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    Justiça marca audiência entre governo Lula e Discord antes de decidir sobre indenização de R$ 500 mi

    Decisão ocorre no âmbito da ação civil pública apresentada pelo governo contra a plataforma

    UOL
    29 de agosto de 2026 às 00:00
    Justiça marca audiência entre governo Lula e Discord antes de decidir sobre indenização de R$ 500 mi
    Tela de smartphone exibe o ícone branco do Discord sobre fundo azul. Ao fundo, a palavra 'DISCORD' aparece em letras maiúsculas brancas sobre fundo azul claro. — Foto: UOL

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    A Justiça Federal do Distrito Federal marcou para a próxima quarta-feira (2) uma audiência entre o governo federal e o Discord antes de decidir sobre o pedido de medidas urgentes contra a plataforma .

    Discord foi processado pelo governo federal - Mauro Pimentel - 4.ago.26/AFP · Mauro Pimentel - 4.ago.26/AFP
    Discord foi processado pelo governo federal - Mauro Pimentel - 4.ago.26/AFP · Mauro Pimentel - 4.ago.26/AFP — Foto: UOL · Fonte: UOL

    A audiência de justificação e tentativa de conciliação deverá contar com representantes da União, da Discord, do Ministério Público Federal. A ANPD ( Agência Nacional de Proteção de Dados ) também poderá participar.

    A decisão ocorre no âmbito da ação civil pública apresentada pelo governo federal contra o Discord, na qual é cobrada uma indenização de R$ 500 milhões por danos morais coletivos e a adoção de medidas para adequar a plataforma à legislação brasileira de proteção de crianças e adolescentes.

    O governo Lula (PT) decidiu pelo processo após ver fracassar a negociação para assinatura de um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) que buscava adequar as funcionalidades da plataforma às regras brasileiras, encerrar investigações em curso e evitar novas punições.

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    Foto: UOL · Fonte: UOL

    Antes de analisar o pedido de tutela de urgência, a Justiça determinou que o MPF e o Discord se manifestem no prazo de cinco dias. Esse prazo continua valendo independentemente da realização da audiência.

    Ao marcar a reunião, o juiz afirmou que a natureza, a gravidade e a complexidade das questões discutidas justificam um esclarecimento mais detalhado dos fatos antes da decisão sobre as medidas urgentes.

    Um dos pontos que deverão ser analisados é o efeito de providências que já foram adotadas pela ANPD contra a plataforma. Segundo a decisão, é necessário esclarecer o alcance, a vigência e a situação atual dessas determinações, além de verificar quais medidas já foram implementadas pelo Discord em decorrência delas.

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    A Justiça também quer saber se houve recurso administrativo contra as determinações da ANPD e de que maneira as providências já adotadas podem interferir na necessidade de novas medidas judiciais.

    Durante a audiência, o Discord deverá ainda prestar informações sobre as medidas de segurança e moderação adotadas na plataforma. As partes poderão ser acompanhadas por profissionais com conhecimento técnico sobre o funcionamento da rede social.

    Além de reunir informações para decidir sobre o pedido urgente, a audiência terá como objetivo buscar uma possível conciliação entre o governo e a empresa. Segundo a decisão, parte das obrigações cobradas na ação tem caráter estrutural, o que torna adequada a tentativa de uma solução negociada.

    Além da indenização, o governo pediu uma medida de urgência para obrigar a plataforma a adotar imediatamente medidas de adequação à legislação de proteção de crianças e adolescentes no prazo de 15 dias, sob pena de multa diária de R$ 500 mil.

    O acordo para a assinatura de um TAC ocorreria em meio ao cerco das autoridades brasileiras ao Discord após a morte de uma adolescente de 13 anos em Mato Grosso do Sul .

    A jovem teria sido induzida por outros adolescentes à automutilação e ao suicídio em cenas exibidas pela plataforma. O caso levou a primeira-dama da República, Janja Lula da Silva, a pedir o bloqueio do aplicativo no país .

    Em 12 de agosto, a ANPD determinou que o Discord suspendesse as transmissões ao vivo e outros recursos de vídeo no Brasil.

    A medida, adotada no âmbito da fiscalização aberta pela agência, exige que as funcionalidades permaneçam desativadas até que a empresa comprove a adoção de medidas efetivas para proteger crianças e adolescentes. Os dois processos, porém, são diferentes.

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    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/08/justica-marca-audiencia-entre-governo-lula-e-discord-antes-de-decidir-sobre-indenizacao-de-r-500-mi.shtml.

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