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    “Língua” eletrônica pode detectar gripe aviária em 6 minutos; entenda

    Plataforma da USP usa proteínas vegetais e partículas de ouro para detectar anticorpos do vírus da gripe aviária

    CNN Brasil
    7 de setembro de 2026 às 18:07
    “Língua” eletrônica pode detectar gripe aviária em 6 minutos; entenda
    Foto: CNN Brasil

    Uma plataforma multissensor proposta por pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) pode detectar anticorpos contra o vírus da gripe aviária em cerca de seis minutos .

    O dispositivo, chamado de "língua" eletrônica, rastreia regiões que tiveram contato com o vírus, podendo ser usado em aplicações clínicas e também veterinárias.

    O estudo, realizado no IFSC (Instituto de Física de São Carlos) da USP e publicado na revista Applied Nano Materials, propôs a nova plataforma que emprega proteínas vegetais e nanopartículas de ouro usadas como sensores. A ideia surge como uma alternativa de baixo custo contra o vírus da H5N1, também conhecido como Influenza A.

    Doença normalmente afeta aves, mas seres humanos também podem se infectar por meio do contato com aves doentes ou superfícies contaminadas com excreções de animais doentes • Reprodução/Agência Brasil · • Reprodução/Agência Brasil
    Doença normalmente afeta aves, mas seres humanos também podem se infectar por meio do contato com aves doentes ou superfícies contaminadas com excreções de animais doentes • Reprodução/Agência Brasil · • Reprodução/Agência Brasil — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    A identificação de anticorpos da gripe aviária realizada pelo dispositivos ajuda a rastrear regiões e espécies que tiveram contato com o vírus, além de permitir a detecção precoce e a contenção de surtos.

    Os sensores da plataforma utilizam as proteínas vegetais abaixo:

    Segundo o professor Osvaldo Novais de Oliveira Junior, orientador do trabalho, o equipamento foi desenvolvido a partir dos princípios da eletrônica orgânica, área que cria dispositivos utilizando materiais orgânicos.

    Fiocruz iniciará testes com 1ª vacina brasileira feita com RNA mensageiro
    Fiocruz iniciará testes com 1ª vacina brasileira feita com RNA mensageiro — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Ele afirma que a língua eletrônica pode ser usada poucas vezes e depois precisa ser descartada. Assim, além de procurar usar materiais que sejam úteis como sensores, eles precisam ser de fontes renováveis e biodegradáveis.

    A “língua” mede propriedades elétricas da amostra analisada, como a capacidade de conduzir eletricidade e de armazenar carga .

    Os materiais empregados no dispositivo interagem de maneira diferente com o líquido, e a combinação das respostas dos sensores produz um padrão elétrico que pode ser utilizado para identificar as substâncias presentes na amostra.

    Nova Zelândia registra primeiro caso de gripe aviária H5N1
    Nova Zelândia registra primeiro caso de gripe aviária H5N1 — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    O nome do aparelho foi escolhido pela alta sensibilidade para diferenciar substâncias e sabores em amostras líquidas. Na indústria alimentícia, a língua eletrônica poderia ser usada no controle de qualidade e na autenticação de alimentos , podendo também detectar contaminação por pesticidas ou outras substâncias.

    Embora a plataforma tenha potencial para aplicações clínicas, o estudo ainda não testou amostras de sangue humano , e durante os experimentos, os pesquisadores utilizaram anticorpos anti-H5N1 comerciais e soro fetal bovino enriquecido artificialmente com esses anticorpos.

    A alta sensibilidade do aparelho também pode representar um desafio para que seja levado ao mercado. Isso ocorrer porque quando um dos quatro sensores se desgasta, sua substituição pode alterar a resposta geral do sistema, exigindo uma nova calibração.

    Nova Zelândia registra primeiro caso de gripe aviária H5N1 em ave marinha
    Nova Zelândia registra primeiro caso de gripe aviária H5N1 em ave marinha — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Esse problema pode ser contornado pela inteligência artificial. A teoria é que um algoritmo possa inferir qual seria a resposta esperada de um novo sensor integrado à plataforma.

    “O problema é sair da escala de laboratório, passando de dezenas de dispositivos ou sensores, para milhares. É necessário garantir que eles sejam reprodutíveis, que vão funcionar sempre e que terão uma durabilidade mínima. E tudo isso tem que ser feito a baixo custo”, afirma o professor.

    A plataforma emprega proteínas vegetais e nanopartículas de ouro usadas como sensores, e surge como uma alternativa de baixo custo para a detecção rápida de anticorpos contra o vírus da H5N1 • Divulgação/USP
    A plataforma emprega proteínas vegetais e nanopartículas de ouro usadas como sensores, e surge como uma alternativa de baixo custo para a detecção rápida de anticorpos contra o vírus da H5N1 • Divulgação/USP — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
    A plataforma emprega proteínas vegetais e nanopartículas de ouro usadas como sensores, e surge como uma alternativa de baixo custo para a detecção rápida de anticorpos contra o vírus da H5N1 • Divulgação/USP
    A plataforma emprega proteínas vegetais e nanopartículas de ouro usadas como sensores, e surge como uma alternativa de baixo custo para a detecção rápida de anticorpos contra o vírus da H5N1 • Divulgação/USP — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
    Fiocruz iniciará testes com 1ª vacina brasileira feita com RNA mensageiro
    Fiocruz iniciará testes com 1ª vacina brasileira feita com RNA mensageiro — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
    Nova Zelândia registra primeiro caso de gripe aviária H5N1
    Nova Zelândia registra primeiro caso de gripe aviária H5N1 — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
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    Nova Zelândia registra primeiro caso de gripe aviária H5N1 em ave marinha — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
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    Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/ciencia/lingua-eletronica-pode-detectar-gripe-aviaria-em-6-minutos-entenda/.

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