem a deputada Erika Hilton , do PSOL, também reeleita, adiou o seu horário de votação por algumas ameaças de morte que recebeu. Como o senhor vê isso? Repudio qualquer tipo de ameaça, mas recebo ameaça de morte todo dia desde que eu fui eleito. Minha esposa já foi ameaçada grávida. Nem por isso eu fiz marketing político em cima disso para dizer que eu atrasei minha votação para tentar fazer mais voto. Então eu acho que ela fez marketing político. Eu tenho certeza que ela recebe também tantas ameaças quanto eu. Ela só usou algumas dessas ameaças para fazer marketing na última hora. Não acho que seja sério.

    Caso Flávio Bolsonaro seja eleito no segundo turno e o convidar para algum ministério, o senhor aceitaria? Acho que não. Nesse momento eu não sou cotado para nenhum tipo de ministério, e acho que eu tenho que entregar um trabalho como parlamentar. Então eu acho que eu tenho que ter uma experiência como deputado federal primeiro lá em Brasília, fazer um bom mandato como deputado federal, e daí posteriormente, no momento certo, vai chegar alguma oportunidade no Poder Executivo. E nessa hora, quando estiver preparado, aí as pessoas saberão.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/folhateen/2026/10/lucas-pavanato-diz-que-vai-lutar-pelo-impeachment-de-alexandre-de-moraes.shtml.

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    O vereador Lucas Pavanato (PL), eleito para a Câmara dos Deputados - Rafaela Araújo/Folhapress · Rafaela Araújo/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo

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