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    Líder do 'Partido das Baratas' é detido antes de manifestação na Índia

    O fundador do " Partido das Baratas ", Abhijeet Dipke, foi detido neste sábado (10), em Nova Déli, antes de um protesto contra o presidente da Comissão Eleitoral da Índia . A manifestação, convocada sem autorização, exigia a renúncia de Gyanesh Kumar, acusado pela oposição de conduzir uma revisão irregular dos cadastros eleitorais. Leia mais (10/10/2026 - 11h19)

    Folha de S.Paulo
    10 de outubro de 2026 às 14:19
    Líder do 'Partido das Baratas' é detido antes de manifestação na Índia
    Homem com camiseta branca segura microfone e aponta com a mão direita durante discurso em protesto. Ao fundo, multidão segura várias bandeiras da Índia com listras laranja, branca e verde e o símbolo azul no centro. — Foto: Folha de S.Paulo

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    O fundador do " Partido das Baratas ", Abhijeet Dipke, foi detido neste sábado (10), em Nova Déli, antes de um protesto contra o presidente da Comissão Eleitoral da Índia . A manifestação, convocada sem autorização, exigia a renúncia de Gyanesh Kumar, acusado pela oposição de conduzir uma revisão irregular dos cadastros eleitorais.

    Abhijeet Dipke, fundador do partido "Baratas", exige a renúncia de Gyanesh Kumar da comissão em eleitoral - Indranil Mukherjee/AFP - 2.out.26 · Indranil Mukherjee/AFP - 2.out.26
    Abhijeet Dipke, fundador do partido "Baratas", exige a renúncia de Gyanesh Kumar da comissão em eleitoral - Indranil Mukherjee/AFP - 2.out.26 · Indranil Mukherjee/AFP - 2.out.26 — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A prisão foi anunciada pelo CJP (Partido do Povo das Baratas), que publicou nas redes sociais imagens de um avião do qual Dipke teria desembarcado na capital. Segundo a legenda, outros dois porta-vozes do movimento também foram detidos. A polícia não confirmou as prisões.

    Dipke mora nos Estados Unidos há dois anos e não viajava à Índia desde a formação do movimento. Segundo ele, familiares e amigos temiam que ele fosse preso se retornasse ao país.

    Acumulando mais de 22 milhões de seguidores no Instagram desde o lançamento, em meados de maio, o grupo se tornou a maior expressão online de oposição aos 12 anos do governo nacionalista de Narendra Modi.

    Jovens do 'Partido das Baratas' fazem protesto na Índia; veja fotos de hoje
    Jovens do 'Partido das Baratas' fazem protesto na Índia; veja fotos de hoje — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O movimento, que não é um partido oficial, foi impulsionado pelo desemprego entre os jovens e pelos vazamentos de provas e erros de correção que ameaçam prejudicar a carreira de milhões de estudantes. Dipke chegou a dizer que a organização "não é um partido planejado", mas uma "voz daqueles estudantes que estão revoltados com o governo".

    A primeira grande manifestação do partido ocorreu em junho e exigia a renúncia do ministro da Educação, Dharmendra Pradhan.

    A Índia tem quase 400 milhões de pessoas na faixa etária dos 15 aos 29 anos, e gerar empregos não agrícolas para elas continua sendo um dos maiores desafios do país.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A taxa de desemprego entre jovens nas cidades foi de quase 14% em abril. Muitos deles com formação também estão estagnados em empregos mal remunerados ou precários que não correspondem às suas qualificações, segundo economistas.

    Durante a manifestação, a polícia deteve mais de 2.000 pessoas, segundo a agência de notícias Reuters. A agência Press Trust of India (PTI) afirma que cerca de 20 mil policiais e paramilitares foram mobilizados para conter um ato organizado pelo movimento.

    As autoridades também suspenderam o acesso à internet móvel na região central e determinaram o fechamento de dezenas de estações de metrô e mercados.

    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background.
Foto:  Mario / adobe stock
    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background. Foto: Mario / adobe stock — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Os protestos contra a revisão das listas eleitorais mobilizam há semanas o movimento e o Partido do Congresso, principal força de oposição ao governo do primeiro-ministro Narendra Modi . Segundo a imprensa indiana, o processo levou à exclusão de 130 milhões de registros eleitorais.

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    A revisão, iniciada no ano passado, tem como justificativa a eliminação de cadastros duplicados, de pessoas mortas e de registros considerados fraudulentos. Oposição e ativistas, porém, afirmam que a medida também exclui eleitores de minorias, especialmente muçulmanos, e de grupos vulneráveis.

    Para os críticos, o processo pode favorecer o Bharatiya Janata Party (BJP), partido de Modi, que defende o nacionalismo hindu.

    A Comissão Eleitoral nega irregularidades. Em publicação nas redes sociais, o CJP acusou o primeiro-ministro de proteger Kumar, da comissão eleitoral. "Para salvar seu amigo traidor, o ditador declarou guerra a seus próprios cidadãos", publicou o partido.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/10/lider-do-partido-das-baratas-e-detido-antes-de-manifestacao-na-india.shtml.

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    Abhijeet Dipke, fundador do partido "Baratas", exige a renúncia de Gyanesh Kumar da comissão em eleitoral - Indranil Mukherjee/AFP - 2.out.26 · Indranil Mukherjee/AFP - 2.out.26 — Foto: Folha de S.Paulo

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