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    Lista de Flávio Bolsonaro para candidatos ao Senado tem 15% de mulheres e 30% do centrão

    Presidenciável indicou 47 pré-candidatos que apoia em todo o país, sendo que 33 são do PL; maioria é pró-impeachment no STF

    UOL
    9 de agosto de 2026 às 03:00
    Lista de Flávio Bolsonaro para candidatos ao Senado tem 15% de mulheres e 30% do centrão
    Homem com cabelo curto e escuro veste terno preto e camisa branca, olhando para frente com expressão neutra. Fundo é preto e desfocado, com outra pessoa parcialmente visível ao lado. — Foto: UOL

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    O presidenciável do PL , Flávio Bolsonaro (RJ), divulgou uma lista de candidatos ao Senado que têm seu apoio no pleito deste ano com 47 nomes nas 27 unidades da federação. Do total, 30% são de partidos do centrão e apenas 15% são mulheres.

    O senador Flávio Bolsonaro (PL) durante evento do partido em que anunciou o vice de sua chapa, em Brasília - Adriano Machado - 5.ago.26/Reuters · Adriano Machado - 5.ago.26/Reuters
    O senador Flávio Bolsonaro (PL) durante evento do partido em que anunciou o vice de sua chapa, em Brasília - Adriano Machado - 5.ago.26/Reuters · Adriano Machado - 5.ago.26/Reuters — Foto: UOL · Fonte: UOL

    O grupo tem 33 pré-candidatos do próprio PL e inclui 14 filiados de PP, União Brasil, MDB, Novo, Podemos, Republicanos, PSD e PSDB.

    Com desvantagem em relação a Lula (PT) entre mulheres, Flávio anunciou apenas sete candidatas ao Senado. Ele também desistiu de ter uma vice mulher, como pretendia, e anunciou o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) para o posto .

    A maioria do grupo é favorável a impeachment de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), que são processados pelo Senado. Segundo levantamento feito pela Folha , ao menos 39 desses candidatos, ou seja, 83% do total, já defenderam publicamente o impedimento de membros da corte, especialmente do ministro Alexandre de Moraes .

    Vices dos pré-candidatos à Presidência
    Vices dos pré-candidatos à Presidência — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Em outubro, serão eleitos 54 dos 81 senadores, dois por estado, para um mandato de oito anos. Para condenar um ministro do STF à perda do cargo é necessária maioria de 54 votos, número que a direita bolsonarista pretende alcançar considerando também aliados da centro-direita e do centrão.

    Aliados de Flávio querem conquistar ao menos a maioria de 41 senadores para eleger o presidente do Senado e, assim, controlar a Casa e garantir governabilidade caso o bolsonarista seja eleito ao Planalto. O PL tem atualmente 17 senadores, sendo que 7 estão no fim do mandato e 10 vão permanecer em 2027.

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    Foto: UOL · Fonte: UOL

    O coordenador da campanha de Flávio, senador Rogério Marinho (PL-RN), é o nome cotado pelo grupo para comandar o Senado, assim como a senadora Tereza Cristina (PP-MS).

    Marinho participou, na quinta-feira (6), da live em que Flávio anunciou seus nomes ao Senado.

    "São 41 senadores para iniciar o processo de abertura de inquérito por crime de responsabilidade contra um ministro do Supremo Tribunal Federal", disse Marinho. "Para concluir o impeachment são 54", emendou Flávio.

    BRASILIA, DF,  BRASIL,  05-07-2024, 12h00: Fachada do Congresso Nacional, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress, PODER)
    BRASILIA, DF, BRASIL, 05-07-2024, 12h00: Fachada do Congresso Nacional, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress, PODER) — Foto: UOL · Fonte: UOL

    "Então, a gente está com muita expectativa. [...] Todo mundo que está nos assistindo, mais do que nunca nessas eleições, é muito importante que você escolha um presidente da República alinhado com os dois senadores que você vai escolher", disse Flávio.

    Entre os 33 candidatos do PL, 31 têm alguma manifestação pública a favor de impeachment de ministros do STF. Uma das exceções é a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), que não costuma tratar do assunto, apesar de ter compartilhado, em 2022, um conteúdo pró-impeachment. Ela vai concorrer ao Senado pelo DF.

    A Folha questionou a assessoria de Michelle sobre sua opinião, mas não teve resposta. A reportagem também não encontrou declarações de Cidônio Gonçalves (PL-MA) sobre o tema.

    O PL vai lançar dois candidatos próprios em sete estados e no DF, com Michelle e Bia Kicis. No Rio, na última hora, o partido também terá uma chapa pura, com Carlos Portinho e Carlos Jordy, após o desembarque da federação PP-União Brasil —Márcio Canella (União Brasil) desistiu de concorrer ao Senado depois de ser alvo de uma operação da Polícia Federal .

    A montagem dos palanques estaduais envolveu polêmicas e reviravoltas em diversos outros estados, como Ceará e Santa Catarina, onde a chapa pura do PL inviabilizou uma aliança com o PP.

    O cenário mudou ainda em Alagoas, já que Gaspar, agora vice de Flávio, iria disputar o Senado . Ele foi substituído na chapa pela ex-primeira-dama de Maceió Marina Candia (PSDB), que não ocupou cargos eletivos anteriormente e tampouco se posicionou a respeito de impeachment de ministros do STF.

    Assim como Marina Candia, outros seis nomes do centrão apoiados por Flávio não possuem manifestação clara sobre o assunto.

    O caso mais simbólico é o do ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL). Quando presidiu a Casa, o deputado adotou uma postura crítica ao STF, mas não se manifestou a favor do afastamento de integrantes da cúpula do Poder Judiciário.

    Em agosto de 2024, Lira ameaçou destravar a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que limita decisões monocráticas da corte. A movimentação, porém, ocorreu somente em resposta a uma restrição à execução de emendas, imposta pelo ministro Flávio Dino .

    Outro caso incerto é o do senador Angelo Coronel (PSD-BA). Ex-apoiador do presidente Lula, o parlamentar afirmou em agosto de 2025 que não apoiaria o impeachment do ministro Alexandre de Moraes. O baiano disse que não assinaria o pedido porque o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), não pautaria o tema.

    Dos 13 candidatos do centrão ao Senado apoiados por Flávio, 6 se posicionaram a favor do impeachment de ministros do STF. Entre eles, porém, há nomes que defendem com mais ou menos veemência o afastamento de magistrados.

    O deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) , por exemplo, afirmou em entrevista à Veja, em novembro, que votaria a favor do impeachment de ministros "dependendo da situação".

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    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/08/lista-de-flavio-bolsonaro-para-candidatos-ao-senado-tem-15-de-mulheres-e-30-do-centrao.shtml.

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    O senador Flávio Bolsonaro (PL) durante evento do partido em que anunciou o vice de sua chapa, em Brasília - Adriano Machado - 5.ago.26/Reuters · Adriano Machado - 5.ago.26/Reuters — Foto: UOL

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