Justiça vê risco a testemunhas e nega soltura de coronel no caso Gisele
Juíza aponta risco de interferência em depoimentos após coronel admitir que tentou contato com uma testemunha, amiga da soldado Gisele

A Justiça de São Paulo negou, o fim da tarde desta terça-feira (13/10), o pedido de liberdade do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto ( imagem em destaque ), réu pelo feminicídio da soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, esposa do oficial. A decisão foi tomada seis dias após o Ministério Público de São Paulo (MPSP) se manifestar contra a soltura dele .
A juíza Michelle Porto de Medeiros Cunha Carreiro, da 5ª Vara do Júri, considerou que continuam presentes os motivos que levaram à prisão preventiva do coronel, especialmente o risco de interferência nos depoimentos de testemunhas. O oficial está preso desde 18 de março, um mês após a esposa ser encontrada baleada, na cabeça, no apartamento onde o casal vivia, no centro paulistano.
Publicação no Diário Oficial garante salário integral ao coronel, que somou mais de R$ 28 mil, enquanto a PM Gisele recebia R$ 7 mil

Dentro do apartamento, agentes evitam contato com o sangue da vítima no chão
Coronel circula pelo imóvel e questiona posição de objetos no quarto
Cabo impede a entrada e alerta que o imóvel está preservado para perícia

Coronel chega ao local e tenta entrar no apartamento onde a esposa foi encontrada baleada
Um dos pontos destacados pela magistrada é que o próprio Geraldo Neto admitiu, durante interrogatório judicial, ter tentado contato com Sheila Aparecida Magrini, policial militar e amiga da vítima.
Segundo a decisão, ele telefonou ao batalhão onde Sheila trabalhava, alegando que pretendia apresentar sua versão dos acontecimentos.

Para a juíza, o episódio mostra que o risco de pressão sobre testemunhas não é apenas uma hipótese, mas decorre de uma conduta concreta atribuída ao réu.





Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/colunas/alfredo-henrique/justica-ve-risco-a-testemunhas-e-nega-soltura-de-coronel-no-caso-gisele.

Coronel Geraldo Leite Rosa Neto — Foto: Metrópoles
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