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    Lixo radioativo está abandonado no fundo do Atlântico há décadas; ele chegou à vida marinha?

    Pesquisadores encontraram os recipientes a mais de 4.700m de profundidade e agora investigam como os resíduos interagem com a vida marinha O post Lixo radioativo está abandonado no fundo do Atlântico há décadas; ele chegou à vida marinha? apareceu primeiro em Olhar Digital .

    Olhar Digital
    6 de outubro de 2026 às 08:30
    Lixo radioativo está abandonado no fundo do Atlântico há décadas; ele chegou à vida marinha?
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    Entre 1949 e 1982 , mais de 200 mil barris com lixo radioativo foram despejados no Oceano Atlântico . As investigações identificaram 3.355 barris e radionuclídeos como cobalto-60, nióbio-94, césio-137 e amerício-241 em contato com a vida marinha .

    A pesquisa faz parte do projeto NODSSUM , liderado pelo Centro Nacional de Pesquisa Científica da França (CNRS) . Uma primeira missão, realizada em junho de 2025, identificou e mapeou os barris no local onde foram despejados. Em maio de 2026, os pesquisadores retornaram à região para aprofundar a análise.

    Os pesquisadores encontraram recipientes em diferentes condições. Alguns apresentavam forte deterioração , enquanto outros já haviam “vazado” no fundo do oceano.

    Lixo radioativo no fundo do Oceano Atlântico – Imagem: Javier Escartín/CNRS – via Bluesky
    Lixo radioativo no fundo do Oceano Atlântico – Imagem: Javier Escartín/CNRS – via Bluesky — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Durante as medições, os cientistas detectaram radionuclídeos nos resíduos . Segundo Javier Escartín , diretor de pesquisa em geologia marinha do CNRS, que participou da missão, foram identificados cobalto-60, nióbio-94, césio-137 e amerício-241 .

    Os dois últimos também são encontrados em locais afetados por testes de armas nucleares e acidentes nucleares . Escartín afirma ainda que as concentrações encontradas na região estavam bem acima do nível de fundo esperado devido a essas fontes.

    Mesmo com a presença desses radionuclídeos, o CNRS informa que os níveis de atividade radioativa medidos durante a missão não foram altos o suficiente para representar grandes problemas de proteção radiológica para os cientistas que manipularam as amostras.

    Lixo radioativo no Oceano Atlântico e vida marinha ao seu redor
    Lixo radioativo no Oceano Atlântico e vida marinha ao seu redor — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Durante as missões, os pesquisadores coletaram uma grande quantidade de dados e amostras . O material inclui sedimentos, água e organismos marinhos , além de imagens dos barris e de áreas próximas.

    Agora, as pesquisas começam a se aprofundar. Com as coletas, a ideia é investigar como os radionuclídeos estão distribuídos no ambiente e se o material liberado pelos barris chegou aos organismos que vivem na região. Suas estruturas serviram de superfície para a colonização de diferentes organismos, como anêmonas , por exemplo.

    Assim, a pesquisa busca entender também se essa interação entre os resíduos e a vida marinha pode facilitar a “entrada” dos radionuclídeos no ecossistema da região .

    Enzo Monteiro
    Enzo Monteiro — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Enzo Monteiro é redator no Olhar Digital.

    Ana Figueiredo é editora de tecnologia do Olhar Digital. É formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

    Ana Luiza Figueiredo
    Ana Luiza Figueiredo — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital
    Lixo radioativo no fundo do Oceano Atlântico – Imagem: Javier Escartín/CNRS – via Bluesky
    Lixo radioativo no fundo do Oceano Atlântico – Imagem: Javier Escartín/CNRS – via Bluesky — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Publicado originalmente por Olhar Digital. Leia a matéria completa em https://olhardigital.com.br/2026/10/06/ciencia-e-espaco/lixo-radioativo-esta-abandonado-no-fundo-do-atlantico-ha-decadas-ele-chegou-a-vida-marinha/.

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    Lixo radioativo no fundo do Oceano Atlântico – Imagem: Javier Escartín/CNRS – via Bluesky — Foto: Olhar Digital

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