Política

    Lobista amiga de Lulinha mandava motorista entregar dinheiro em malas

    Segundo investigação, grupo com Roberta Luchsinger, Lulinha e Fernando Bittar intermediava interesses privados junto a órgãos públicos

    Poder360
    20 de agosto de 2026 às 22:57
    Lobista amiga de Lulinha mandava motorista entregar dinheiro em malas
    Foto: Poder360

    Segundo investigação, grupo com Roberta Luchsinger, Lulinha e Fernando Bittar intermediava interesses privados junto a órgãos públicos

    A lobista Roberta Moreira Luchsinger orientava seu motorista a entregar dinheiro em espécie a diferentes pessoas, inclusive ao empresário Fernando Bittar, segundo mensagens e documentos analisados pela Polícia Federal em investigação que apura suspeitas de tráfico de influência e corrupção.

    As informações são de um inquérito da PF ao qual os jornalistas Ricardo Chapola e Laryssa Borges, da revista VEJA , tiveram acesso.

    Na imagem, a lobista Roberta Luchsinger (à esq.) e Lulinha, filho de Lula (à dir.)
    Na imagem, a lobista Roberta Luchsinger (à esq.) e Lulinha, filho de Lula (à dir.) — Foto: Poder360 · Fonte: Poder360

    A investigação identificou um grupo formado por Roberta; Fábio Luís Lula da Silva , o Lulinha; e Bittar, ex-sócio de Lulinha e um dos donos do sítio de Atibaia (SP) que levou o presidente Lula a ser condenado pela Lava Jato.

    Segundo os investigadores, os 3 atuavam para intermediar interesses privados junto a órgãos públicos federais.

    Nas mensagens recuperadas pela PF, Roberta aparece dando instruções para que seu motorista fizesse entregas de dinheiro vivo em malas.

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    Foto: Poder360 · Fonte: Poder360

    A PF também encontrou diálogos sobre a movimentação financeira do grupo. Em uma das conversas, Lulinha pergunta a Roberta se eles tinham dinheiro para bancar uma viagem à África e afirma: “Vc que cuida das minhas finanças” . A viagem teria sido organizada e paga pela lobista, com custo de US$ 20 mil por pessoa.

    Os investigadores também suspeitam que pagamentos recebidos por uma empresa de consultoria de Roberta, a RL Consultoria, pudessem ter como destinatário final Lulinha. Em uma mensagem, Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS” , teria se referido ao possível beneficiário como “o filho do Rapaz”.

    O inquérito aponta ainda que o grupo demonstrava interesse em abrir empresas e contas bancárias no exterior, inclusive em países considerados de difícil rastreamento ou com menor cooperação internacional, segundo a PF.

    A investigação surgiu a partir da quebra do sigilo telemático de Roberta, autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. O material analisado levou os investigadores a concluir que havia um “núcleo de atuação permanente e coordenada” entre Roberta, Lulinha e Bittar para interlocução de interesses privados perante o governo federal.

    Lulinha nega envolvimento em negócios com a Administração Pública. Seu advogado, Marco Aurélio de Carvalho, disse que o cliente não tem relação com as atividades investigadas e que é alvo das suspeitas em razão do sobrenome.

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não é investigado no caso.

    Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-governo/lobista-amiga-de-lulinha-mandava-motorista-entregar-dinheiro-em-malas/.

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