‘Lanternas’ tinha tudo para dar certo, mas…
A série da DC tentou misturar investigação policial e super-heróis, mas será que a combinação funcionou? Saiba o que achamos O post ‘Lanternas’ tinha tudo para dar certo, mas… apareceu primeiro em Olhar Digital .

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Uma boa premissa nem sempre resulta em uma boa série. Lanternas chegou ao fim no último domingo (04), depois de apostar em uma mistura de investigação policial com o universo dos super-heróis.
A ideia tinha potencial, mas a execução nem sempre acompanha as expectativas. Nesta semana, analisamos os acertos e os tropeços da produção da DC.

Também temos Ben Affleck comentando o uso de inteligência artificial em Sobrevivência , novidades nas telonas e, claro, as principais estreias que chegam aos streamings nos próximos dias.
A primeira temporada de Lanternas , finalizada no último domingo (04), é quase um pastel de vento.
Sabe quando você está comendo um pastel que você acha que vai ser de vento, mas no final encontra um recheio gostoso? Foi o tipo de experiência que tive assistindo Lanternas .
Só que o recheio gostoso estava mais ali para o meio do pastel. Não no final. Definitivamente não no final.
A série da DC acompanha Hal Jordan (Kyle Chandler), o Lanterna Verde da Terra, e seu novo recruta, John Stewart (Aaron Pierre), que acabam tragados para um caso de homicídio em Rushville, cidadezinha pacata de Nebraska (EUA).
Ao investigarem a cena do crime, a dupla começa a suspeitar de uma conspiração sinistra.
O mistério, que, a princípio, parecia um caso pequeno de ameaça alienígena, rapidamente vira uma grande ameaça cósmica.
O pitch da série deve ser sido “uma mistura de ficção científica com atmosfera investigativa no estilo True Detective , marcada pelo contraste entre mundano e extraterrestre”.
No papel, pode ter parecido uma boa ideia. Na execução, não tanto.
Lanternas me lembrou um problema que achei já estar resolvido na indústria.
Lembra quando Christopher Nolan lançou dois filmes do Batman, entre 2005 e 2010, e, de 2010 em diante, filmes e séries de super-herói (da DC, da Marvel) ficaram dolorosamente realistas?
Lanternas parece ter vindo diretamente daquela época. Lanternas parece esquecer que, entre 2010 e 2020, o telespectador médio se cansou dessa pegada “pé no chão”.
Lanternas parece ignorar o Superman de 2025 (o que é irônico, considerando que um personagem deste filme aparece na série) e Homem-Aranha: Um Novo Dia , em 2026. Estamos na era da galhofa.
A abordagem realista funciona para personagens como Batman e Demolidor. Já para personagens como Superman, nem tanto. E Lanterna Verde está mais para Superman do que Batman.
Por isso, assistir Lanternas foi, acima de tudo, frustrante. Muita falação descrevendo coisas que deveriam ser mostradas em tela. Muito pé no chão quando a série deveria voar.
O que torna a série suportável é a química entre Chandler e Pierre. A dinâmica entre os dois funciona bem. As discussões sobre culpa, redenção e privilégio, também. É o recheio gostoso, que ocupa um terço do pastel. De resto: vento. – P.S.
A inteligência artificial (IA) foi usada “ em muitas coisas ” do filme Sobrevivência , que estreia na Netflix nesta sexta-feira (09).
É o que disse Ben Affleck (que, além de dirigir o longa, estrela nele), durante o evento Screentime 2026.
“Usei IA para muitas coisas no filme. Não vou especificar quais são – nem falar sobre isso – porque, no meu ramo, estamos tentando fomentar a ilusão da realidade”, disse Affleck a um repórter da Bloomberg , organizadora do evento.
“Achei que foi um bom exemplo [de como usar IA de forma ética] porque é um filme muito humano”, acrescentou.
Duas décadas após a famosa troca de corpos entre Helena (Glória Pires) e Cláudio (Tony Ramos), a história se repete na família, mas com a nova geração. Desta vez, quem troca de lugar é a filha do casal, Bia (Cleo Pires), e o marido dela, Aquiles (Rafael Infante). Direto de uma segunda lua de mel na Europa, os pais experientes precisam orientar os jovens à distância para ajudá-los a superar a confusão e aprender a viver na pele do outro.
Com os sobrinhos crescidos e independentes, Tony (Marcus Majella) sofre ao ver a casa vazia. A rotina muda de vez quando uma bebê chamada Alice é deixada na porta dele. Sem saber o que fazer, Tony chama os sobrinhos para ajudarem a cuidar da criança e a descobrir quem é a mãe. Entre noites em claro, trocas de fralda e até uma prisão, a nova integrante transforma completamente a vida do tio.
Bela, de oito anos, começa a ver uma entidade idêntica à sua mãe (Jessica Chastain) dentro do próprio quarto. O que parecia imaginação logo se transforma em pesadelo. A criatura manipuladora quer tomar o lugar da verdadeira mãe e passa a atacar a garota. Sem saber o que é real ou sobrenatural, a família precisa lutar unida para salvar a menina.
Sugestões e críticas podem ser enviadas para ana.figueiredo@olhardigital.com.br e pedro.spadoni@olhardigital.com.br. Até a próxima! Bom fim de semana!
Ana Luiza Figueiredo ( A.F. ) e Pedro Spadoni ( P.S. )
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Publicado originalmente por Olhar Digital. Leia a matéria completa em https://olhardigital.com.br/2026/10/09/cinema-e-streaming/lanternas-tinha-tudo-para-dar-certo-mas/.

Pedro Spadoni — Foto: Olhar Digital
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