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    Líderes de Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte afirmam 'direito à autodeterminação'

    Os representantes da Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte, reunidos em Cardiff nesta segunda-feira (14), afirmaram, em uma declaração conjunta, seu "direito à autodeterminação" e ressaltaram que o futuro desses territórios está "na União Europeia ". Leia mais (09/14/2026 - 13h30)

    Folha de S.Paulo
    14 de setembro de 2026 às 16:30
    Líderes de Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte afirmam 'direito à autodeterminação'
    Pessoa com cabelo castanho e blusa verde fala em microfones durante coletiva de imprensa, vista focada pela lente de uma câmera. Ao fundo, quatro pessoas sentadas em mesa com copos e garrafas, desfocadas. — Foto: Folha de S.Paulo

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    Os representantes da Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte, reunidos em Cardiff nesta segunda-feira (14), afirmaram, em uma declaração conjunta, seu "direito à autodeterminação" e ressaltaram que o futuro desses territórios está "na União Europeia ".

    Mary Lou McDonald (centro), presidente do partido republicano irlandês Sinn Féin, com líderes dos principais partidos da Escócia, da Irlanda do Norte e do País de Gales, em Cardiff - Adrian Dennis/AFP · Adrian Dennis/AFP
    Mary Lou McDonald (centro), presidente do partido republicano irlandês Sinn Féin, com líderes dos principais partidos da Escócia, da Irlanda do Norte e do País de Gales, em Cardiff - Adrian Dennis/AFP · Adrian Dennis/AFP — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    "Nossas nações têm direito à autodeterminação. Nenhum governo de Westminster [britânico] tem o direito de criar obstáculos à democracia", escreveram o primeiro-ministro escocês, John Swinney, e seus homólogos do País de Gales, Rhun ap Iorwerth, e da Irlanda do Norte, Michelle O’Neill.

    Os três partidos —o PNE (Partido Nacional Escocês), o galês Plaid Cymru e o Sinn Féin, defensor da unidade irlandesa— querem se separar do Reino Unido, mas têm posições diferentes sobre como e quando isso poderia ocorrer.

    "Pela primeira vez na história, a população de todas estas ilhas tem primeiros-ministros na Escócia, no País de Gales e na Irlanda do Norte comprometidos com a independência [em relação ao] Reino Unido", afirmaram os líderes no documento.

    'Festa do brexit' comemora saída do Reino Unido da UE em clima de Réveillon
    'Festa do brexit' comemora saída do Reino Unido da UE em clima de Réveillon — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    "O futuro de nossas nações está na União Europeia", enfatizaram. "Para aqueles que nos observam em todas estas ilhas —para aqueles que nos observam em todo o mundo—, não pode haver sinal mais claro de que o tempo de Westminster está chegando ao fim", acrescentaram.

    Os três líderes se reuniram como dirigentes de seus partidos, não como representantes de seus respectivos governos.

    "Acreditamos que mudanças constitucionais estão por vir", sustentaram, e afirmaram estar empenhados "em reforçar a cooperação entre" seus partidos para identificar em quais áreas "trabalhar em conjunto pode fazer uma verdadeira diferença".

    Entenda o brexit
    Entenda o brexit — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    "Prefiro deixar a questão do cronograma nas mãos do povo galês", declarou Rhun ap Iorwerth. Contudo, afirmou que está cada vez mais claro que "Westminster não está funcionando".

    Londres defende os acordos de paz da Sexta-feira Santa, assinados em 1998 para acabar com os confrontos na Irlanda do Norte. Segundo o pacto, um referendo pode ser organizado desde que a maioria dos habitantes desta província britânica se mostre inclinada a votar a favor da unificação.

    A reunião ocorre poucos dias depois de o presidente dos Estados Unidos , Donald Trump , afirmar que apoiaria uma Irlanda unificada. O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham , descartou a realização de uma votação na Irlanda do Norte.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Os sucessivos governos britânicos sempre foram contrários à celebração de referendos sobre a independência desde o que foi organizado em 2014 na Escócia, no qual 55% dos eleitores votaram contra a independência.

    Na semana passada, Downing Street fechou a porta para qualquer esperança de flexibilização da postura. "O primeiro-ministro, Andy Burnham, acredita firmemente na união do Reino Unido", reagiu seu porta-voz nesta segunda-feira.

    Burnham, ex-prefeito da Grande Manchester, apontou uma maior descentralização como uma de suas prioridades desde que assumiu o poder, em julho.

    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background.
Foto:  Mario / adobe stock
    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background. Foto: Mario / adobe stock — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A Escócia realizou um referendo em 2014 no qual, por uma margem estreita, os eleitores decidiram permanecer como parte do Reino Unido. Desde então, sucessivos governos descartaram a realização imediata de uma nova consulta .

    Pela primeira vez desde o início do processo de descentralização de poderes, em 1999, os partidos independentistas são os maiores tanto no Parlamento escocês quanto no galês. O Sinn Féin é o maior partido da Assembleia da Irlanda do Norte desde 2022.

    Os parlamentos regionais têm poderes importantes em áreas como saúde, educação, habitação, transporte e meio ambiente, além de algumas atribuições tributárias.

    No Reino Unido, com a chegada, em julho, de Andy Burnham à Downing Street, onde sucede a Keir Starmer , também trabalhista, a instabilidade política continua, com sete mudanças de primeiro-ministro desde o referendo do Brexit de 2016.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/09/lideres-de-escocia-pais-de-gales-e-irlanda-do-norte-afirmam-direito-a-autodeterminacao.shtml.

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    Mary Lou McDonald (centro), presidente do partido republicano irlandês Sinn Féin, com líderes dos principais partidos da Escócia, da Irlanda do Norte e do País de Gales, em Cardiff - Adrian Dennis/AFP · Adrian Dennis/AFP — Foto: Folha de S.Paulo

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