Kassio diz no TSE que 'não é preciso aumentar o tom para ser ouvido' após sessão conturbada no Supremo
Em sua primeira manifestação pública depois da sessão do STF (Supremo Tribunal Federal) de terça-feira (15), marcada por duros embates entre magistrados, o ministro Kassio Nunes Marques disse nesta quinta (17) que "não é preciso aumentar o tom para ser ouvido". Leia mais (09/17/2026 - 10h55)

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Em sua primeira manifestação pública depois da sessão do STF (Supremo Tribunal Federal) de terça-feira (15), marcada por duros embates entre magistrados, o ministro Kassio Nunes Marques disse nesta quinta (17) que "não é preciso aumentar o tom para ser ouvido".
O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) proferiu um discurso de despedida para o ministro Antônio Carlos Ferreira, que está na sua última sessão na corte eleitoral, e fez uma associação entre a personalidade do colega e a música brasileira.
"A bossa nova nos ensina que a elegância é avessa ao excesso, que não é preciso aumentar o tom para ser ouvido e que a delicadeza e a gentileza também têm força", disse Kassio, que é aliado do ministro André Mendonça na correlação de forças do STF.
Kassio não participou da sessão do Supremo na terça, destinada a discutir as mensagens que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro , dono do Banco Master , teria enviado ao ministro Alexandre de Moraes , mas que acabou interrompida por pedido de vista.
O presidente do TSE se declarou impedido, alegando que, por ser o chefe da Justiça Eleitoral, não poderia participar de um julgamento que poderia ter impacto no pleito de outubro. O primeiro turno ocorre no próximo dia 4.
A decisão do ministro ocorreu após a revelação —a poucas horas da sessão de terça— de diálogos extraídos do celular de Vorcaro que mencionavam pagamentos de R$ 500 mil a seu filho , o advogado Kevin Marques.
Ao se declarar impedido, o ministro disse no STF que seu filho "nunca prestou nenhum serviço ao banco e nunca foi remunerado pelo banco". Kassio também disse que nunca julgou qualquer processo relacionado ao Master. Em seguida, se retirou da sessão.
O julgamento de terça foi marcado por brigas, bate-bocas e provocações mútuas. O ápice foi quando o ministro Gilmar Mendes , que é aliado de Moraes, elevou o tom contra Mendonça e disse que ele agia com desfaçatez, no que o colega também se exaltou, pedindo respeito.
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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/blogs/brasilia-hoje/2026/09/kassio-diz-no-tse-que-nao-e-preciso-aumentar-o-tom-para-ser-ouvido-apos-sessao-conturbada-no-supremo.shtml.

Ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, em sessão plenário - Pedro Ladeira - 1.set.26/Folhapress · Pedro Ladeira - 1.set.26/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo
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