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    Justiça multa fabricante de jogo do aviãozinho e suspende fornecimento a bets ilegais

    A Justiça do Distrito Federal determinou, nesta segunda-feira (14), que a Spribe, fabricante do caça-níquel online Aviator, conhecido popularmente como aviãozinho, suspenda a oferta de jogos a sites clandestinos -aqueles sem a licença de R$ 30 milhões do Ministério da Fazenda.

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    15 de setembro de 2026 às 16:00
    Justiça multa fabricante de jogo do aviãozinho e suspende fornecimento a bets ilegais
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    São Paulo A Justiça do Distrito Federal determinou, nesta segunda-feira (14), que a Spribe, fabricante do caça-níquel online Aviator, conhecido popularmente como aviãozinho, suspenda a oferta de jogos a sites clandestinos —aqueles sem a licença de R$ 30 milhões do Ministério da Fazenda .

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    Imagem de entrada do jogo Aviator - Reprodução · Reprodução — Foto: UOL · Fonte: UOL

    A decisão atende parcialmente ao pedido, em tutela de urgência, do Ministério Público de bloqueio do aviãozinho em território nacional devido à omissão em contratos com empresas irregulares.

    Segundo a Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor, a empresa realiza "expressivos ganhos financeiros com a alta popularidade do jogo, com receita global estimada em US$ 200 milhões", enquanto externaliza os custos da ilicitude para os consumidores.

    Procurada por WhatsApp às 10h, a defesa da Spribe não se manifestou até a publicação desta reportagem. A empresa tem 15 dias úteis para recorrer da cautelar.

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    Em resposta ao procedimento investigatório da Promotoria, a companhia afirmou que parte da distribuição do jogo se dá por meio de relações contratuais indiretas com agregadores tecnológicos, e que prevê cláusulas de restrição territorial e de conformidade regulatória.

    A juíza Luciana Correa Sette Torres de Oliveira, da 7ª Vara Cível de Brasília, também determinou que a empresa informe todos os domínios nos quais o Aviator esteja disponível, apresente relatório técnico detalhado contendo os parceiros autorizados e implemente e comprove mecanismos de monitoramento contínuo.

    A magistrada disse que pode reavaliar a decisão de permitir a continuidade do fornecimento do Aviator às plataformas autorizadas após o contraditório.

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    Assim como já tinha feito em ação contra a Blaze a influenciadora Virgínia Fonseca , o Ministério Público rastreou a presença do jogo em plataformas clandestinas em "três diligências virtuais" entre os meses de julho e setembro, nos quais os investigadores acessaram o site, verificaram a presença do aviãozinho e registraram em uma ferramenta de preservação de evidências.

    A Promotoria, então, pediu que a Spribe interrompesse a oferta irregular do jogo, e a empresa disse que realizou auditoria nos domínios indicados e promoveu a remoção do caça-níqueis de parte dos endereços apontados. Acrescentou que encontrou uma "possível clonagem não autorizada do produto".

    Na sequência, o Ministério Público verificou que embora os sites fossem removidos pelo fornecedor, as plataformas voltavam ao ar oferecendo o Aviator com pequenas "alterações de subdomínio [endereço] ou parâmetros técnicos".

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    Embora as plataformas clandestinas sejam derrubadas, essas bets irregulares voltam ao ar com facilidade, uma vez que são baseadas em serviços de diversos fornecedores, como os agregadores de jogos e empresas de pagamento. Existem ofertas no Instagram de venda de uma plataforma clandestina pronta por R$ 2.500.

    "Identificamos mais de 30 novos endereços no curso da investigação, sendo que 10 surgiram após a Spribe alegar ter adotado medidas de remoção", disse o promotor Paulo Roberto Binicheski na ação civil pública.

    "A persistência da oferta irregular, mesmo após comunicações e remoções pontuais, sugere falhas estruturais nos mecanismos de licenciamento, autenticação, georrestrição, rastreabilidade, distribuição, auditoria e supervisão, especialmente por não assegurarem a vinculação das credenciais aos domínios autorizados nem impedirem preventivamente o acesso por operadores não habilitados", acrescentou Binicheski.

    Um dos sites verificados pela promotoria continuava no ar até a manhã desta terça-feira (15) e exibia o Aviator como o caça-níqueis mais jogados no endereço. O site oferece pagamentos via Pix e os "principais caça-níqueis online", incluindo o jogo do tigrinho.

    As bets licenciadas cobram do governo maior fiscalização e regras rígidas sobre o fornecimento de caça-níqueis eletrônicos , como o jogo do tigrinho e o Aviator, para sites clandestinos.

    Segundo o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), que representa o setor regulado, os sites clandestinos funcionam fora do Brasil, geram pouca atividade econômica interna, não recolhem impostos, evitam a taxa de licença federal de R$ 30 milhões e não participam da plataforma de autoexclusão do governo.

    O Ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou, em julho, que mais de 56 mil aplicativos e sites de bets ilegais foram removidos entre janeiro de 2025 e junho de 2026, e quase mil perfis de influenciadores, excluídos de redes sociais por desrespeito às regras de apostas online.

    A expectativa do Ministério da Fazenda é que a regulamentação para os fornecedores de cassinos online seja publicada ainda este ano.

    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://c-level.folha.uol.com.br/negocios/2026/09/justica-multa-fabricante-de-jogo-do-aviaozinho-e-suspende-fornecimento-a-bets-ilegais.shtml.

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