Justiça nega habeas corpus e Menina do Ministério Etrom segue presa
Lusimar Augustinho, mais conhecida como a "Menina do Ministério Etrom", foi presa na última quinta-feira (14/8) em Brasília

O desembargador Diaulas Costa Ribeiro, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) , negou um pedido de habeas corpus feito pela defesa de Lusimar Augustinho da Silva, mais conhecida como “Menina do Ministério Etrom”.
“Também não ficou demonstrado, até o momento, que o tratamento necessário seja incompatível com a custódia ou que o sistema prisional esteja deixando de prestar a assistência determinada. Ao contrário, a decisão de origem ordenou comunicação urgente da condição de saúde da paciente e o encaminhamento do relatório psicossocial aos órgãos responsáveis”, diz o desembargador no documento.
O desembargador também pede “realização de exame médico pericial para avaliar sua sanidade mental e definir sua condição jurídica de imputável, inimputável ou semi-imputável”.

Em contato com o Metrópoles , a defesa de Lusimar afirma: “[A decisão] Deu espaço para pedirmos o incidente de insanidade mental, que estamos preparando.”
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Lusimar foi presa na última quinta-feira (13/8) após proferir ofensas racistas contra funcionários de um hotel na Asa Norte, em Brasília. A mulher de 55 anos virou figurinha carimbada nas redes sociais pelo seu jeito excêntrico.

Segundo testemunhas, ela teria gravado vídeo no qual ofende racialmente os profissionais do estabelecimento e, em seguida, publicado as imagens nas redes sociais. Ela foi presa nessa quinta-feira (13/8). Ainda de acordo com testemunhas, não teria sido a primeira vez que a mulher ofendeu os funcionários do hotel. No dia anterior, ela também teria gravado vídeos durante situação semelhante.
A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) conduziu Lusimar e os demais envolvidos à 5ª Delegacia de Polícia (Área Central), onde foram tomadas as providências cabíveis.
No último dia 14, o TJDFT manteve a prisão de Lusimar após audiência de custódia. Ela “se comportou de maneira respeitosa, cooperativa e se expressou com clareza” e afirmou que não tem diagnóstico de transtornos mentais.

Uma pessoa próxima à detida, no entanto, afirmou às autoridades que ela apresenta diagnóstico de esquizofrenia, mas que não aceita que tem a doença ou que precisa de tratamento.

Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/celebridades/justica-nega-habeas-corpus-e-menina-do-ministerio-etrom-segue-presa.

Arte/ Metrópoles — Foto: Metrópoles
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