Política

    Justiça no EUA questiona empresa que recebeu R$ 2,8 bi do Master

    Empresa de cripto OWS tem histórico de apurações no Brasil perante a PF, o Congresso e a Justiça

    Poder360
    1 de setembro de 2026 às 02:07
    Justiça no EUA questiona empresa que recebeu R$ 2,8 bi do Master
    Foto: Poder360

    Empresa de cripto OWS tem histórico de apurações no Brasil perante a PF, o Congresso e a Justiça

    A Justiça dos Estados Unidos determinou que a OWS (One World Services), plataforma de criptoativos que recebeu US$ 531 milhões (cerca de R$ 2,8 bilhões) do Banco Master entre 2018 e 2021, forneça informações sobre as operações. A decisão foi divulgada pelo Estadão .

    O pedido, feito pelo liquidante do banco e autorizado pelo juiz Scott M. Grossman, da Vara de Falências do Distrito Sul da Flórida, reúne 16 solicitações. Entre elas estão contratos com Daniel Vorcaro e empresas ligadas a ele, registros de serviços e ativos sob custódia, movimentações financeiras, origem dos recursos e comunicações por aplicativos como WhatsApp, Telegram, Signal e iMessage.

    As transferências foram realizadas quando o banco ainda se chamava Banco Máxima
    As transferências foram realizadas quando o banco ainda se chamava Banco Máxima — Foto: Poder360 · Fonte: Poder360

    As transferências foram realizadas quando o banco ainda se chamava Máxima e já estava sob gestão de Vorcaro. A OWS tem sede em Delaware, estado americano conhecido pelas regras societárias que facilitam a constituição de empresas e que podem dificultar a identificação de seus proprietários e beneficiários.

    O liquidante pretende esclarecer se os US$ 531 milhões enviados à OWS pertenciam ao patrimônio do Banco Master ou se eram recursos de clientes. A apuração também busca identificar o destino dos valores e verificar eventuais vínculos entre as operações da plataforma e empresas ligadas ao grupo de Vorcaro.

    A empresa também é investigada no Brasil por operações com criptoativos e transferências internacionais. A OWS foi alvo da operação Colossus, que apura movimentações bilionárias e suspeitas de lavagem de dinheiro, e também foi convocada a prestar esclarecimentos à CPI das Pirâmides Financeiras .

    Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-justica/justica-no-eua-questiona-empresa-que-recebeu-r-28-bi-do-master/.

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    As transferências foram realizadas quando o banco ainda se chamava Banco Máxima — Foto: Poder360

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