Link School of Business investe R$ 500 mil em cinco startups de inteligência artificial
A Link School of Business, faculdade focada na formação de empreendedores, investe R$ 100 mil em cada uma de cinco startups de IA (inteligência artificial), investimento total de R$ 500 mil. Cada empresa cede 5% de participação para a instituição de ensino.

Editado por Alex Sabino (interino), espaço cobre os bastidores da economia e de negócios. Com Luana Franzão e Maria Clara Guilherme
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A Link School of Business, faculdade focada na formação de empreendedores, investe R$ 100 mil em cada uma de cinco startups de IA ( inteligência artificial ), investimento total de R$ 500 mil. Cada empresa cede 5% de participação para a instituição de ensino.
As startups passam seis meses na escola, com escritório fixo, um mentor escolhido por elas no mercado, acompanhamento de psicóloga e acesso a fundos de investimento. Nicolas Scridelli, chefe de ventures da Link, diz que a instituição considera o aporte financeiro um benefício menor que o resto do pacote que o acompanha.

A escola afirma que Google, AWS (Amazon Web Services), Anthropic e Nvidia oferecem benefícios às empresas, sem detalhar quais.
A faculdade não revela o nome das escolhidas, mas Scridelli descreve três das cinco startups: uma monitora o estado socioemocional de alunos de escolas, por IA; outra é um assessor financeiro que usa Open Banking; a terceira é uma secretária e um CRM (gestão de relacionamento com clientes) para a área médica. Todas têm IA como produto final ou como estrutura de apoio ao negócio.
O Startup School, porta de entrada das cinco, ocorre todo semestre e começou o atual com 50 grupos de alunos. A escola reduz o número a 25 e, depois, a cinco empresas, que apresentam as ideias a investidores em evento da Link.
Scridelli afirma que acompanha os alunos em sala de aula, em atividades extracurriculares e durante os 100 dias do programa, e usa esse acompanhamento para decidir em quais investir. Os programas de ventures não têm obrigação acadêmica, segundo ele. A Link reúne, assim, os papéis de escola, seletora e sócia das empresas de seus alunos.
Scridelli diz que a escola prioriza negócios B2B (vendas entre empresas), com alcance global e base tecnológica. Para o desenvolvimento de tecnologia própria, a Link fez um programa com o CEIA (Centro de Excelência em Inteligência Artificial), em Goiás, e conecta seus alunos a estudantes do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), da Poli (Escola Politécnica da USP), da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas).
O ecossistema da Link Ventures tem três frentes: o Startup School, o Link Vector, de aceleração e investimento, e o Link Capital, fundo para startups em estágio inicial. Segundo a escola, 16 startups passaram pelo Link Vector, e o Link Capital investiu em seis. Scridelli diz que a aceleradora investe em média cinco startups por semestre. A meta para 2030 é apoiar 500 startups, investir em 50 e chegar a R$ 1 bilhão em valor de portfólio.
Álvaro Schocair, CEO da Link, afirma que a área de investimentos serve de vitrine para os alunos: "A área de venture precisa ser um exemplo para todo mundo que quer buscar um investidor, para quem quer estruturar uma ideia de negócio, para quem quer validar um produto".
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Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/colunas/painelsa/2026/10/link-school-of-business-investe-r-500-mil-em-cinco-startups-de-inteligencia-artificial.shtml.

Fachada da Link School of Business, na região do Itaim Bibi, em São Paulo - Divulgação Link School of Business · Divulgação Link School of Business — Foto: UOL
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