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    Justiça suspende execução de mulher no Tennessee pouco antes da injeção letal

    Um tribunal dos Estados Unidos suspendeu nesta quarta-feira (30) a execução da única mulher no corredor da morte no Tennessee em mais de 200 anos, pouco antes de ela ser submetida à injeção letal. Leia mais (09/30/2026 - 13h08)

    Folha de S.Paulo
    30 de setembro de 2026 às 16:08
    Justiça suspende execução de mulher no Tennessee pouco antes da injeção letal
    Mulher de cabelos castanhos cacheados, com expressão neutra, posando para foto tipo ficha policial. Ela segura placa com código 'TDOC 261368' e está em frente a régua de altura que indica aproximadamente 1,65 metro. — Foto: Folha de S.Paulo

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    Um tribunal dos Estados Unidos suspendeu nesta quarta-feira (30) a execução da única mulher no corredor da morte no Tennessee em mais de 200 anos, pouco antes de ela ser submetida à injeção letal.

    Christa Pike, que está desde os anos 1990 sentenciada a pena de morte por um assassinato no Tennessee - Reprodução/Departamento de Administração Penitenciária do Tennessee · Reprodução/Departamento de Administração Penitenciária do Tennesse
    Christa Pike, que está desde os anos 1990 sentenciada a pena de morte por um assassinato no Tennessee - Reprodução/Departamento de Administração Penitenciária do Tennessee · Reprodução/Departamento de Administração Penitenciária do Tennesse — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    No último minuto, o Tribunal de Apelações do Sexto Distrito emitiu uma ordem para suspender a execução de Christa Pike, até segunda ordem.

    Pike foi condenada pelo assassinato de uma colega de escola há três décadas. Seu pedido de clemência —que destacava traumas de infância e abusos sexuais— foi negado pelo governador Bill Lee.

    Hoje com 50 anos, ela tinha 18 em janeiro de 1995, quando com o namorado de 17 anos e uma terceira pessoa atraíram Colleen Slemmer, 19, colega no centro de formação profissional Job Corps de Knoxville, para uma área de mata, onde a torturaram e a mataram.

    Câmara de injeção letal na Penitenciária Estadual de Washington - Matt Mills McKnight - 6.set.24/Reuters · Matt Mills McKnight - 6.set.24/Reuters
    Câmara de injeção letal na Penitenciária Estadual de Washington - Matt Mills McKnight - 6.set.24/Reuters · Matt Mills McKnight - 6.set.24/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A natureza macabra do assassinato —no qual os autores entalharam o formato de um pentagrama no peito da vítima — recebeu ampla cobertura da imprensa na época.

    Depoimentos no julgamento indicaram que Pike via Slemmer como uma rival pelo afeto de seu namorado, Tadaryl Shipp.

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    Projeto Inocência: o homem que ajuda a libertar condenados no corredor da morte
    Projeto Inocência: o homem que ajuda a libertar condenados no corredor da morte — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Ambos confessaram o assassinato e foram condenados no ano seguinte por homicídio em primeiro grau. Pike recebeu a pena de morte, enquanto Shipp foi condenado à prisão perpétua com possibilidade de liberdade condicional.

    Pike também foi condenada, em agosto de 2001, por tentativa de homicídio em primeiro grau após agredir outra detenta, segundo o Departamento de Administração Penitenciária do Tennessee.

    Em uma petição de 226 páginas que pedia ao governador a comutação da pena de morte para prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional, seus advogados documentaram seu histórico como vítima, na infância, de violência , negligência e abuso sexual, incluindo dois estupros, aos 11 e aos 17 anos.

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    A defesa também citou os diagnósticos de transtorno bipolar e transtorno de estresse pós-traumático que ela recebeu na prisão.

    Seus advogados também apontaram evidências de que a mãe de Pike consumiu álcool em excesso durante a gravidez, o que contribuiu para falhas no desenvolvimento cerebral que dificultavam à cliente controlar seus impulsos quando jovem.

    "A jovem de 18 anos que sofria de doença mental grave e de traumas quase incapacitantes não existe mais", escreveram seus advogados em resposta à negativa de clemência de Lee.

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    "Christa é uma mulher de 50 anos, arrependida, que compreende seus atos, recebe tratamento adequado para sua doença mental e oferece apoio e orientação a outras mulheres encarceradas."

    A mãe de Slemmer, May Martinez, manifestou-se a favor da execução.

    Execuções de mulheres presas são extremamente raras nos Estados Unidos. Elas representam apenas 18 das 1.683 pessoas executadas desde que a Suprema Corte autorizou a retomada da pena de morte, em 1976, segundo o Centro de Informações sobre a Pena de Morte. Antes desta quarta-feira, o Tennessee havia executado 17 pessoas.

    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background.
Foto:  Mario / adobe stock
    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background. Foto: Mario / adobe stock — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O caso de Pike atraiu atenção internacional, e um grupo de especialistas em direitos humanos das Nações Unidas divulgou recentemente uma declaração pedindo a comutação de sua pena de morte.

    Especialistas em violência sexual e trauma também se pronunciaram em sua defesa, argumentando que os procedimentos relacionados à injeção letal provavelmente fariam Pike reviver lembranças intensas e traumáticas do abuso sexual e dos estupros sofridos na infância, aumentando a crueldade e a angústia de sua morte.

    Em maio, autoridades penitenciárias do Tennessee interromperam as tentativas de executar um homem condenado por homicídios depois de não conseguirem encontrar uma veia adequada para a aplicação da injeção letal.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/09/justica-suspende-execucao-de-mulher-no-tennessee-pouco-antes-da-injecao-letal.shtml.

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    Christa Pike, que está desde os anos 1990 sentenciada a pena de morte por um assassinato no Tennessee - Reprodução/Departamento de Administração Penitenciária do Tennessee · Reprodução/Departamento de Administração Penitenciária do Tennesse — Foto: Folha de S.Paulo

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