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    Kim Jong-un: irmã critica AIEA e Coreia do Norte condena acordo de defesa

    Vice-ministro da defesa diz que aliança nuclear entre Washington, Seul e Tóquio legitima aumento do arsenal de Pyongyang

    CNN Brasil
    17 de setembro de 2026 às 10:42
    Kim Jong-un: irmã critica AIEA e Coreia do Norte condena acordo de defesa
    Foto: CNN Brasil

    O vice-ministro da Defesa da Coreia do Norte afirmou, nesta quinta-feira (17), que o crescente reforço militar liderado pelos Estados Unidos e o que ele descreveu como uma aliança nuclear em expansão entre Washington, Seul e Tóquio justificavam os esforços de Pyongyang para fortalecer e ampliar suas forças nucleares.

    Ao discursar no Fórum Xiangshan de Pequim — a principal conferência de segurança internacional da China —, o vice-ministro da Defesa, Kim Kang Il, declarou que o status da país como Estado com armas nucleares é irreversível e prometeu continuar expandindo seu arsenal nuclear.

    “O incessante reforço de armamentos nucleares por parte dos Estados inimigos justifica plenamente a construção de um sólido escudo nuclear da RPDC”, disse Kim, utilizando a sigla para o nome oficial da Coreia do Norte: República Popular Democrática da Coreia.

    Líder norte-coreano, Kim Jong Un, supervisiona testes com armas25 de junho de 2026KCNA via REUTERS • via REUTERS · • via REUTERS
    Líder norte-coreano, Kim Jong Un, supervisiona testes com armas25 de junho de 2026KCNA via REUTERS • via REUTERS · • via REUTERS — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    “À medida que a ameaça nuclear dos Estados inimigos atinge um nível extremo… a RPDC defenderá firmemente a paz e a estabilidade na Península Coreana e na região, expandindo e fortalecendo incessantemente sua dissuasão nuclear de autodefesa.”

    Kim atribuiu as tensões na Península Coreana ao que chamou de política hostil “imutável” de Washington em relação à Coreia do Norte e acusou os Estados Unidos de transformarem a cooperação trilateral com a Coreia do Sul e o Japão em uma aliança nuclear.

    Ele afirmou que o status constitucional da RPDC como Estado com armas nucleares representa “um ponto sem retorno” e instou outros países a abandonarem o que classificou como o “devaneio” da desnuclearização.

    Coreia do Norte acusa EUA de ampliarem “aliança de submarinos nucleares”
    Coreia do Norte acusa EUA de ampliarem “aliança de submarinos nucleares” — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    A participação de Kim no Fórum Xiangshan marcou uma rara aparição de alto nível da Coreia do Norte em um evento internacional de segurança nos últimos anos, ocorrendo num momento em que Pyongyang busca laços mais estreitos com Pequim em meio às tensões com Washington e seus aliados.

    Questionado sobre a possibilidade de um encontro com o presidente dos EUA, Donald Trump, o líder norte-coreano disse não estar em condições de discutir se tal cúpula poderia ocorrer.

    O ex-representante especial dos EUA para a Coreia do Norte, Stephen Biegun, afirmou nesta quinta-feira, durante a conferência “West Coast Exchange” do Korea Risk Group, que a resposta contida da Coreia do Norte às repetidas alegações de Trump sobre comunicações com Kim Jong Un sugeria que Pyongyang “não estava fechando a porta” para possíveis negociações futuras com Washington.

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    Kim Jong-un diz que vai aprofundar laços com a Rússia em mensagem a Putin — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Biegun disse que “não seria nenhuma surpresa” se Trump propusesse um encontro com o líder norte-coreano após a cúpula da APEC na China, em novembro, e que tal reunião poderia até mesmo ocorrer em Pyongyang.

    As declarações da autoridade norte-coreana seguiram-se a um pronunciamento feito na manhã desta quinta-feira por Kim Yo Jong , a influente irmã de Kim Jong Un, rejeitando novos apelos internacionais pela desnuclearização da Coreia do Norte após discussões na reunião anual da Agência Internacional de Energia Atômica.

    Em comunicado divulgado pela agência estatal KCNA, ela afirmou que o status da Coreia do Norte como Estado com armas nucleares era “absoluto” e irreversível, descartando as repetidas exigências de desnuclearização como um “ruído” anual e insistindo que a posição nuclear de Pyongyang estava permanentemente estabelecida, tanto “fisica quanto legalmente”.

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    Coreia do Norte lança mísseis balísticos após treinos militares dos EUA — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Seus comentários ecoaram uma declaração feita na quarta-feira (16) por um porta-voz do Ministério da Defesa da Coreia do Norte, que acusou os Estados Unidos e a Coreia do Sul de intensificar o confronto militar por meio de exercícios e planejamentos conjuntos de resposta a armas de destruição em massa.

    O porta-voz afirmou que as recentes discussões entre EUA e Coreia do Sul sobre resposta a armas de destruição em massa equivaliam a uma “declaração aberta de confronto” e alertou que tais ações poderiam levar Pyongyang a invocar dispositivos de sua lei sobre a política de força nuclear.

    As declarações pareciam fazer parte de uma campanha mais ampla de comunicação da capital do país sobre sua política nuclear, segundo Lim Eul-chul, professor do Instituto de Estudos do Extremo Oriente da Universidade Kyungnam, em Seul.

    Coreia do Norte acusa EUA de ampliarem “aliança de submarinos nucleares”
    Coreia do Norte acusa EUA de ampliarem “aliança de submarinos nucleares” — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Os comentários visavam consolidar a alegação norte-coreana de que seu status nuclear havia atingido um “estágio irreversível”, ao mesmo tempo em que criavam justificativas para futuras atividades militares e nucleares em resposta ao que o país descreve como uma pressão crescente por parte dos EUA e da Coreia do Sul, disse Lim.

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    Kim Jong-un diz que vai aprofundar laços com a Rússia em mensagem a Putin — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
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    Coreia do Norte lança mísseis balísticos após treinos militares dos EUA — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/kim-jong-un-irma-critica-aiea-e-coreia-do-norte-condena-acordo-de-defesa/.

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