Livros de Sally Rooney são barrados no Reino Unido após apoio a grupo palestino
Os livros escritos pela romancista irlandesa Sally Rooney não serão mais vendidos nas livrarias da Grã-Bretanha , devido aos seus planos de usar seus direitos autorais para apoiar a Palestine Action -grupo pró- Palestina classificado como terrorista e proibido no território. O Tribunal de Apelação de Londres tomou a decisão. Leia mais (10/14/2026 - 16h59)

Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.
Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.
Os livros escritos pela romancista irlandesa Sally Rooney não serão mais vendidos nas livrarias da Grã-Bretanha , devido aos seus planos de usar seus direitos autorais para apoiar o Palestine Action —grupo pró- Palestina classificado como terrorista e proibido no território. O Tribunal de Apelação de Londres tomou a decisão.

A autora de best-sellers como " Pessoas Normais " e "Conversa entre Amigos" —ambos adaptados para série ou filme— já havia declarado que se recusava a publicar seus trabalhos em Israel. Seu apoio à organização segue mesmo após a proibição do governo britânico.
Sally Rooney já previa que seus livros poderiam ser retirados do Reino Unido. E temia ser presa após direcionar todos os lucros das vendas de seus livros e de suas adaptações audiovisuais no Reino Unido para o Palestine Action, que se opõe à investida de Israel sobre a Faixa de Gaza.
A editora Faber&Faber , a qual publica seus trabalhos, afirma em comunicado, publicado nesta quarta-feira (13), que concorda com a escritora, mas não venderá mais os seus livros no Reino Unido, em nenhum formato. Entretanto, Faber diz se orgulhar de publicar seu notável conjunto de obras e acrescenta que "continuaremos a vender em outros territórios".

Rooney, por vários anos, veio a público para falar sobre suas crenças e intenções, e seu apoio à Palestine Action o levou às consequências que já esperava. O movimento ativista foi proibido após uma invasão da base aérea de Brize Norton, da Força Aérea Britânica, no ano passado.
Após o ato, mais de 3.000 pessoas foram presas por exibirem cartazes em apoio ao movimento, e sua proibição foi criticada por grupos de defesa das liberdades civis.
Você já conhece as vantagens de ser assinante da Folha? Além de ter acesso a reportagens e colunas, você conta com newsletters exclusivas ( conheça aqui ). Também pode baixar nosso aplicativo gratuito na Apple Store ou na Google Play para receber alertas das principais notícias do dia. A sua assinatura nos ajuda a fazer um jornalismo independente e de qualidade. Obrigado!

Mais de 180 reportagens e análises publicadas a cada dia. Um time com mais de 200 colunistas e blogueiros. Um jornalismo profissional que fiscaliza o poder público, veicula notícias proveitosas e inspiradoras, faz contraponto à intolerância das redes sociais e traça uma linha clara entre verdade e mentira. Quanto custa ajudar a produzir esse conteúdo?
Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.

Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/10/livros-de-sally-rooney-sao-barrados-no-reino-unido-apos-apoio-a-grupo-palestino.shtml.

Autora Sally Rooney durante a premiação Costa Book 2018, em Londres - Henry Nicholls/REUTERS · Henry Nicholls/REUTERS — Foto: Folha de S.Paulo
Compartilhe
Espalhe essa notícia

