Política

    Lobista cobrou Lulinha para “se mexer” por negócio de R$ 1 bilhão

    Roberta Luchsinger disse ao filho do presidente que o Careca do INSS pressionava por contrato de canabidiol com o governo

    Poder360
    20 de agosto de 2026 às 22:17
    Lobista cobrou Lulinha para “se mexer” por negócio de R$ 1 bilhão
    Foto: Poder360

    Roberta Luchsinger disse ao filho do presidente que o Careca do INSS pressionava por contrato de canabidiol com o governo

    A Polícia Federal investiga a atuação de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em uma negociação de mais de R$ 1 bilhão com o Ministério da Saúde para a venda de medicamentos à base de canabidiol.

    As informações foram publicadas pelos jornalistas Ricardo Chapola e Laryssa Borges, da Veja . De acordo com a publicação, o negócio era articulado pelo lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS , com auxílio da lobista Roberta Luchsinger . Formulário de cadastro alertas grátis do Poder360 concordo com os termos da LGPD . Inscreva-se Inscreva-se

    Na imagem, a lobista Roberta Luchsinger (à esq.) e Lulinha, filho de Lula (à dir.)
    Na imagem, a lobista Roberta Luchsinger (à esq.) e Lulinha, filho de Lula (à dir.) — Foto: Poder360 · Fonte: Poder360

    Em uma mensagem de 23 de janeiro de 2025, Roberta escreveu a Lulinha: “Antonio tá pressionando e acho bom vc se mexer [sic] ”. A PF também identificou tratativas para aproximar o grupo de integrantes do Ministério da Saúde.

    Segundo a investigação, Roberta acionava Lulinha para acelerar a regulamentação da produção e da venda de medicamentos à base de canabidiol no país. Depois, a intenção era convencer o Ministério da Saúde a contratar uma empresa ligada ao Careca do INSS para fornecer os produtos.

    De acordo com a reportagem da Veja , a PF descobriu uma reunião entre Roberta e Swedenberger Barbosa, então secretário-executivo da Ministério da Saúde, que foi marcada por Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola , então chefe de gabinete do presidente Lula. O encontro teria sido agendado depois da interferência de Lulinha.

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    Foto: Poder360 · Fonte: Poder360

    A investigação aponta que Roberta, Lulinha e Fernando Bittar formariam um grupo voltado à intermediação de interesses privados junto ao governo federal. No relatório, os delegados afirmam haver indícios de atuação coordenada do trio para facilitar negócios com órgãos públicos.

    Ao Poder360 , a defesa de Lulinha voltou a criticar o que considera como “vazamento criminoso” das investigações. Segundo a defesa, há um objetivo de influenciar o processo eleitoral utilizando o filho do presidente, sem que haja provas que o incriminem.

    “Enquanto isso, Flávio Bolsonaro segue sem explicar a compra de uma mansão de R$ 6 milhões em área nobre de Brasília, é alvo de denúncias por rachadinha e lavagem de dinheiro, e tem investigações que apontam ligação com milícias do Rio” , afirmou o advogado Marco Aurélio Carvalho.

    Procuradas por este jornal digital, as defesas de Marcola, Roberta Luchsinger e Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, não quiseram se manifestar.

    A defesa de Gustavo Gaspar, com quem a lobista trocou algumas das mensagens, disse que não vai se manifestar enquanto não tiver acesso aos autos.

    O Poder360 também tentou entrar em contato com as defesas de Kalil e Fernando Bittar, mas não teve sucesso em encontrar telefones ou e-mails válidos para informar sobre o conteúdo desta reportagem. Este jornal digital seguirá tentando fazer contato e este texto será atualizado caso uma manifestação seja recebida.

    Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-justica/lobista-cobrou-lulinha-para-se-mexer-por-negocio-de-r-1-bilhao/.

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