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    Kassio Nunes manda suspender canal “Exército do Lula” no WhatsApp

    O presidente do TSE, Kássio Nunes Marques, durante sessão plenária. Foto: Luiz Roberto/TSE " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2026/09/55502240497_5edd6624a9_c.jpg?fit=799%2C536&quality=70&strip=all" />Pedido foi apresentado pela campanha de Flávio Bolsonaro sob alegação de que o canal distribuía notícias falsas contra ele The post Kassio Nunes manda suspender canal “Exército do Lula” no WhatsApp appeared first on InfoMoney .

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    11 de outubro de 2026 às 16:09
    Kassio Nunes manda suspender canal “Exército do Lula” no WhatsApp
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    O presidente do TSE, Kássio Nunes Marques, durante sessão plenária. Foto: Luiz Roberto/TSE

    O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, atendeu um pedido da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) e determinou a suspensão no canal “Exército do Lula” no WhatsApp.

    O canal, com a coordenação do deputado eleito André Janones (Rede), teve um salto de 50 mil para quase dois milhões de seguidores em menos de dois dias após o fim do primeiro turno com o intuito de distribuir áudios, vídeos e orientações aos apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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    Segundo Nunes Marques, a suspensão atinge a estrutura que Janones descreve como um “exército de ‘soldados’ que executam o que lhes é ordenado ‘sem examinar'”. O presidente do TSE também entendeu que o canal “se converteu em vetor de disseminação, em escala nacional, de conteúdos que esta Corte já reconheceu como desprovidos de lastro mínimo”.

    “O que se afasta não é a mobilização de apoiadores, nem a crítica política contundente, nem o uso das redes sociais para pedir votos. É a utilização de estrutura de transmissão a milhões de pessoas, sob comando único, para replicar conteúdos que esta Corte já reconheceu como inverídicos, com instruções expressas para contornar as salvaguardas que o próprio provedor declarou adotar e a sua eventual atuação efetiva no caso concreto”, afirmou o ministro em seu despacho.

    Com a medida, concedida em outro processo e em menos de 24 horas após a petição original, Marques foi na contramão do procedimento do ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, corregedor do Tribunal Superior Eleitoral, que deu um prazo de cinco dias para que o deputado federal André Janones e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se manifestassem sobre outra ação movida pelo adversário Flávio Bolsonaro contra o canal.

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    A distribuição foi revelada nesta semana pelo jornal Folha de S.Paulo

    No mesmo prazo, a campanha de Flávio também teria de apresentar informações ao TSE. Cueva determinou, por exemplo, que a equipe jurídica do senador aponte as supostas irregularidades de cada conteúdo questionado. O ministro também mandou a campanha entregar arquivos ao TSE que seriam supostas provas citadas na ação.

    Cueva entendeu que era o caso de receber a ação, ou seja, analisar as alegações da campanha de Flávio. O ministro destacou, no entanto, que este recebimento não implica em “reconhecimento da veracidade das alegações ou da ocorrência dos abusos imputados”.

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    Antes de decidir sobre os pedidos mais graves feitos pela campanha, como a remoção de conteúdos, Cueva decidir pedir mais informações às campanhas de Lula e de Flávio. O ministro quer saber, por exemplo, se os advogados do senador já apresentaram outros pedidos contra o ‘Exército de Lula’ ao TSE para verificar se há “sobreposição” de ações na Corte eleitoral.

    Segundo o corregedor, a apresentação de pedidos coincidentes em ações distintas “expõe a Justiça Eleitoral ao risco de decisões conflitantes e compromete a segurança jurídica”.

    O presidente do TSE reconheceu, no despacho, que o ‘Exército de Lula’ era tema de outro processo em curso na Corte e sob relatoria do corregedor-geral da Justiça eleitoral. Nunes Marques determinou a remessa da cópia do pedido de Flávio Bolsonaro e de sua decisão a Cueva “para as providências que entender cabíveis”.

    A decisão foi assinada pelo presidente do TSE em uma petição de providência administrativa que chegou ao gabinete dele às 16h24 deste sábado. Enquanto a ação direcionada ao corregedor da Justiça eleitoral questionou o conteúdo do canal ‘Exército do Lula’, pedindo uma investigação sobre o mesmo, o pedido direcionado a Nunes Marques adotou outra via: alegou suposto descumprimento de obrigações que o Whatsapp se comprometeu a tomar durante as eleições 2026.

    O presidente do TSE destacou que o caso envolvia a avaliação de se o provedor responsável pelo WhatsApp deveria ser obrigado, “no exercício da supervisão dos planos de conformidade atribuída a Presidência, a aplicar ao canal “Exército do Lula” as medidas que ele próprio declarou adotar contra canais que violam suas diretrizes”.

    No grupo “Exército do Lula”, já se percebia o risco de a campanha adversária conseguir derrubar o canal na Justiça, movimentação classificada como um ato “desesperado”, que seria motivado pelo alto impacto de mobilização que estaria causando nas redes sociais. Agora, após a decisão, Janones está recomendando que os membros do canal passem a atuar em outro canal e página no Instagram.

    Em vídeo publicado no canal, o deputado classificou a decisão como “censura”. — Não é que se Flávio Bolsonaro for eleito a censura vai ser instalada. A censura já começou — disse Janones.

    Antes da decisão, o ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom) da presidência, Sidônio Palmeira, havia classificado a representação bolsonarista como “grande absurdo”. — É uma demonstração de medo. Ontem, o “o exército de Lula” estava com 3,25 millhões pessoas e vai ampliar muito mais. E eles estão colocando como uma força desproporcional de você estar com o povo. É mais uma demonstração de que eles estão com os poderosos em vez de estar nas ruas e nas redes — disse.

    A campanha de Lula disse, por meio de sua assessoria, que a decisão causa estranheza e revolta e que o Jurídico vai se manifestar nas próximas horas.

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    Publicado originalmente por InfoMoney. Leia a matéria completa em https://www.infomoney.com.br/politica/kassio-nunes-atende-pedido-de-flavio-e-manda-suspender-canal-exercito-do-lula/.

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